Especial 5 anos de PET Civil – Entrevista com os tutores fundadores

Para encerrar essa semana de comemorações e boas histórias, hoje vamos falar um pouco daquele que pode ser considerado o pivô da Educação Tutorial: o tutor. Nos 5 anos de PET Civil, 2 pessoas foram personagens fundamentais de nossa história, os tutores: Flávio Barbosa (2007 – 2010) e Michele Farage (2010 – hoje).

A liderança do tutor é fundamental em todo o processo e promove a dinâmica do grupo, coordenando atividades individuais e coletivas. Os tutores tem a importante tarefa de selecionar e orientar alunos bolsistas e voluntários, tendo como objetivo a excelência da Educação Brasileira.

Sem mais delongas, vamos ver o que esses dois professores muito especiais para o grupo tem a dizer sobre sua experiência com tutoria:

Professor Flávio de Souza Barbosa

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1994), mestrado  (1996) e doutorado (2000) em Engenharia Civil pela COPPE/UFRJ. Entre 2001 e 2002 fez pós-doutorado no Laboratoire Central des Ponts et Chaussées (LCPC) de Paris. Em 2007, juntamente com a professora Michele Farage, fundou o grupo do Programa de Educação Tutorial da Engenharia Civil do qual é ex-tutor. Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Qual foi sua motivação para dar início e se tornar tutor de um grupo PET?

Acho a principal motivação foi a possibilidade de trabalhar com um grupo de alunos interessados por muito mais que boas notas em disciplinas. Alunos que gostam de sonhar e arregaçam as mangas pra que as coisas não fiquem só no sonho. Isso motiva qualquer professor.

(…)Como foi, na sua opinião, a aceitação inicial do grupo na Faculdade de Engenharia?

Na minha avaliação houve não exatamente uma aceitação, mas um reconhecimento da importância do grupo principalmente para o curso de Engenharia Civil. Isso obviamente foi se dando aos poucos e a cada dia vejo que o PET é sempre lembrado por alunos e professores como uma instituição séria que contribui de forma relevante pra nossa Faculdade.

Como você acha que a experiência com tutoria influenciou sua vida e sua carreira?

Acho que de forma extremamente positiva. Conviver com muitas cabeças inspiradas, sedentas por conhecimento, com toda a disposição, faz a gente se sentir mais disposto para trabalhar. E claro que isso se reflete em todas as situações da vida. Eu recomendo fortemente aos colegas que experimentem a educação tutorial.

Qual você considera ter sido o maior desafio encontrado até hoje como tutor?

Apesar de não ser mais o tutor do PET-CIVIL, creio que o grande desafio não mudou muito… E é sempre o mesmo: tentar manter um certo equilíbrio no grupo respeitando as individualidades, identificando os talentos de cada integrante, incentivando sua criatividade, valorizando as conquistas individuais e coletivas, sem perder a noção de que a grande estrela do Grupo é o próprio Grupo PET-CIVIL.

Quando se consegue um convívio assim no dia-a-dia, fica claro que TODOS podem contribuir individual ou coletivamente de forma significativa. Isso reduz a necessidade de regras impostas artificialmente uma vez que o respeito pelo outro e pelo Grupo passa não mais a ser uma obrigação mas sim um grande prazer.

Qual foi, na sua opinião, o momento mais marcante como tutor até hoje?

Não consigo destacar “o” momento marcante. A cada momento em que de alguma forma um aluno, petiano ou não, se expressa deixando claro o PET contribuiu para sua formação profissional ou cidadã, emociono-me e sinto que vale a pena trabalhar com educação tutorial.

Você diria que o PET Civil como é hoje, tomou o rumo que você esperava 5 anos atrás?

(…) Todas as minhas previsões eram mais modestas com relação ao que hoje penso que significa o PET-Civil. Acho que se o PET é assim hoje é porque todos os alunos que por lá estão ou estiveram contribuíram sempre de forma positiva para o Grupo. Além disso, diversos colegas professores que sempre colaboraram com o  grupo também contribuíram com uma enorme parcela.

