Trabalhadores da Construção Civil – Parte 2

Como visto no último post, Trabalhadores da Construção Civil – Parte 1,  a ascendência no setor da construção evidencia a necessidade de investir em cursos profissionalizantes para qualificar os existentes no mercado e atrair os mais novos para suprir o déficit de funcionários. Torna-se necessário também a implantação uma política de incentivo na permanência desses profissionais, já que é alta a rotatividade.

“Qual pedreiro gostaria de fazer carreira numa empresa de construção, sendo que as mesmas não possuem uma perspectiva de contratação em longo prazo? Os desafios das PME’s, que são as maiorias responsáveis pela contratação do pessoal, estão em atrair os melhores e motivá-los de maneira que eles se identifiquem com a empresa” diz José Amauri, presidente da SERCPINT, que atua há mais de vinte anos no mercado.

“Falta qualificação na construção civil”

A falta de mão de obra qualificada é o principal problema da construção civil do país, segundo sondagem feita pela Confederação Nacional Indústria (CNI) com 375 empresas do setor. Segundo o levantamento, 68,4% dos empresários do ramo apontam a dificuldade em contratar empregados aptos a trabalhar em obras como um dos três maiores entraves da atividade.
Nas grandes empresas, o problema é mais crítico. No levantamento da CNI, realizado entre os dias 3 e 20 janeiro, 85,4% das empresas consultadas apontaram a falta trabalhadores qualificados como um de seus principais problemas. Entre as pequenas, 61,5% dos empresários ouvidos reclamaram da falta de mão de obra qualificada.

Renato da Fonseca, a escassez de mão de obra é causada pelo crescimento acelerado do setor da construção combinado com a pequena capacidade de formação de profissionais para a atividade. “Houve um crescimento muito forte e um descolamento entre demanda por mão de obra e a quantidade de trabalhadores qualificados”, afirmou Fonseca, em entrevista coletiva promovida para a apresentação dos resultados da sondagem.

Para ele, os dados preocupam porque as dificuldades para contratação vêm aumentando. Também porque isso pode impactar nos custos da construção e comprometer resultados do setor. “Isso pode reduzir a velocidade do crescimento”, disse Fonseca.

A sondagem mostrou que a maioria das empresas trabalhou durante todo ano de 2010 em ritmo de atividade acima do usual e com número de empregados crescente. A expectativa para os próximos meses também é de contratações.

Depois da falta de mão de obra qualificada, a carga tributária é o segundo maior entrave para a construção civil, na opinião do empresariado.

Via: Jornal SG

“Trabalhadores da Construção Civil: Algumas Mudanças São Necessárias!”

Por Edvaldo Corrêa, Blog Acontece na Construção

Há a importância de que os operários da construção civil não estejam munidos somente de conhecimentos técnicos e tecnológicos, mas de fortes conceitos éticos, morais, de responsabilidade pública, de cidadania e de meio ambiente. A mudança do tradicional repasse de conhecimentos compartimentados para uma visão pedagógica democrática, com relações interdisciplinares, creio que possa ser uma das soluções para a construção de um profissional diferenciado no mercado de trabalho.

Elenco a seguir algumas características da indústria da construção civil, com ênfase para o subsetor edificações, que facilitam o entendimento:

  • em geral falta visão estratégica das empresas (isto é, um posicionamento claro de quais são os clientes e quais serviços executa);
  • uma estrutura organizacional rígida (fluxo de informações na vertical), com grande influência nas decisões do “dono” da empresa;
  • inexistência de um controle efetivo de manutenção de máquinas e equipamentos;
  • moderado atraso tecnológico e gerencial;
  • falta de qualificação dos colaboradores que atuam diretamente no processo construtivo (com falta de mão de obra no mercado este problema aumenta);
  • o ambiente de trabalho (canteiro de obra) ainda não é visto como fundamental para a qualidade do processo produtivo, com raras exceções;
  • uso reduzido de registros;
  • uma grande variedade de agentes intervenientes, tais como os usuários, planejadores, projetistas, fabricantes, executores, entre outros;
  • falta de qualidade nos insumos empregados, principalmente os materiais básicos. Há esforços e vemos evolução, mas o caminho ainda é longo;
  • uso reduzido da tecnologia da informação e comunicação;
  • uso escasso de normas técnicas;
  • indústria ainda muito tradicional e conservadora, com grande inércia às alterações. As empresas líderes acabam sendo altamente inovadores em função deste item;

Neste quadro os conceitos de produção que focam a qualidade e produtividade coexistem com a velha concepção de tarefas predeterminadas, apesar de o novo paradigma requerer do trabalhador a apropriação de saberes mais genéricos e específicos ao mesmo tempo. Os processos de aprendizagem nas empresas direcionam para a competitividade, mas há uma contradição, pois, colaboradores que não pensam também não propõem melhorias nas empresas e na sociedade.

Observamos que há um processo lento de restruturação tecnológica e organizacional que vem ocorrendo em todos os tipos de empresas, mudando o perfil do trabalho e do trabalhador. Penso que a função principal da educação profissional deve ser sempre a de formar o ser humano em todas as suas capacidades, a partir de um trabalho com os saberes que circulam na sociedade.

“São abertas vagas de qualificação na Construção Civil”

Não basta somente ter um modelo de desenvolvimento econômico nas empresas que atenda as especificações e exigências da qualidade. É necessário criar programas de educação nos treinamentos para qualificar a mão-de-obra dos trabalhadores, e isto demanda tempo. O treinamento como ferramenta de habilidades deve ser acompanhado de programas educacionais que permitam aos funcionários o entendimento dos objetivos da empresa, executando as tarefas eficientemente.

Desta forma, deve-se planejar novos programas de educação/treinamento de profissionais da construção civil, considerando os fatores que influenciam na execução, eficiência e eficácia, com os recursos existentes e sem gastos dispendiosos, reduzindo custos, minimizando perdas de materiais e tempo, permitindo a formação de uma cultura da construção civil de acordo com a realidade brasileira.

Em vista da ampla necessidade, inúmeras empresas estão criando seus próprios métodos de treinamento profissional para quem se interessa por trabalhar na construção civil. Além disso, outro grande responsável pela formação técnica de homens e mulheres por todo Brasil é o Senai, em profissões como Técnicos em Construção Civil (Edificações), Obras de Infra-estrutura, Desenhistas Técnicos, Assistente Administrativo para Construção Civil, Instalação Predial entre outros.  Os  cursos são feitos em instituições de formação profissional e escolas técnicas que tem registro no CREA.

Fonte:

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: FORMAÇÃO E TREINAMENTO DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL, de APARECIDO FUJIMOTO

Portal SENAI

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