Plataformas móveis de trem

Imagine embarcar em um trem metropolitano em São Paulo que parte para o aeroporto para se conectar a um trem de alta velocidade. Você vai de um para outro e logo está no Rio… sem nem precisar desembarcar em outra estação.

Esta é a ideia básica por trás do Moving Platforms (plataformas móveis), que pretende pegar os trens de alta velocidade e remover a parte em que eles param em estações. Ao invés disso, os trens simplesmente desacelerariam ao passar por uma cidade, e um trem local ou bonde seguiria paralelo a ele, estendendo uma minipassarela para que os passageiros caminhem de um lado ao outro. O bonde/trem regional se desligaria do TAV e retornaria à cidade enquanto o outro aceleraria normalmente. Veja como isso funciona.

Acredite ou não, essa ideia tem sido cogitada desde pelo menos a década de 1960, e este conceito em particular da Moving Platforms é só a mais nova encarnação desta ideia estranhamente persistente. Ainda que a intenção de acelerar as viagens de trem seja interessante – pergunte a qualquer um que já tenha ficado em um trem que aguardava algum problema à frente – isto não parece ser algo muito apropriado à nossa infraestrutura atual.

Neste modelo específico para ferrovias de alta velocidade, as composições de velocidade mais elevada nunca entrariam na cidade. Ao invés disso, bondes trariam as pessoas de diferentes partes da cidade para se encontrarem com o trem. Os próprios trens rodariam continuamente entre os vários destinos, parando apenas para manutenção.

Em outro vídeo promocional, Paul Priestman, o diretor do grupo britânico Priestmangoode, explica porque ele vê nisso uma evolução necessária para o transporte ferroviário:

A beleza desta ideia está no fato de que uma vez dentro de um trem de alta velocidade, você pode usar este mecanismo para se transferir para outros trens de alta velocidade, permitindo viajar para outras cidades em outros continentes, em qualquer lugar do mundo. O problema é que estamos tentando usar um serviço do século XXI em uma infraestrutura do século XIX. Acho que estações são totalmente ultrapassadas, elas estão aí por centenas de anos. E com a tecnologia moderna, os trens modernos que estamos construindo agora, fazê-los parar em estações parece ridículo.

É uma ideia ousada, e uma que não parece fora do lugar quando colocada ao lado dos carros voadores e jetpacks imaginados na década de 1950. Resolver a logística de tudo isso parece um pesadelo, no entanto – mesmo que você presuma que podemos (re)construir toda a estrutura ferroviária. O que acontece quando um dos trens quebra – o que, julgando pelos trens atuais, é praticamente inevitável – e eles perdem uma conexão? E se as pessoas não puderem se mover suficientemente rápidas durante a conexão dos trens? Como lidar com muita bagagem?

Não são desafios impossíveis, é claro, mas certamente há muito o que se fazer antes da ideia se tornar plausível, e o próprio Priestman reconhece que esta é uma solução grande e ambiciosa de implantação complicada, e provavelmente possível apenas em lugares com uma malha já desenvolvida, como a Europa. Mas por mais insana que seja… pode contar com a gente para estreá-la.

Via Instituto de Engenharia.

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