A fantástica ciência do Antigo Egito

Navegando pela internet a gente encontra…

Arqueólogos encontram restos de templo do século 5 no Egito

da Efe, no Cairo

Um grupo de arqueólogos egípcios encontrou em Luxor (Egito) os restos de um templo do século 5 e de um nilômetro (construção subterrânea para medir o aumento do rio Nilo) do 2º milênio a.C.. O anúncio foi feito pelo ministro de Cultura egípcio, Farouk Hosny.

O nilômetro foi encontrado em um dos setores de escavações do Passeio das Esfinges. O aparato é composto por uma pedra circular e uma escada de caracol de sete metros.

Além disso, a missão descobriu as bases de várias esfinges no último setor do caminho, que fica em frente ao templo de Karnak. Nos blocos há inscrições que confirmam que o rei Amenhotep III (1410-1372 a.C.) construiu aquela parte da via.

E pesquisando só um pouquinho mais…

A herança deixada pelos faraós à humanidade vai muito além de pirâmides e sarcófagos dourados. Eles também nos legaram invenções sofisticadas e costumes curiosos que atravessaram os séculos e continuam vivos. Descubra por que eles foram tão criativos, avançados e misteriosos.

Um Nilômetro:


Eles foram engenheiros notáveis em química, construção civil, naval e hidráulica.
Nilo, artéria que era a própria vida do Antigo Egito, desde os primeiros povos que se instalaram na região, cerca de 5500 a.C, foi também uma importante fonte de pesquisa e avanços científicos. Os egípcios sabiam da importância do rio como via de transporte e de sua relação com a preservação e manutenção das terras férteis ao longo do vale. O livro do professor Mário Giordani mostra o uso de instrumentos para medir a variação das cheias (nilômetros), relata os conhecimentos sobre fertilizantes naturais, como esterco, o trabalho das minhocas e a própria lama do Nilo, que era transportada para áreas a princípio estéreis. Foram os primeiros também a utilizar o arado manual.

Por volta de 2300 a.C. eles já aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada. Criaram um sistema de bombeamento de água chamado shaduf. Consistia em um processo elevatório que levava a água até locais naturalmente não inundados, para aumentar a área produtiva. O shaduf é usado até hoje, principalmente no bombeamento de pequenas quantidades de água ou situações em que o custo da implantação de sistema automático não é compensador.

Na construção civil, os egípcios foram grandes mestres. Construções como as grandes pirâmides, a esfinge e as estátuas no Vale dos Reis estão entre as estruturas mais belas e requintadas da Antiguidade, mas os exemplos do impressionante uso da pedra, da marcenaria e da fabricação do vidro estão por todo o Egito. E, mais uma vez, o modo de vida e a religião estão diretamente ligados ao desenvolvimento de técnicas de construção. “Os egípcios queriam durar para sempre e isso fazia parte de vários aspectos de sua cultura. Seus templos eram construídos com a expectativa de serem eternos. As paredes de pedra serviam, ainda, como suporte para sua história, seu contato com o passado”, diz Antonio Brancaglion.

Os egípcios são considerados precursores do uso de pedras para obras em larga escala. Os primeiros registros datam de quase 5 mil anos atrás. Na Terceira Dinastia, por volta de 2700 a.C., já se cortavam pedras no tamanho e no formato dos tijolos atuais. Eles já sabiam que a dureza das rochas variava conforme sua composição mineralógica e que elas tinham pontos frágeis em sua estrutura, por meio dos quais se aplicavam as técnicas de corte. Nas fissuras eram introduzidos instrumentos de madeira, posteriormente molhados. Expandidos, eles forçavam a quebra da rocha no ponto desejado.
Desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra. “Recortes tipo macho e fêmea vieram daí”, afirma Antonio. “O pó que sobrava do corte e polimento das rochas era misturado a cal, gesso e água, formando uma massa usada para tapar buracos ou corrigir irregularidades nas paredes: um antepassado do cimento.” Ainda na construção civil, os discípulos dos faraós foram os primeiros a estudar profundamente o solo para a colocação de fundações e a construir sistemas de calhas para escoamento da água da chuva.

Clique na imagem para ampliar. É uma foto de 1937, na época de cheia do Nilo. ;D

Link Especial:

Superinteressante – A fantástica ciência do Antigo Egito (Texto na íntegra)

Fontes:

http://www.4tons.com/CU0905.htm

http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_123902.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u733437.shtml

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