As Diretrizes Curriculares Nacionais de Engenharia – Parte 1

Você provavelmente desconfia, intuitivamente, que todos os cursos universitários seguem um certo padrão de conteúdo. O curso de Engenharia Civil da UFJF não pode formar um profissional completamente diferente do que a UFAM forma.

No entanto, você sabe quem determina esse padrão? Você sabe quais são as leis que regem as matérias que nosso curso possui? Você sabe as principais diferenças entre os cursos de Engenharia Civil do país? Nos artigos dessa semana estaremos discutindo com o leitor sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais, as regras do Ministério da Educação para garantir a qualidade e a compatibilidade entre os diversos cursos do Brasil.

O que são:

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são normas obrigatórias para a Educação que orientam o planejamento curricular das instituições e sistemas de ensino, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). As DCNs têm origem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que determina, no momento em que dispõe sobre a autonomia universitária, que cabe às Universidades: “fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes”.

Portanto, as Diretrizes Curriculares para os cursos de graduação em qualquer área no Brasil são orientações básicas para a preparação dos futuros profissionais, considerando a questão da autonomia da instituição e da proposta pedagógica, incentivando as universidades a montar seu currículo e recortando, dentro das áreas de conhecimento, os conteúdos que lhe convêm para a formação daquelas competências que estão explicitadas nas diretrizes. Dessa forma, a instituição deve trabalhar o conteúdo nos contextos que lhe parecerem necessários, considerando o tipo de pessoas que atende, a região em que está inserida e outros aspectos locais relevantes.

As diretrizes da Engenharia:

(Do relatório do MEC) O desafio que se apresenta o ensino de engenharia no Brasil é um cenário mundial que demanda uso intensivo da ciência e tecnologia e exige profissionais altamente qualificados. O próprio conceito de qualificação profissional vem se alterando, com a presença cada vez maior de componentes associadas às capacidades de coordenar informações, interagir com pessoas, interpretar de maneira dinâmica a realidade. O novo engenheiro deve ser capaz de propor soluções que sejam não apenas tecnicamente corretas, ele deve ter a ambição de considerar os problemas em sua totalidade, em sua inserção numa cadeia de causas e efeitos de múltiplas dimensões. Não se adequar a esse cenário procurando formar profissionais com tal perfil significa atraso no processo de desenvolvimento. As IES no Brasil têm procurado, através de reformas periódicas de seus currículos, equacionar esses problemas. Entretanto essas reformas não têm sido inteiramente bem sucedidas, dentre outras razões, por privilegiarem a acumulação de conteúdos como garantia para a for mação de um bom profissional.

As tendências atuais vêm indicando na direção de cursos de graduação com estruturas flexíveis, permitindo que o futuro profissional a ser formado tenha opções de áreas de conhecimento e atuação, articulação permanente com o campo de atuação do profissional, base filosófica com enfoque na competência, abordagem pedagógica centrada no aluno, ênfase na síntese e na transdisciplinaridade, preocupação com a valorização do ser humano e preservação do meio ambiente, integração social e política do profissional, possibilidade de articulação direta com a pós-graduação e forte vinculação entre teoria e prática.

O perfil do Engenheiro recém-formado:

O perfil dos egressos de um curso de engenharia compreenderá uma sólida formação técnico científica e profissional geral que o capacite a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética  e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.

O Curso de Engenharia Civil:

O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva,  capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e  criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos,  econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às  demandas da sociedade.

Veja mais sobre os conhecimentos requeridos para o exercício da profissão no próximo post da série. Estaremos preparando também uma análise das grades curriculares das principais Universidades Federais do país.

Via EducaBrasil, Portal MEC

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