Boom na Construção Civil provoca escassez de equipamentos

O bom desempenho da atividade construtiva já se reflete sobre o nicho de locação de equipamentos. Há cerca de 2 anos o mercado de locação de máquinas e equipamentos para construção civil passava por um período de intensa pressão da demanda. Construtoras eram obrigadas a ajustar os cronogramas de obra por conta da escassez de equipamentos. Em alguns casos, as contratações precisavam ser agendadas com até 6 meses de antecedência.

Máquinas como gruas, elevadores, guindastes, andaimes, instrumentos para furo, corte e compactação são itens cada vez mais requisitados nas obras em andamento por todo o país. “Tivemos um aquecimento expressivo por conta do boom imobiliário”, diz Seiji Ikeda, presidente do Conselho Consultivo Fiscal da Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis (Alec).  Faltavam máquinas no mercado. Isto sem contar que o parque brasileiro tinha idade média avançada e tecnologia ultrapassada. 

Entre os motivos alegados pelos empresários para o limitado número de máquinas disponíveis para locação está o elevado preço por unidade. “O investimento necessário muitas vezes não permite um volume suficiente para suprir o mercado”, diz Rui Manuel Ventura, da Abimaq. Além disso, ao locador cabe a responsabilidade de fazer a manutenção e, algumas vezes, a instalação do equipamento. Hoje, passada a euforia do boom, o cenário parece estar se aproximando novamente do equilíbrio.

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Locadoras de Bens Móveis (Alec), o número de locadoras de equipamentos para a construção civil, que em 2010 era de aproximadamente 2.400 empresas, aumentou pelo menos 20% nos últimos dois anos. Embora não haja números oficiais do total de investimentos realizados no setor, uma sondagem feita com profissionais da área pela reportagem do Guia da Construção detectou que muitas companhias investiram na ampliação de seu parque de máquinas, o que reduziu o risco de apagão.

Fonte: Alec

Além da diversificação dos negócios, novas empresas foram abertas, de olho nas oportunidades criadas pelo mercado aquecido. Para citar apenas uma delas, a americana Manitowoc Cranes acaba de inaugurar sua primeira fábrica de guindastes no Brasil, em Passo Fundo (RS) após investir R$ 75 milhões.

Hamilton Costa, sócio-diretor da Central Locadora, lembra que o boom de lançamentos imobiliários tem levado à importação de equipamentos. “Já estamos trazendo máquinas chinesas para suprir a demanda interna”, diz ele.  Segundo o empresário, o produto proveniente do país do dragão custa 60% do equivalente nacional. “Vale a pena importar”, acredita. Costa encomendou ao todo 15 elevadores e oito gruas de indústrias chinesas.

“O aumento da oferta dos fabricantes nacionais e importados deu ao mercado a agilidade que se esperava”, avalia Eurimilson João Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema). A expectativa é de que os gargalos no fornecimento diminuam ainda mais com a entrada de grupos estrangeiros no mercado brasileiro, graças à ociosidade que atinge as locadoras europeias afetadas pela crise econômica no velho continente.

Mas atenção: deve-se avaliar cuidadosamente empresa locadora de equipamentos. Segundo a NR-18: “Toda empresa importadora, fabricante, locadora e prestadora de serviços (instalação, montagem, desmontagem e manutenção), seja do equipamento em seu conjunto ou de parte dele, deve ser registrada no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), possuir profissional legalmente habilitado com atribuição técnica compatível e pertencente ao seu quadro de empregados e/ou societários”.

Lições do boom

O presidente da Alec, Marco Aurélio da Cunha, entende ser natural que o mercado vivencie altos e baixos e enfrente falhas pontuais no fornecimento. Ele lembra que, há alguns anos, o setor passou por dificuldades na oferta de betoneiras e andaimes, que precisavam ser encomendados com pelo menos 60 dias de antecedência por falta de matéria-prima (aço) no mercado. O dirigente recorda, ainda, que no ano passado as empresas de locação tiveram problemas com a falta de peças para ferramentas elétricas, pois as matrizes americanas e europeias reduziram os estoques no meio da crise.

Do período de maior disputa por equipamentos ficaram algumas lições para os construtores. A primeira delas é a necessidade de desenvolver parcerias e fidelizar o fornecedor. Quem mantém boas alianças sofre menos com a falta de equipamentos e tende a passar com tranquilidade pelas oscilações que, aliás, ainda são esperadas. Segundo análise da Sobratema, pelo menos até 2016 o mercado ainda pode sofrer picos de demanda provocados pelas obras de infraestrutura.

A segunda herança do período crítico é a valorização do planejamento, que não deve ser dispensado mesmo em momentos de estabilidade. “O planejamento eficiente de cada etapa da obra é fundamental para que possamos definir o cronograma de utilização dos equipamentos e ter tempo hábil para negociar e prever a entrega destes equipamentos em obra”, orienta Márcio Soares, coordenador de suprimentos da construtora Masb. “De forma geral, as empresas de locação estão mais flexíveis, mas ainda assim é importante que os construtores tenham planejamento de médio e longo prazo”, acrescenta Carlos Borges, diretor técnico da Tarjab.

Fontes: Guia da Construção, Revista Construção e Negócios

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Um pensamento sobre “Boom na Construção Civil provoca escassez de equipamentos

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