5 erros matemáticos fatais

Pequenos erros, grandes catástrofes. Erros matemáticos são comuns mesmo entre professores ou pessoas que trabalham no dia a dia em função de cálculos. Contudo, em algumas áreas, eles podem ser fatais. É justamente por isso que é preciso realizar tantos testes e estudos antes de se colocar um produto no mercado.

Aviões mal projetados, construções que não respeitam as leis da física e até mesmo dobradiças instaladas de maneira incorreta podem resultar na morte de centenas de pessoas. O site Cracked selecionou algumas grandes catástrofes ocorridas em função de erros de cálculo ou falhas humanas.

Naufrágio do Titanic

Existem muitas teorias sobre o naufrágio do Titanic. Falhas na segurança, despreparo da tripulação e dos profissionais envolvidos aliados à fatalidade de encontrar um iceberg pelo caminho são apenas as razões mais conhecidas do público e que ganharam vida na tela do cinema.

Entretanto, um erro de cálculo na construção do navio pode ter sido o maior dos responsáveis pela falha. A embarcação era composta por três hélices a vapor, sendo as duas externas impulsionadas por motores de pistão e a central acionada por uma turbina a vapor. Embora as hélices movidas a vapor sejam mais dinâmica, elas funcionam apenas em mão única.

Ao avistar o iceberg, o primeiro oficial do Titanic ordenou toda força das hélices na direção oposta, mas uma delas continuou girando na mesma direção, ainda que em menor velocidade. O cálculo de velocidade somado ao erro de projeto da embarcação ocasionou a batida e o consequente naufrágio, vitimando mais de 1,5 mil pessoas.

A queda da ponte Tacoma Narrows

Pode uma ponte cair apenas por ser sólida demais? Foi justamente isso o que aconteceu na década de 40 com a ponte Tacoma Narrows, nos Estados Unidos. Felizmente, nenhuma pessoa morreu no incidente, que foi causado devido a fortes ventos e a um erro de construção.

Quando você olha para uma ponte comum, elas parecem frágeis, a ponto de desabar a qualquer momento. Isso acontece porque embaixo delas há um espaço destinado à passagem de ar. Quando isso não ocorre, toda a ponte está sujeita a sacudidas em caso de rajadas mais fortes de vento.

Logo depois de construída, todos os que passaram no local perceberam o erro. Outro engenheiro foi contratado para estudar o caso e sugeriu que fossem feitos alguns furos nas vigas, mas não houve tempo hábil e a ponte desabou. Anos depois do incidente, outra ponte foi construída no local e permanece firme até hoje.

As dobradiças da morte do Cocoanut Groove

Uma simples dobradiça é capaz de matar quase 500 pessoas. Isso soou estranho para você? Pois saiba que foi exatamente isso que aconteceu em Boston, em 28 de novembro de 1942. O incidente ocorreu no clube Cocoanut Groove, um dos mais badalados da época.

O problema começou por causa de um grande incêndio, provocado incidentalmente por um jovem de 16 anos. Ele teria retirado uma das lâmpadas de uma das salas de forma a ter mais privacidade para beijar uma menina. Porém, sem querer, teria encostado uma bebida flamejante próximo às instalações elétricas.

O lugar pegou fogo e as saídas de emergência estavam destravadas. Entretanto, 492 pessoas não conseguiram sair do local. Tudo aconteceu porque as portas, em vez de abrirem para fora, abriam para dentro, por conta de dobradiças mal-instaladas.

O avião assassino com janelas quadradas

Na década de 50, o grupo Havilland Comet estava iniciando os seus trabalhos na aviação. A empresa construiu um jato moderno, com características nunca vistas antes, e uma cabine pressurizada que permitia à aeronave voar mais alto e mais rápido do que qualquer outra.

Contudo, em 1954, dois aviões da companhia simplesmente se desintegraram no ar, matando aproximadamente 56 pessoas. O motivo do desastre: o avião tinha janelas quadradas. Sim, exatamente isso que você leu. Janelas quadradas.