Finalmente, penso que a tutora Michèle, que sempre esteve no grupo e que hoje detém sua batuta, vem sendo fundamental para que  o PET-CIVIL seja hoje em dia uma boa referência em ensino tutorial.

Professora Michèle Cristina Resende Farage

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1991), mestrado (1995) e doutorado (2000) em Engenharia Civil pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da UFRJ.Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Mecânica aplicada e Computacional. Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Juiz de Fora e tutora do grupo PET Civil.

Qual foi sua motivação para se tornar tutora de um grupo PET?

Na verdade, eu me envolvi com o PET-Civil desde a elaboração do projeto que foi aprovado pelo MEC em 2007 e já era colaboradora do grupo antes de me tornar tutora. O que motivou a minha candidatura em 2010 foi o fato de ver no PET uma forma diferente e mais completa de trabalhar na graduação.

Como foi, para você, iniciar a experiência de tutora em um grupo já completo e com atividades em andamento?

Cada tutor tem um estilo próprio e, apesar de já estar familiarizada com as atividades que o grupo desenvolvia, foi um desafio passar de colaboradora a tutora – no entanto, tive muito apoio de todos os petianos e do tutor egresso, que nunca se afastou do grupo. Na verdade, a educação tutorial é mesmo assim, como ouvimos sempre nos eventos de que participamos por todo o país: os veteranos – tutores e discentes – transmitem o que sabem para os calouros… O processo pelo qual eu passei não é muito diferente do que se observa nas frequentes substituições dos alunos no grupo.

Como é, para o tutor, lidar com um grupo de adolescentes, muitas vezes recém-chegados na Universidade, e conseguir juntos tomar decisões e obter resultados?

Eu não chamaria os petianos de adolescentes… na verdade, todos são jovens adultos que já chegam no PET com alguma bagagem que não se pode desprezar. O tutor tem o privilégio de acompanhá-los por 2 … 3 anos e é incrível o amadurecimento que se observa em cada um deles ao longo desse tempo. O que se vive no grupo é um processo constante de troca de experiências entre os veteranos e calouros – e isto ocorre de forma bastante natural. A participação nas discussões é muito estimulada e, por isso, de modo geral, a maioria das decisões é compartilhada por todos. Todo este processo é muito enriquecedor e gratificante para todos nós.

Qual foi, na sua opinião, o momento mais marcante como tutora até hoje?

Busquei aqui na memória um momento que pudesse ser definido como o mais marcante… e vieram tantos à tona… não dá pra citar apenas um. (…) Mas posso dizer que uma das coisas que mais me emociona no nosso grupo é a postura responsável e cidadã que se observa nestes jovens adultos quando viajamos para os eventos acadêmicos. Todos fazem questão de participar das reuniões e discussões, apresentando propostas que, às vezes, nascem lá na sala do Galpão da Engenharia e vão parar em assembleias lotadas lá do outro lado do país.

Quais são os rumos e metas que você acha que o PET Civil deve alcançar nos próximos 5 anos?

No âmbito local, ainda temos que trabalhar junto com o CLA para que algumas das ações do PET sejam mais reconhecidas institucionalmente – tais como os trabalhos de IC, que são orientados por professores colaboladores e invariavelmente geram produções de qualidade.

Este ano, na abertura do encontro estadual de grupos – o UaiPET, em Diamantina – o coral do conservatório da cidade se apresentou cantando uma música do Lô Borges que, desde então, virou pra mim a trilha sonora do PET Civil – só por causa de um trecho que diz assim: “… estrada de fazer o sonho acontecer…”. É assim que eu vejo esse grupo composto por um monte de gente que sonha e faz acontecer.

Parabéns PET Civil!

Parabéns PET Civil!

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