Trabalhadores da Construção Civil – Parte 1

Ao ler as notícias do dia no mundo imobiliário, sempre nos deparamos com certos artigos, que parecem bater na mesma tecla: o número de trabalhadores em exercício na construção civil não acompanha seu ritmo de crescimento. As razões são poucas e já foram identificadas. Você conhecerá mais sobre elas nesses recortes dos maiores portais da web.

“Escassez de mão de obra na construção civil preocupa empresários do setor”

Nunca foram tão bons os indicadores de empregabilidade no setor de construção civil, isso faz parte de uma economia sólida e voraz que cresce em ritmo frenético apoiado pelas facilidades no financiamento da casa própria, e pelo “boom” na procura do setor imobiliário.

No entanto as empresas de construção já deram o sinal de alerta! O problema é que o aumento pela oferta de emprego tem provocado também a escassez de mão de obra qualificada para a indústria da construção civil.

A cada esquina vemos empreendimentos sendo lançados e a demanda de profissionais qualificados já não suporta mais esse crescimento acelerado. As empresas do ramo tentam com grande esforço contratar os poucos que ainda pleiteiam as vagas restantes, entre as mais procuradas são: pedreiros, carpinteiros, eletricistas entre outros.

O futuro do setor imobiliário é incerto quanto ao suprimento das grandes construtoras para a entrega dos empreendimentos no prazo previsto, evitando multas e prejuízos.  A situação tende a piorar por dois motivos:

1. É o início das obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

2. É o começo da construção das cerca de um milhão de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Isso, sem contar a segunda etapa do projeto.

Via: Blog SERCPINT

“Falta de trabalhadores da construção civil pode comprometer obras da Copa”

Projetos de obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 poderão ficar comprometidos por falta de mão de obra no setor da construção civil. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvin Fox. Segundo ele, a cada ano serão necessários mais 600 mil trabalhadores para suprir as necessidades de mão de obra do setor. “Estamos trabalhando nisso há dois anos, porque nossa preocupação é qualificar, profissionalizar esse trabalhador. Infelizmente, a construção civil sempre foi vista pelo trabalhador como forma de resolver um problema imediato, de poder ter um serviço sem ter uma qualificação”, disse Fox, em entrevista à Agência Brasil.

Fox informou que existem atualmente cerca de 9 milhões de trabalhadores no mercado da construção civil. Ele ressaltou, no entanto, que, desse total, dois terços estão na informalidade e não têm boa qualificação. “Isso é muito prejudicial, porque temos uma mão de obra pouco qualificada, a um custo mais baixo, mas, quando se olham os resultados finais, a produtividade é baixa.”

Via: Meta

“Falta de trabalhadores inflaciona salários da construção civil”

Três Lagoas, na divisa com São Paulo, convive há mais de quatro anos com a falta de profissionais da construção civil. A partir de 2008, esse tipo de profissional vem sendo disputado e o preço da diária pulou de R$ 30 para R$ 80.
Se o mercado da construção civil continuar aquecido, como está hoje, é possível que em breve faltem trabalhadores para o setor. Com as Olimpíadas, com a construção do trem-bala, com o povo exigindo cada vez mais acabar com o déficit habitacional e, naturalmente, com o governo incentivando e financiando a construção civil, sem dúvida alguma vai faltar mão de obra em breve.

O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e da Madeira, Valdemar Pires de Oliveira, admitiu a carência de mão de obra qualificada e atribuiu o fato à falta de incentivo para que a construção civil se torne atrativa para os trabalhadores.
Oliveira cobrou do setor empresarial uma nova postura para que os trabalhadores se sintam atraídos pela construção civil, setor em que, segundo ele, os salários estão muito baixos e as condições de trabalho, ruins. “É preciso discutir uma nova cultura para o setor.”

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, entre janeiro e novembro do ano passado, a construção civil gerou 228.151 com carteira assinada. Em 2008 foram gerados no setor 197.868 empregos formais.

Fonte: Agência Brasil

Via: Meta,

“Seis em cada dez empresas de construção civil reclamam da falta de mão de obra no setor”

Seis em cada dez empresas de construção civil reclamam da falta de mão de obra especializada no setor, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com base no levantamento do último trimestre do ano passado – que compreende os meses de outubro a dezembro.

Com isso, o indicador que mede a produção da indústria caiu de 52 para 51 pontos, apesar de ainda se situar acima dos 50 pontos – o que indica expansão do setor. Apesar da perda de ritmo da economia, para este ano também há uma perspectiva otimista, com os empresários da construção de olho nas obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

No período, 68% das empresas apontaram a falta de trabalhadores como o maior problema na indústria de construção. A queixa é maior entre as grandes companhias, sendo que 85,4% destas apontaram este como o principal problema que impediu um crescimento maior do setor.

Segundo Renato Fonseca, gerente da pesquisa da CNI, a falta de mão de obra reflete um período em que a construção civil sofreu com poucos investimentos no setor.- Conforme a indústria vai parando, os profissionais qualificados vão mudando de emprego. E isso é difícil de repor já que os trabalhadores qualificados se recolocaram em outras áreas e ainda não há novas pessoas qualificadas para contratar.

Via: R7

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3 pensamentos sobre “Trabalhadores da Construção Civil – Parte 1

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  3. É verdade o que diz o texto, houve se muito sobre escassez de mão de obra qualificada, mas a também que comente que apesar de haver tanta oferta de serviço, a também muitos trabalhadores desempregados,, se o problema é a falta de qualificação não seria hora de as próprias empresas investirem na formação de pessoal para suas empresas?

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