A explicação é simples. Uma janela não pode ser um quadrado perfeito, é preciso que nos seus cantos existam bordas arredondadas. Quando essa regra não é observada, todos os cantos passam a ser pontos de concentração de tensão, podendo provocar rachaduras. Você pode reparar isso em uma janela da sua casa.

No caso do avião, com a força do ar recebido externamente e a pressurização interna da cabine, com o tempo as janelas não resistiram e bastou uma pequena rachadura em um dos cantos para que a cabine explodisse e o avião se desintegrasse no ar.

As colunas do Hyatt Regency

Na década de 80, em Kansas City, um hotel de 40 andares desabou, matando 114 pessoas e deixando outras 200 feridas. A causa foi um erro grotesco de projeto durante a reforma de um dos andares do edifício.

O erro absurdo aconteceu quando um engenheiro propôs a mudança de lugar de uma das colunas do salão. O que ele não sabia — e, acredite, como engenheiro ele tinha a obrigação de saber — é que aquela era uma das colunas mestras do prédio. Ao removê-la do lugar, outra coluna foi colocada, mas com um posicionamento diferente.

Quando houve tráfego no piso de cima a nova coluna ruiu, fazendo com que o prédio inteiro desabasse. Indenizações às vítimas e aos familiares foram pagas até 2008 e estima-se que, além dos danos materiais, mais de US$ 140 milhões tenham sido gastos em processos e ações judiciais.

Fonte: Tecmundo.
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3 pensamentos sobre “5 erros matemáticos fatais

  1. Eu não chamaria de “erros matemáticos”. Creio que ninguém tenha errado nas contas. O problema principal dentre as catástrofes enunciadas me parece o de um projeto mal concebido ou modelos inapropriados. Considerem: (1) um projeto conceitual ingênuo (ou ruim); (2) seu modelo de comportamento inadequado, produzindo hipóteses simplificadoras sobre modelos de baixa fidelidade; (3) a má compreensão ou desconheciemnto dos potenciais problemas e fenômenos a serem encarados e resistidos na utilização da obra. Some-se tudo isso e não há escapatória: análises realizadas sobre tais condições não podem gerar bons resultados. É como se diz em inglês: “Garbage in, garbage out” o resultado é tão bom ou ruim quanto os dados que vc dispõe. Hoje dispomos dos computadores de grande capacidade de processamento e de visualização de resultados, de modelos com sólidos fundamentos matemáticos, verificados, validados e complementados com experimentos físicos. Essas ferramentas, possibilitam simulações bem detalhadas e variadas, permitindo uma série de observações que podem trazer à luz potenciais falhas de projeto, deficiências de modelo e o tratamento de incertezas, coisas até pouco tempo inimagináveis. Assim, abre-se a possibilidade da correção “virtual” do projeto antes de seu fracasso catastrófico no mundo real. Voltando ao meu argumento, as contas em si contribuiram pouco para os erros. O grande vilão é a falta de prática em projetar e simular segundo uma espiral de projeto que incorpore etapas cada vez mais refinadas, até a solução final, tirando partido de tudo o que a tecnologia e o engenho humano nos permite. “Double-checking” nunca é demais: “caldo de galinha e cautela, nunca fizeram mal a ninguém”. Como Engenheiros Projetistas apesar da nossa vasta cultura, sólida formação e de todo esse arsenal à disposição, não podemos nos envaidecer excessivamente. Tenhamos humildade perante a falhabilidade, uma característica intrínseca à condição humana.

  2. No caso do Hyatt, se não em engano o problema se deu em, uma pasasrela suspensa por tirantes, cujo detalhe da ancoragem à passarela não fora bem projetado, dando-se o colapso. Não foi, que eu saiba, uma mudança de locação de pilar mestre a causa do desastre. Tampouco o predio desabou por inteiro, foi somente a passarela sobre o lobby, não sei dizer se vitimou alguém.

  3. Pingback: Os maiores erros de engenharia e arquitetura da história | PET Engenharia Civil - UFJF

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