Empreendedores Jovens – Parte I

Um jovem empreendedor é aquele que acaba de iniciar seu negócio. E um empreendedor jovem? Somos nós, com potencial e energia para fazer parte de um mundo infindável de empresas que abrem as portas todos os dias.

Será que pular da faculdade para seu próprio negócio é uma idéia boa? Quais são as opções do mercado de trabalho? Como funciona a empresa júnior? Será que eu tenho perfil de um empreendedor?

Tantas dúvidas… vamos ver se encontramos algumas respostas.

O que é empreendedorismo?

Há muito tempo o empreendedorismo e o interesse sobre empreendedores deixou de ser moda e passou a ser essencial a uma nação e suas economias regionais. Hoje, a personalidade empreendedora – um jeito de ser – que corresponde a 3,5 a 5% da população mundial, e a conduta empreendedora – pessoas que são orientadas para resultados com traços de iniciativa, risco e visão – representam nada menos que 81% dos negócios geradores de empregos e do PIB de um país através da PEME (Pequenas e Médias Empresas). E o número de indivíduos que deseja criar o seu próprio negócio cresce dia-a-dia.

Podemos perceber claramente a presença dos “5Ps” do empreendedorismo – paixão, perseverança, paciência, prudência e prática no comportamento dos empreendedores de sucesso.

Até 20 anos atrás, era mais comum o aparecimento de jovens “Self Mademan”(aquele que se faz por si só), isso significa sem ajuda de ninguém, inclusive sem ajuda financeira.
Atualmente o perfil de jovens empreendedores mudou muito. Através do estudo sobre o tema, identifiquei similaridades e diferenças destes novos jovens que resolvem empreender:

– Impulsividade e Ousadia:A impulsividade ainda se mantém através das características de iniciativa e tomada de riscos.

– Visão:A visão do jovem empreendedor de hoje é mais idealizada do que no passado. O excesso de informação, inovação e da existência de produtos reinventados e desenvolvidos pelo fortalecimento do capitalismo, causam uma sensação da predominância da grande idéia, que não pode sobrepor a força de trabalho.

– Qualificação e Estudo:Sem dúvida o estudo e a qualificação do jovem empreendedor é infinitamente superior que há três décadas atrás, onde grande parte dos donos de negócio não possuíam o ensino médio completo. Hoje a grande maioria possui o ensino superior.

– Apoio e Auxílio Técnico:O jovem hoje possui muitas formas de se qualificar através de institutos, treinamentos e entidades voltadas para os pequenos negócios. No passado, a preparação era predominantemente empírica.

Qual é o apoio para quem está começando a desenvolver seu perfil empreendedor?

Empresas Júnior:

É cada dia mais comum ouvirmos falar em Empresas Júnior dentro das instituições de ensino superior. Mas, na realidade, pouco se esclarece àqueles que desconhecem o termo sobre o que é realmente essa entidade.

Empresa Júnior é uma associação civil sem fins lucrativos constituída e gerida exclusivamente por alunos de graduação de faculdades ou universidades, nas quais ela se insere, presta serviços e desenvolve projetos para empresas, entidades e para a sociedade em geral nas suas áreas de atuação, sempre sob a supervisão de professores.

Além disso, tem como objetivo principal propiciar aos estudantes a oportunidade de aplicar e aprimorar os conhecimentos teóricos adquiridos durante o curso. A pessoa que participa do movimento de empresa júnior leva uma bagagem de experiências muito grande quando termina a graduação. Essas pessoas que participam do MEJ (movimento de empresas juniores) têm a oportunidade, durante o período da graduação, de participar da decisão da construção de uma microempresa. A capacidade e as habilidades gerencias, a oratória, a capacidade de trabalhar em grupo, negociação com o cliente, é uma grande bagagem que esse estudante universitário vai acumulando no decorrer da sua graduação.

A empresa é formada e gerida por estudantes de graduação. Existe um professor que orienta apenas alguns projetos de consultoria. A gestão interna da empresa é feita pelos estudantes. Por exemplo, um projeto de Engenharia precisa ser assinado por um engenheiro responsável, ou seja, esse arcabouço é oferecido pelo professor orientador. O professor vem para respaldar e dar uma chancela maior aos projetos de consultoria dessas empresas.

A competitividade do mercado faz com que a vida profissional se inicie cada vez mais cedo. Durante o período acadêmico, o jovem se envolve em estágios, cursos extracurriculares, feiras, faz contatos e cuida de sua imagem pessoal, enfim, é na universidade que a vida profissional se inicia. Entre todos os estudantes universitários, há os que vão além do padrão, esse são os que estão nas empresas juniores e desenvolvem projetos ousados, tornam-se fortes líderes estudantis e assumem responsabilidades com a faculdade. São jovens especiais, com forte personalidade direcionada para uma inovação empreendedora. São alunos potencialmente insatisfeitos apenas com o ensino acadêmico, que querem desbravar as fronteiras encontradas no dia a dia.

Universia – Empresas Juniores

Incubadoras

Uma Incubadora de Empresas é um ambiente planejado e protegido, propício para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas interessadas em investir em novos projetos. É também uma forma interessante de se diminuir o índice de mortalidade das micro e pequenas empresas que, de acordo com o Sebrae, no brasil gira em torno dos 56% até o terceiro ano de vida das empresas. Como o objetivo de uma incubadora é reduzir a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas, essas oferecem aos desenvolvedores dos projetos que estão sendo incubados um ambiente flexível e encorajador, além de uma série de facilidades para o surgimento e crescimento de novos empreendimentos a um custo bem menor do que no mercado, visto que esses custos

são rateados e as vezes subsidiados. Tais facilidades podem ser descritas da seguinte forma:

  • Infraestrutura como salas individuais e coletivas, laboratórios, auditório, biblioteca, salas de reunião, recepção, dentre outros.
  • Serviços como telefonia, acesso à internet, recepcionista.
  • Assessorias contábil, jurídica, gerencial, de gestão financeira, de comercialização, dentre outras.
  • Qualificação através de treinamentos, cursos, assinaturas de revistas e jornais.
  • Network através de contatos com entidades governamentais e investidores, participação em eventos de divulgação das empresas, fóruns e outros.

A chance de sucesso de empresas instaladas em uma incubadora é grande devido ao processo de seleção dos projetos. Os melhores projetos são selecionados e os empreendedores mais aptos vêm à tona, o que amplia as possibilidades de sucesso dessas empresas.

Mais nas segunda e terceira parte sobre esse assunto tão importante. 😉

Fontes:

Desenvolver é uma necessidade

http://emanueleite.blogspot.com/2009/08/o-que-e-empreendedorismo-parte-i.html

http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/faca-o-teste-voce-possui-perfil-empreendedor/16260/

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