Transporte Coletivo no Mundo – Parte 2

Colapso urbano

A maioria das metrópoles padece de excesso de automóveis circulando em suas ruas e avenidas. Congestionamentos infindáveis, fumaça saindo pelos escapamentos, buzinadas e xingamentos: cenas que lamentavelmente fazem parte do dia-a-dia de seus habitantes.

Em agosto de 2007, a frota brasileira de automóveis ultrapassou 29 milhões de unidades, segundo relatório do Denatran. Uma média de 6,52 habitantes por carro, ou seja, 0,15 carro por habitante. A cidade de São Paulo, líder do ranking nacional, é detentora da perigosa estatística de um carro para cada dois habitantes. A tendência? Crescer cada vez mais….

Pessoas x Carros

O Brasil conta hoje com 6,9 habitantes por carro em circulação. E se você achou que tem muito carro em São Paulo (duas pessoas para cada carro), vai ficar surpreso com o indicador de países desenvolvidos.

  • EUA: 1,2 habitante/carro (1º no ranking mundial)
  • Japão, Canadá, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha: 1,6 habitante/carroFonte: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)

Afora a depreciação de aspectos sociais e do fracasso do convívio nas cidades, a “cultura do carro” é também apontada como um dos vilões do meio ambiente. A emissão de gases de efeito estufa, causadores doaquecimento global, é um dos fatores que mais pesa contra os veículos particulares. Estima-se que 40% da poluição do ar é gerada por transportes movidos a combustível fóssil.

Por conta desses e outros problemas foi criado o

DIA MUNDIAL SEM CARRO


Todo dia 22 de setembro, milhões de pessoas ao redor do mundo comemoram o Dia Mundial Sem Carro. A mobilização é um exercício de reflexão sobre a dependência e o uso (muitas vezes) irracional dos automóveis em nossa sociedade. Afinal de contas, tem gente que não vai até a padaria da esquina sem usar o carro.

A idéia principal do dia é fazer com que as pessoas pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro (em face do trânsito pesado enfrentado nas cidades), ou mesmo, se possível, em substituir o possante por outro meio de transporte. A Bicicletada, por exemplo, é um movimento internacional que prega o uso da bicicleta como o principal meio de transporte das pessoas.

Controle de trânsito urbano

Foto John Mottern/Getty Images
O “Grande Buraco,” de Boston, um projeto de US$14,6 bilhões, realizado para aliviar o tráfego por meio da criação de uma estrada de 5,7 km sob a artéria central da cidade.

Além do congestionamento nas estradas, as ruas das cidades têm seus próprios problemas, particularmente à medida que as populações aumentam.

Engenheiros civis têm de levar muitos fatores em consideração ao projetar ruas. Por exemplo, um cruzamento mal projetado pode ser inconveniente ou inseguro. Considere todos os diferentes elementos aos quais um engenheiro civil precisa prestar atenção: a linha de visão do motorista, o impacto que o cruzamento terá sobre as ruas circundantes, a quantidade de tráfego que o cruzamento provavelmente terá, a melhor forma de administrar o transporte público, o fluxo de pedestres do local e outras questões.

Outro desafio é o alastramento suburbano: vizinhanças que eram menos populosas podem experimentar um surto de crescimento acompanhado por novas necessidades nos projetos da via e na ampliação do transporte público.

Além disso, boa parte das cidades tem um sistema de vias bem estabelecido, criado, por exemplo, em épocas que havia menos carros rodando, o que torna mudanças extensas impraticáveis ou mesmo impossíveis. É fácil fazer sugestões para resolver os problemas de tráfego de uma cidade, mas implementar as soluções pode ser proibitivamente caro. Talvez a maneira mais fácil de impactar o tráfego de uma cidade seja através dos semáforos.

Geralmente os semáforos funcionam segundo um sistema sincronizado, um sistema de sensor ou uma combinação dos dois. Os sistemas sincronizados seguem uma programação ajustada independentemente das condições do tráfego (ainda que essa programação possa mudar durante o decorrer do dia). Os sistemas de sensor detectam os carros quando param no cruzamento, o que aciona uma mudança no semáforo. Uma rede de sistemas de tráfego avançado sinaliza para um sistema de computador central. Um bom sistema usa sinais que são sincronizados para que o fluxo de tráfego permaneça o mais constante possível.

Algumas cidades latino-americanas como São Paulo e Cidade do México adotam o rodízio de carros com dois objetivos: redução de trânsito e diminuição da poluição.

Piores trânsitos do mundo

Há várias cidades no mundo, cujo trânsito é considerado extremamente complicado. Algumas dessas cidades são:

  • Bangcoc, na Tailândia
  • Pequim e Xangai, na China
  • Cairo, no Egito
  • Calcutá e Chennai, na Índia
  • Jacarta, na Indonésia
  • São Paulo, no Brasil
  • Cidade do México, no México

Bangkok, Tailândia

São vários os fatores que contribuem para o verdadeiro caos no trânsito destas cidades. Um dos principais dos fatores é o crescimento acelerado dos centros urbanos sem o devido acompanhamento da adaptação das vias. Cidades como Calcutá ou Bangcoc contam ainda com um grande número de trabalhadores que vão e voltam de bicicletas e motocicletas, “costurando” entre veículos maiores. Não é surpresa também que a Índia e a China, com imensas populações concentradas em áreas urbanas, tenham péssima reputação no tocante ao tráfego.

(Estão explicados os engarrafamentos da Índia)

Em Los Angeles, avenidas com dez faixas estão entupidas. As ruas de algumas cidades européias chegaram ao limite de circulação. E uma pesquisa publicada em 2004 mostrou que a cada doze ataques cardíacos masculinos, um tem relação com engarrafamentos – culpa da associação de estresse e contato com poluição. Em Bangcoc, Tailândia, a velocidade média no horário de rush é de 3,4 quilômetros por hora.

Uma solução contra o excesso de veículos e a poluição baseia-se no conceito, nem sempre bem recebido, de que é preciso cobrar pelo uso do espaço público – no caso, as ruas e avenidas. Por essa lógica, em vez de incentivar o cidadão a ir de ônibus ou de metrô para o trabalho, deve-se agarrar tão fundo em seu bolso que ele se sentirá desestimulado de usar o carro. Essa estratégia, obviamente, só funciona se houver um transporte público de qualidade ao qual seja possível recorrer.

Humor – Transporte  de Qualidade

O SHINKANZEN do Japão

O TGV Francês

Central do Brasil - Rio de Janeiro

E agora…

Preparem-se!

O melhor meio de Transporte no MUNDO:

Comboio no Paquistão – Foto verídica!

… e nós ainda reclamamos do 525 – UFJF cheio…

Link:

How Stuff Works

Revista Veja – Pedágios Urbanos

Fontes:

http://pessoas.hsw.uol.com.br/metro-de-sao-paulo2.htm

http://pessoas.hsw.uol.com.br/transito6.htm

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