Evasão nas Universidades – Parte 1

Evasão em universidades prejudica ensino superior

Um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE – aponta que apenas 10% dos brasileiros conseguem concluir o ensino superior. Segundo o mesmo relatório, no Brasil ter uma graduação aumenta em mais de 100% o rendimento do trabalhador, o que reflete a carência de mão de obra especializada.

As instituições privadas de ensino superior, onde estudam três em cada quatro universitários brasileiros, têm, proporcionalmente, menos estudantes concluindo seus cursos: apenas 55,4% do total. É o que mostra o Censo da Educação Superior 2007, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). A taxa de conclusão mais alta é das universidades federais, com 72,6%.

O cálculo leva em conta o número de estudantes que ingressaram quatro anos antes e o total de concluintes, isto é, os alunos que chegaram ao fim do curso em 2007. A média nacional ficou em 58,1%, sendo mais alta nas universidades públicas (63,8% nas estaduais e 62,4% nas municipais) do que nas privadas.

O indicador dá uma ideia do tamanho da evasão dos alunos, embora não seja um cálculo preciso. A partir deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC, pretende adotar um novo modelo de coleta de dados que listará o nome dos universitários e sua trajetória acadêmica, a exemplo do que já ocorre no ensino básico.

Mesmo menor do que nas instituições particulares, a taxa de evasão das universidades públicas é, de longe, alarmante. Veja mais sobre as causas e consequências destes dados nos próximos posts.

A fonte de inspiração desta pesquisa, além da palestra do Prof. Luiz Cláudio Costa no III Uai PET,  foi o seguinte artigo:

Capes reúne novamente grupo de trabalho para discutir a formação de engenheiros

Nesta segunda-feira, 14 de Março, realizou-se na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a primeira reunião de 2011 do Grupo de Trabalho GT-Engenharias, instituído em fevereiro de 2010. Composto por representantes da comunidade acadêmica, de agências de fomento e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) o grupo tem como missão principal analisar a situação da formação de engenheiros no Brasil e propor medidas visando a melhoria quantitativa e qualitativa de sua formação.

Grupo é composto por representantes da comunidade acadêmica, de agências de fomento e da CNI (Foto: ACS/Capes)

O GT-Engenharias constatou, a partir da base de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que os índices de titulação nas engenharias atingiam, em 2008, 35% nas instituições de ensino superior (IES) públicas e 25% nas IES particulares, caracterizando elevada evasão. Outro dado preocupante revela que, naquele ano, cerca de 90 mil vagas em engenharia oferecidas no vestibular não foram sequer ocupadas. Tais índices são incompatíveis com o crescimento sustentável do país.

Comparativamente, no grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil forma menos engenheiros por ano: cerca de 40 mil (incluindo tecnólogos e habilitações em construção civil, produção e meio ambiente), diante de 650 mil na China, 220 mil na Índia e 190 mil na Rússia (dados de 2009).

Estima-se que, para cada milhão de dólares investido (por exemplo, no PAC, Pré-Sal, Copa do Mundo, Olimpíadas, etc.), o mercado demanda um novo engenheiro. Portanto, para sustentar um crescimento do PIB da ordem de 5% ao ano, seria necessário aumentar em 21% a formação anual destes profissionais e, em 41%, caso este crescimento atinja 7%.

O Grupo de Trabalho preparou proposta de decreto para implantar o Programa Pró-Engenharias, pelo qual a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederiam bolsas de estudo e pesquisa, e promoveriam ações de apoio visando reduzir a ociosidade de vagas disponíveis e a evasão.

Este Programa constitui instrumento estratégico para viabilizar o aumento da competitividade e produtividade da economia nacional. Sua efetivação contribuiria para dinamizar a política de desenvolvimento produtivo e a cadeia tecnológica, agregando valor aos bens e serviços, e para concretizar a oportunidade de crescimento do país no limiar desta nova década, a melhor em toda sua história.

Fonte: Portal CAPES, MEC, Folha Online, Cotidiano UFSC

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Um pensamento sobre “Evasão nas Universidades – Parte 1

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