Olimpíadas de Londres – conheça as principais construções

Parque Olímpico de Londres

Ao contrário dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008), as Olimpíadas de Londres contam com construções menos ousadas. Os ingleses priorizaram a sustentabilidade e a funcionalidade das arenas e não nos decepcionaram quanto à pontualidade, todos os estádios estão prontos há quase um ano.

Uma das principais preocupações foi a utilização das construções após os jogos, já que muitos estádios são praticamente abandonados após as competições. Por isso, grande parte das arenas é apenas provisória e serão desmontadas ou terão a capacidade de espectadores reduzida posteriormente. Mas, se por um lado, os ingleses pouparam na arquitetura, não economizaram na tecnologia. Este ano, pela primeira vez, todos os 26 esportes estão sendo monitorados e tem seus resultados processados em tempo real pelo Sistema de Informação do Comentador (CSI). Além da tecnologia aplicada às disputas em si, todos os sistemas de segurança, de credenciamento, de obtenção e de processamento de resultados são integrados e controlados pelo Centro de Operações Tecnológicas.

Conheça as principais construções dos Jogos Olímpicos:

O Estádio Olímpico

Foi construído em um nível abaixo do solo, gerando uma redução no uso de materiais e permitindo a reutilização da maior parte das 800 mil toneladas de terra escavadas em outras partes Parque Olímpico. Durante a construção, que durou quase três anos, mais de 60% dos materiais foram levados por via férrea ou fluvial, reduzindo as emissões de carbono. A quantidade de aço utilizada (10 mil toneladas) também é significativamente menor se comparada ao que se gasta em outros estádios olímpicos. Ainda, para a construção do anel superior do estádio, foi possível utilizar tubulações excedentes de gás. Após o evento sua capacidade de torcedores será reduzida de 80 mil para 25 mil, os assentos permanentes formam o anel inferior do estádio e foram construídos usando um concreto que aposta num uso bem menor de carbono. O local será aproveitado para outros eventos esportivos e culturais.

O Centro Aquático

É considerada a construção de design mais arrojado e o único projeto assinado por uma mulher, a arquiteta iraquiana Zaha Hadid. A arquitetura inspirada na geometria da água em movimento é cheia de curvas e ondulações (Veja: Centro Aquático de Londres).

Porém, mais do que pela beleza, o Parque Aquático destaca-se pela alta tecnologia. Os detalhes vão desde a luminosidade, no tom ideal para não incomodar os nadadores nem prejudicar as transmissões de TV, até a temperatura da água, mantida em 26 graus (cerca de três a quatro graus mais baixa do que a média das piscinas comuns, o que facilita o deslocamento dos atletas). Há ainda outros diferenciais como a profundidade de três metros, para fazer com que a água que se movimenta em direção ao fundo durante as braçadas dos atletas demore mais a retornar para a superfície e não atrapalhe a progressão dos nadadores. As bordas tem um dreno especial que evitam a formação de ondas como nas piscinas convencionais e as boias em formato circular também ajudam a dissipar as ondas. Após os Jogos, o parque será transformado em uma piscina pública.

O Velódromo

Visto do alto, ele pode ser entendido como uma reprodução das curvas da pista no interior. De acordo com Ed McCann, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, a intenção era realmente conter o espaço: “Nós literalmente encolhemos o prédio. Encolhemos em volta da pista e das arquibancada. Encolhemos até que a forma exterior se transformasse num reflexo do que há dentro. Daí as curvas do teto de ambos os lados. Isso aconteceu porque nós forçamos a superfície”.

Tudo foi planejado para garantir a maior sustentabilidade possível. A ventilação é totalmente natural e dispensa o uso do ar condicionado, além disso, o telhado conta com a utilização de um material específico que desvia o forte calor do sol durante o verão. A madeira utilizada no revestimento externo é porosa, o que também facilita a ventilação. O design do local faz uso otimizado da luz natural, reduzindo a necessidade de iluminação elétrica. O edifício ainda conta com um sistema de captação da água da chuva, que será posteriormente utilizada no abastecimento. Depois dos Jogos, a ideia é transformar o local num centro de referência mundial em ciclismo. A partir do final de 2013, o velódromo será entregue ao público e poderá ser usado por qualquer ciclista interessado.

Arena de pólo aquático

O telhado inflável de cor prateada, feito de materiais recicláveis, dá um aspecto temporário à construção. Não é por acaso, a arena será inteiramente removida após os Jogos. O local, assim como a arena de basquete poderá ser transportado e utilizado em outros lugares, inclusive, possivelmente, no Brasil. As estruturas temporárias são uma alternativa para tornar a recepção de grandes eventos mais acessível aos países em desenvolvimento.

Fontes: Olhar Digital, Estado de Minas, O Globo, Veja, Esporte Alternativo

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