Obras e Projetos para a Copa e Olimpíadas – Parte 2


Praça Mauá - Rio de Janeiro

Futura Praça Mauá - Imagem de divulgação do Projeto Porto Maravilha

Desafios

O Brasil teve pouco mais de cinco anos para preparar a realização de sua segunda Copa do Mundo de futebol. A primeira, em 1950, teve partidas disputadas em seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Na Copa de 2014, o número vai dobrar: doze cidades vão receber o mundial e, para isso, precisam correr contra o tempo. As reformas ou construções dos estádios devem começar no máximo até o dia 31 de janeiro de 2010. Já o prazo final para a entrega definitiva de todos os estádios em plenas condições de uso será o dia 31 de dezembro de 2012. Em 2013, o país deverá receber a Copa das Confederações, que serve como uma espécie de ensaio geral para o Mundial.

Além disso, as cidades terão de melhorar a infraestrutura para receber as seleções e torcedores estrangeiros.

Projetos

O Ministério do Turismo (MTur) apresentou, em Brasília (DF), uma proposta para a elaboração do Plano Estratégico do Turismo Brasileiro para a Copa do Mundo da FIFA de 2014. A ideia é estabelecer uma Matriz de Responsabilidades do Turismo Brasileiro para o Mundial de 2014. “Ao definir o plano estratégico do turismo para Copa, otimizam-se recursos e somam-se esforços para que o evento tenha o planejamento e o tratamento adequado”, ressalta o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Carlos Silva.

Já para a secretária de Turismo do Amazonas, Oreni Braga, a proposta da câmara temática não seria mais oportuna ao momento que o país vive. “O coração da Copa é o turismo. O setor é a coluna vertebral do evento, precisamos de bons aeroportos, mão-de-obra qualificada, bons hotéis. Esse planejamento permitirá a oferta de bons serviços turísticos e infraestrutura adequada ao turista em 2014”, destaca Braga.

O plano será focado em seis áreas principais: estruturação da oferta turística (meios de hospedagem, alimentação, receptivo e atrativos naturais e culturais); infraestrutura turística (sinalização e centros de atendimento ao turista); qualificação profissional (gerentes a prestadores de serviços turísticos); promoção e apoio à comercialização (nacional e internacional); e combate à exploração sexual (campanhas de sensibilização) e estruturas e serviços temporários para a Copa.

Roteiro elaborado pelo CREA-MG com os desafios para a execução das obras

Nos próximos anos teremos um fluxo consistente de investimentos. A Copa de 2014 permitirá ao Brasil ter uma infra-estrutura moderna. Em termos sociais será muito benéfico. A Copa do Mundo vai muito além de um mero evento esportivo, será uma ferramenta interessante para promover uma transformação social.

Em 31 de agosto de 2009, a agência estadual de gestão dos aeroportos da Infraero divulgou um plano de investimentos de R$ 5,3 bilhõespara atualizar os aeroportos de dez cidades sede, aumentando a sua capacidade e o conforto para os centenas de milhares de turistas esperados para a Copa. Uma parcela significativa (55,3%) do dinheiro será gasto reformulando os aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro. O valor de investimento abrange obras a serem realizadas até 2014.

O anúncio feito pela Infraero veio em resposta às críticas feitas pela Associação Brasileira de Aviação Geral, um grupo de proprietários de aviões particulares, de que os aeroportos do Brasil atualmente não poderiam lidar com o afluxo causado pela Copa do Mundo. A maioria dos aeroportos do Brasil foram construídos antes do fim da Segunda Guerra Mundial e vários estão em ponto de saturação em termos de passageiros, de acordo com a associação.

Uma outra iniciativa interessante partiu de uma das ações do Sebrae-DF para preparar os micro e pequenos empresários para a Copa do Mundo de 2014: a realização de uma missão internacional para a África do Sul. A viagem, que ocorreu após a realização da Copa do Mundo em 2010, funcionará como um benchmarking pós-copa. Isso quer dizer que os empresários selecionados para a missão terão na África do Sul exemplos a serem seguidos ou não na Copa que antecede a do Brasil.

Plano B

A Copa do Mundo-2014 corre risco de sofrer alterações em seu projeto inicial. Orlando Silva, ministro do Esporte, admitiu em meados do ano passado  que o Governo pensa em um plano B para o Mundial, com a redução de 12 para oito as cidades brasileiras que receberão jogos do torneio.

“Caso não se cumpra o prazo de início das obras, o plano B para a Copa será a exclusão de cidades”, afirmou o ministro durante sua participação no Fórum Empresarial de Comandatuba (Bahia).

Caso o Brasil não dê conta da tarefa, a Fifa pode transferir o Mundial para outro país que já tenha a estrutura pronta. Os Estados Unidos, por exemplo, poderiam se preparar rapidamente.

À época do anúncio do Brasil como sede da copa 2014, nenhum estádio tinha condições de abrigar um jogo de Copa. Muito pelo contrário: todos os postulantes estavam bem longe do padrão exigido pela Fifa.

A Fifa já havia apontado problemas no Morumbi (em São Paulo) e Maracanã (no Rio de Janeiro). No estádio paulistano, houve diversas críticas referentes ao projeto das obras. Problemas de visibilidade e de infraestrutura no entorno da arena também foram citados pela entidade.  Esta também apontou problemas no projeto de reforma do Maracanã, o que levou a um novo adiamento da licitação da obra. Entre os pontos levantados pela Fifa, estão questões como visibilidade, acesso dos torcedores e impermeabilização do gramado e dos vestiários. Os custos das reformas no estádio, inicialmente previstos em R$ 430 milhões, já estão estimados em R$ 600 milhões e devem aumentar ainda mais.

Até mesmo o maior garoto-propaganda do esporte brasileiro está preocupado em pagar mico perante o mundo. Pelé revelou nesta sexta-feira (18 de fevereiro de 2011) que está preocupado com os atrasos na organização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, no Rio.

Resta saber se vamos estar preparados para sermos vistos por torcedores de todo o mundo. E torcer muito para que as obras não atrasem nem mais um pouco.

Via: UOL Copa do Mundo, Portal Fator Brasil, Gazeta Esportiva Copa 2014, Portal Copa 2014, Site Veja, SEBRAE, CREA-MG, Wikipedia, R7

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2 pensamentos sobre “Obras e Projetos para a Copa e Olimpíadas – Parte 2

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