“Casa Catavento”

Apelidada de “Casa Catavento”, o projeto da arquiteta Ying chee Chui, surpreende pelo seu baixo custo, de apenas US$ 5.925 (cerca de R$ 10.000). A construção faz parte do projeto “1k house” desenvolvido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 2008, cujo objetivo é criar casas com custo de US$ 1.000 (R$ 1.800) O protótipo ficou mais caro do que o projeto original, orçado em US$ 4.000 por apresentar uma área interna de 74,3 metros quadrados, maior do que os 46,4 metros quadrados previstos. Contudo, segundo a arquiteta, por meio do aprimoramento da técnica e de construções em maior quantidade é possível reduzir os custos.

A obra é feita de maneira bem simples, a fundação é do tipo sapata e o fechamento, em alvenaria cerâmica reforçada com barras de aço. O telhado é sustentado por vigas de madeira (preferencialmente bambu, por ser leve e ecológico). Depois são colocadas as telhas e esquadrias.

Planta-baixa do projeto

A peculiaridade desta casa, que facilita o processo construtivo é seu caráter modular, ela é formada por espaços “retangulares” que são montados ao redor de um espaço aberto central, “A construção é muito fácil porque, se você sabe como construir um único módulo, então você sabe construir a casa inteira.”, explica Chui. É desta característica que provém seu nome Pinwheel House”, em português, “Casa Catavento”, devido ao seu formato visto de cima. Por ser construída em módulos a planta pode ser facilmente adaptada a vários tamanhos e usos, sendo necessário somente mover os painéis de posição. Além disso, é fácil unir várias habitações, permitindo uma construção mais ampla. A proposta de Chui é que, a partir da junção de várias casas, surjam comunidades formadas somente por esse tipo de construção, que partilhariam um espaço interno maior.

O projeto, além de fazer casas que sejam acessíveis a um grande número de pessoas, tem como princípios propor ambientes que ofereçam qualidade de vida para os moradores, incluindo segurança, conforto e saneamento, além de utilizar materiais reciclados e reaproveitados. O conceito deve ser aplicado a regiões pobres e áreas atingidas por catástrofes que necessitem ser reconstruídas rapidamente e com baixo custo.

Fontes: Superinteressante, Casa dos engenheiros, Inovação tecnológica

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