A Evolução dos Sanitários

Apesar de relatos sobre vasos sanitários existirem há mais de quatro mil anos, o vaso sanitário surgiu apenas no final do século 16, criado pelo poeta inglês John Harrington, no ano de 1596. Em 1778, o mecânico e engenheiro Joseph Bramah, também inglês, que criou a bacia sanitária com descarga hídrica, possibilitando que os dejetos fossem eliminados por sucção. A partir da Idade Moderna, políticas públicas de saneamento tornaram-se indispensáveis, impulsionando o desenvolvimento de novas invenções complementares ao vaso sanitário, como a descarga e os complexos sistemas de esgotos.

Atualmente, há uma grande preocupação no desenvolvimento dos vasos sanitários, relacionada à eficiência no uso da água (um vaso com caixa acoplada gasta em média de 6 a 8 litros de água, por descarga). Dentre as novidades estão vasos que possuem pia ou máquina de lavar acoplados, para reuso da água; um modelo da Ecojohn  (R$ 8 400), que incinera os dejetos quando é acionada a descarga (o processo leva 25 minutos) e o modelo da BioCompact (R$ 4 050), que usa um sistema de vácuo similar aos banheiros de aviões para sugar os detritos e jogá-los no esgoto, consumindo apenas 0,8 litro de água a cada uso. A energia necessária para produzir o vácuo vem de painéis solares, que devem ser instalados no telhado da casa.

Motivados por um concurso do fundador da Microsoft, Bill Gates, oito universidades internacionais desenvolveram novos modelos de vasos sanitários baratos e sustentáveis, voltados para comunidades que não tem acesso à saneamento básico, uma realidade de cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

O projeto vencedor foi criado por uma equipe de cientistas do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e deve estar pronto para ser usado pelo público e comercializado em fevereiro de 2015. O segundo lugar foi dado à Universidade Loughborough, no Reino Unido, por uma privada que transforma os dejetos em carvão biológico, minerais e água limpa. O processo ocorre em uma reação química, e o carvão é queimado para produzir energia que vai ser usada pelo sanitário. A água e o sal das fezes e da urina são reaproveitados, de acordo com a universidade. Já o terceiro lugar coube à Universidade de Toronto, por um sanitário que recupera os minerais e a água e desinfeta os dejetos humanos.

O projeto vencedor

A “privada do futuro” é autossuficiente e movida a energia solar. O professor de engenharia Michael Hoffmann é o responsável pela equipe formada por sete pesquisadores (todos PhDs), que montou o projeto dentro da cúpula do terraço de um laboratório da faculdade.

Foram criados três protótipos: uma privada comum, um mictório e uma fossa. Os vasos sanitários foram instalados em um patamar mais alto, enquanto em um tanque abaixo ocorrem as reações químicas que vão oxidar as “necessidades”.

O vaso é independente de infraestrutura urbana, como rede elétrica, e de sistemas subterrâneos de recolhimento de esgoto. A energia solar é utilizada para uma reação que transforma as fezes em fertilizantes e gás hidrogênio. O gás alimenta baterias que podem ter várias finalidades, inclusive dar energia extra ao vaso sanitário durante à noite e em dias nublados. Dessa forma, as privadas operam em um sistema fechado, em que a água passa por um sistema de reciclagem interna e é totalmente reaproveitada no vaso sanitário, podendo também ser direcionada para irrigação, por exemplo.

fontes: notícias terra, velhos amigos , revista pegn, super abril, guia da obra,  g1, uol

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