Acessibilidade

Um engenheiro, arquiteto ou decorador, quando planeja uma obra, já deve ter em mente que as pessoas podem ter ou vir a ter diversos tipos de problemas. Crianças, idosos, obesos, deficientes ou mesmo pessoas com saúde debilitada podem ter problemas de locomoção, mesmo que temporários. Uma casa para ser considerada segura e confortável deve ser organizada de modo a evitar acidentes domésticos e tornar as ações simples e intuitivas, com baixo esforço físico e uso equitativo. É nesse aspecto que a acessibilidade já é uma realidade e deve ser tratada como fator primordial antes da execução de uma obra.

Facilite o acesso

Oferecer condição de acesso é eliminar qualquer desnível que possa existir no decorrer no percurso e instalar rampas de acesso ou elevadores quando estes forem indispensáveis.

No caso dos usuários de cadeiras de rodas: área de giro de 360º para se mover com total liberdade e autonomia. As portas precisam ter no mínimo 80 cm de vão livre, os corredores, 1,20 m de comprimento e, no caso de prédios, os elevadores têm que medir 80 cm de largura x 1,20 m de comprimento. Além disso, recomenda-se colocar bancos fixos e barras de sustentação dentro dos boxes do banheiro e ao lado do vaso sanitário, dando maior segurança e facilitando o uso dos cadeirantes. As barras de sustentação, que também são colocadas ao lado do vaso sanitário devem ter 70 cm de comprimento e precisam estar a 75 cm do chão.

O mais importante é retirar todos os gabinetes e colunas sob os lavatórios, pois o usuário de cadeira de rodas precisa do espaço inferior livre para que a cadeira e suas pernas possam se adequar ao ambiente. É preciso prestar atenção quanto à altura e distância de torneiras, janelas, espelhos, mesas e interruptores.

As janelas têm que ser baixas (80 cm) para facilitar a visualização de fora e os interruptores, assim como tomadas, adaptados ao alcance de todos, sejam cadeirantes ou não. Nos espelhos recomenda-se uma inclinação de 10º para frente.

Acessibilidade também nas áreas comuns

A acessibilidade, hoje, está contida em muitos locais, desde as áreas comuns de condomínios, calçadas, transportes coletivos, mobiliários urbanos até em edificações de uso público. Assim passo a passo, uma rede articulada acessível começa a ser esboçada e as pessoas estão começando a ter mais independência e autonomia.

Leis e Normas

Para impedir problemas como a falta de rampas, elevadores, espaço necessário para circular com uma cadeira de rodas, a presença de portas apertadas, enfim, lugares estruturalmente mal projetados, foram criadas as normas que devem ser seguidas e proporcionar conforto e independência do indivíduo.

  • NBR 9050/04 – Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos e que tem força de lei federal. Nesse documento existem diversos parâmetros obrigatórios para que as edificações respeitem a diversidade.
  • Leis federais n° 10.048 e n° 10.098 regulamentadas através do decreto 5.296* de 2 de Dezembro de 2004. A primeira trata de atendimento prioritário e de acessibilidade nos meios de transportes e a segunda subdivide a acessibilidade ao meio físico, meios de transporte, comunicação e informação e em ajudas técnicas.

*Pelo Decreto, nenhum projeto de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução, construção ou reforma de qualquer tipo de obra quando tenha destinação pública ou coletiva, terá permissão para ser realizada se não estiver cumprindo rigorosamente a legislação de acessibilidade.

Promover a acessibilidade é dever de todos, principalmente de profissionais da área construtiva. Um projeto que visa a acessibilidade, proporciona a integração e socialização de pessoas com qualquer tipo de deficiência física em qualquer ambiente, além de possibilitar que elas levem uma vida normal, em que a realização de tarefas rotineiras é feita com facilidade e segurança.

Fontes: Ig, Bio acessibilidade, Téchne

Anúncios

Um pensamento sobre “Acessibilidade

  1. “DES-PILARIANDO” A BRASILEIRA “INDIANA” IGNORÂNCIA.

    APÓS DEPOR, SÍNDICO DE PRÉDIO QUE DESABOU, DIZ QUE REFORMA ERA NORMAL.
    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/apos-depor-sindico-de-predio-que-desabou-diz-que-reforma-era-normal.html

    “SANTA” FALTA DE BOM SENSO E DE VISÃO TECNOLÓGICA ESPECÍFICA: NO EDIFICAR “DESIGNER`ANDO”, OUVINDO SUJESTÕES, ASSIMILANDO, CONTRATANDO, REFORMANDO; AMBICIONANDO.
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/obras-no-predio-que-desabou-ja-causavam-polemica

    MUITOS,
    NÃO TÊM A INTENÇÃO DE TORNAREM-SE CIENTISTAS, ENGENHEIROS… MAS TODOS TERÃO DE TOMAR DECISÕES QUE ENVOLVEM QUESTÕES TECNOLÓGICAS E CIENTÍFICAS EM SUA VIDA.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s