Cidades Ubíquas, um novo conceito sobre a vida urbana

Originalmente chamado “Ubiquitious City”, este novo conceito surpreende ao reformular as relações entre os habitantes e o espaço físico das cidades. Em uma tradução literal podemos chamá-las de Cidades Ubíquas ou ainda Cidades Onipresentes, nomenclatura que por si só enfoca o aspecto da presença da tecnologia em todos os lugares e principalmente da constante interação entre a internet e os moradores, já que estes estarão diariamente expostos a interfaces.

O conceito foi formulado a partir de uma grande ideia conhecida como “Smart City”, em português, “Cidade Inteligente“. Neste modelo,  os sistemas de informação estão continuamente compartilhando dados, como em uma computação em nuvem.

Imagine uma residência de idosos que detecta por meio de sensores de pressão a ocorrência de uma queda e aciona a ajuda imediatamente. Ou um sistema de coleta de lixo que recompensa os moradores se os materiais recicláveis forem depositados no local adequado. Não seria incrível, por exemplo, ser avisado antes de sair de casa qual o trajeto apresenta menos trânsito e onde há vagas disponíveis? Essas são algumas das tarefas que uma U-City poderia disponibilizar.

New Songdo, a cidade do futuro

Se as U-Cities são o modelo do futuro, Songdo, que está sendo construída na Coréia do Sul é a pioneira delas. Apesar de não ser a primeira cidade a receber o título de U-City, é a primeira a ser totalmente construída a partir desse conceito. E engana-se quem pensa que toda a tecnologia prometida pelas Cidades Ubíquas são coisas da ficção, Songdo já está em construção e prevê-se que ficará pronta até 2015.

Songdo tem uma localização estratégica, que permite alcançar um terço da população mundial em pouco mais de três horas de voo. Mercados regionais como Rússia, China e Japão estão muito próximos, o que faz desta cidade o epicentro comercial asiático.

Vida Digital

A tecnologia de computação estará presente em Songdo tanto visível como invisivelmente. Estima-se que as casas terão centenas ou até milhares de chips por onde diversos dados e informações circularão.

Ainda não se sabe exatamente quais tecnologias estarão presentes na cidade. Mas algumas das grandes apostas dos planejadores do distrito são o uso máximo da tecnologia RFID (identificação por radiofreqüência), assim como tecnologias e dispositivos com sensores.

O Transporte

Um dos principais objetivos dos planejadores é diminuir o uso de veículos automotivos, um dos principais responsáveis pela poluição. Os modos de transporte alternativos serão priorizados, a cidade contará com um transporte público de qualidade por meio de ônibus e metrôs, uma rede de 25 km de ciclovias e inclusive transportes aquáticos nos canais. Além disso, 5% das vagas de estacionamento serão reservadas para veículos de baixa emissão de poluentes. Quadras comerciais terão mais 5% das vagas para carros com carona.

A cidade foi projetada de forma que os moradores da cidade não gastem, a pé, mais de 12,5 minutos para chegar às lojas, parques ou a um acesso ao transporte público. Uma ponte liga o distrito ao Aeroporto Internacional de Incheon um dos maiores do mundo, tanto em número de passageiros como em volume de carga. Incheon é o caminho para um terço da população do planeta em um voo de cerca de três horas.

A Sustentabilidade

Songdo também deverá ser reconhecida por seu aspecto sustentável. 40% do seu território será destinado a áreas verdes. Seus edifícios usarão 20% a menos de água e 14% a menos de eletricidade em relação a uma cidade típica do mesmo tamanho. Todos os prédios deverão ter certificados de padrões internacionais de design e construção sustentáveis.

O canal do parque central usará água do mar, economizando milhões de litros de água potável por dia. O consumo de água potável por sistemas de encanamento será reduzido em até 40% dependendo do projeto utilizado. A água de chuvas será utilizada ao máximo devido ao tipo de clima e o padrão de quantidade de chuva da região. Essa água será mais bem aproveitada por telhados especialmente desenvolvidos, os quais também amenizarão o efeito estufa.

Outras medidas aliadas à tecnologia também serão utilizadas, os sistema de vigilância indicarão por exemplo, ruas onde o movimento é menor para que reduza-se a iluminação nestes locais.

 Veja o vídeo de apresentação do projeto:

A expectativa é que New Songdo seja um pólo econômico, tecnológico e sustentável. E o investimento é grande, cerca de 80 bilhões de reais (é o maior investimento imobiliário privado já realizado). Mas as polêmicas sobre como esta vigilância extrema afetará a vida da população também gera desconfianças. Se a aplicação do modelo das Cidades Ubíquas funcionará, só poderemos saber com o tempo.

Fontes: Nova Ordem Global, Casa Asia, TecMundoArquiteto Geek, Blog da engenharia

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Um pensamento sobre “Cidades Ubíquas, um novo conceito sobre a vida urbana

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