Crescente procura pelo curso de Engenharia Civil

O crescimento econômico tem atraído estudantes para o curso de Engenharia Civil. Este ano,  na UFJF, o curso foi o terceiro mais concorrido em 3 categorias do processo seletivo. A tabela abaixo também faz uma comparação entre o processo seletivo de 2011 e 2012.

Obs. Pism – Programa de Ingresso Seletivo Misto (provas em cada ano do Ensino Médio); Vestibular – prova tradicional, sendo a primeira etapa, o ENEM.  Grupo A – Cota para candidatos autodeclarados negros, estudantes em escola pública; Grupo B – Cota para candidatos estudantes em escola pública; Cota C – Candidatos não optantes pelo sistema de cotas.

Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, o fato é reflexo da condição econômica do país. “Não é fenômeno apenas daqui de Juiz de Fora. Em outras Universidades esse aumento também acontece, pois esta é uma carreira muito sensível ao aquecimento econômico”.

Engenharia Civil em São Carlos é curso mais concorrido da USP

No vestibular da Fuvest, em 2003, o curso de engenharia civil que a Universidade de São Paulo promove no campus de São Carlos tinha uma procura relativamente baixa, com média de 10,3 candidatos por vaga, e era apenas o 53º da lista dos mais disputados. Agora, dez vestibulares depois, a concorrência disparou: com 52,27 candidatos por vaga, o curso da Escola de Engenharia de São Carlos da USP deixou até a concorrência por medicina para trás para ser, pela primeira vez na história, o curso mais concorrido da Fuvest.

Em relação aos últimos dez vestibulares, o salto da concorrência pelas 60 vagas anuais do curso foi de 507,4%. O quadro abaixo mostra a evolução da concorrência pelos cursos da USP. Até 2008, engenharia civil de São Carlos tinha estabilizado na faixa dos dez candidatos por vaga. Há três anos, a procura começou a subir exponencialmente, enquanto cursos badalados há dez anos, como publicidade e jornalismo, perderam candidatos. Para especialistas na área de engenharia civil, a tendência é a procura crescer ainda mais.

A aceleração da economia e o aquecimento do mercado – além da escolha do País para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, segundo eles, são os principais responsáveis pela alta demanda atual da carreira.

“O Brasil passou os últimos 20, 25 anos com um completo desestímulo à formação de engenheiros, porque a construção civil andou bastante de lado nesses anos todos”, afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo.

Hoje, 228 mil engenheiros civis estão registrados no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), segundo dados da entidade. Nos últimos dez anos, a média anual de novos profissionais foi de 10.4 mil. Nos dez anos anteriores, o conselho registrou em média 4,6 mil novos engenheiros da área por ano.

Segundo Zaidan, o fenômeno provocou inclusive um ‘gap’ de gerações. “Você tem engenheiros de 50 anos e recém-formados, quase não tem engenheiro de 30 e 40 anos.” Zaidan afirma que a carreira foi esquecida e que os poucos engenheiros que se formaram “foram para outras áreas, muita gente foi para o mercado financeiro”.

O novo momento da economia brasileira, a partir de 2000, acabou com a falta a demanda por profissionais do setor. “A construção civil responde muito bem ao crescimento”, analisa. Zaidan afirma que tanto engenheiros quanto técnicos médios e operários com menor ou maior qualificação também saem ganhando com a virada econômica.

Fonte: UFJF, G1.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s