Fraudes em trabalhos acadêmicos

Por falta de tempo, disposição ou até mesmo interesse, alguns universisários optam por uma atividade ilegal e que vem acontecendo com frequência: fraudes de trabalhos acadêmicos. A indústria de vendas de trabalhos vem ganhando força por causa da grande procura. Pangando em torno de R$ 200,00 a R$ 2000,00, o universitário pode adquirir monografias, TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), teses e até dissertações prontas. Os preços dos trabalhos variam de acordo com a complexidade exigida e o prazo de entrega. Essa atividade vem sendo tão usual, que os sites que oferecem esse tipo de serviço facilitam a forma de pagamento, aceitando cartão de crédito e até mesmo boleto bancário. As fraudes acontecem também em forma de cópias de artigos de outros autores. Mesmo configurando crime de falsidade ideológica e/ou violação de direito autoral, as fraudes e plágios em trabalhos acadêmicos quase nunca viram processos judiciais. A maioria das instituições de Ensino Superior prefere resolver o problema internamente, com advertência, reprovação e até mesmo a expulsão do aluno infrator.

O Ministério da Educação (MEC) se exime de qualquer responsabilidade no sentido de coibir a fraude da compra de monografias. A única orientação da Secretaria de Educação Superior do MEC às universidades é que elas procurem a polícia para resolver o caso. O advogado especialista em direito autoral e professor da disciplina Propriedade Intelectual na Faculdade Milton Campos (BH), Hildebrando Pontes, disse que os casos não viram processos judiciais porque as faculdades tentam contemporizar a situação.

“Acho que as universidades deveriam caçar o título do fraudador porque isso é crime. Mas elas não podem ser obrigadas a denunciar seus alunos à Justiça. Só recorrem à Justiça mesmo aquele autor que foi plagiado. E isso quando ele fica sabendo que sofreu o crime”, afirmou.

As fraudes não acontecem apenas entre os universitários. Um professor de uma universidade paulista, foi investigado internacionalmente e acusado de fraude em 11 artigos científicos. Os artigos teriam sido publicados em revistas científicas da editora Elsevie. A universisade abriu uma sindicância interna para investigar o caso e tomar as medidas institucionais adequadas ao caso.

Fonte: Diário do Vale, R7 Notícias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s