Bairro sobre o mar

Copenhague (Dinamarca) não tem mais para onde crescer sem invadir áreas verdes. Por isso, a prefeitura resolveu fazer um “puxadinho” no mar. A legislação local impede a cidade de “crescer para cima”: os prédios da capital dinamarquesa não podem ter mais de seis andares, sendo um prédio da ONU com 20 andares a ser construído em Nordhavnen a única exceção.

O novo bairro será uma extensão de Nordhavnen, uma importante região portuária que fica no norte da Copenhague e terá o equivalente a 4 milhões de metros quadrados de área útil (200 estádios de futebol) construídos, por meio de aterros que criarão ilhotas. Os trechos habitados do arquipélago artificial serão cortados por canais e pontes e abrigarão cerca de 40 mil habitantes e o mesmo número de postos de trabalho.

Desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente, a proposta desenvolvida pelos escritórios de arquitetura Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável.

Ilhotas e Canais

A divisão em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias tem como objetivo não só fazer com que as pessoas interajam com a água, mas também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes.

Identidade e História

São lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região.

Cidade de cinco minutos

O Conceito utilizado pelos arquitetos faz referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos – os automóveis devem responder por não mais de um terço.

Azul e verde da cidade

O projeto prevê a criação de um “laço verde” com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. “Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen”, dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores.

Além disso, planejou-se a obra levando em conta possíveis mudanças climáticas, como uma invasão da água, caso os níveis do oceano subam por causa do aquecimento global.

“Não podemos negar os possíveis efeitos das mudanças climáticas para o país. Já estamos fazendo projetos para lidar com o aumento do nível da água em Copenhague”, conclui Abildgaard.

Cidade CO2 Amigável

Os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitadas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha.

Grade inteligente

Um detalhe interessante é que o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda está em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. “Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável”, explicam os arquitetos.

 O custo da obra, que ainda não está totalmente estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região.

Fontes: construção magazine, piniweb, folha uol

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