Arquivos

Posts Etiquetados ‘Mercado de Trabalho’

Etiqueta Corporativa – Parte 2 – Vestuário

08/02/2012 1 comentário

Continuando nosso assunto sobre Etiqueta Corporativa, aqui vão mais dicas sobre o comportamento em ambiente de trabalho (que também valem para aulas, entrevistas, viagens…)

A expressão “a primeira impressão é a que fica” é inquestionável na vida profissional, no entanto, saber manter essa primeira impressão é mais importante ainda. É necessário que se transmita uma imagem de solidez, discrição, seriedade e credibilidade o tempo todo. As regras podem variar bastante de acordo com o lugar e área de atuação, mas, independente de mais ou menos formal, todos os ambientes requerem comportamentos básicos.

As noções de etiqueta ultrapassaram a fronteira dos restaurantes e jantares e se aplicam em muitos setores da sua vida profssional. Beber além da conta, vibrar com o toque do seu time de coração no celular, usar uma roupa exagerada em plena segunda-feira às 15h. Tudo isso pode comprometer sua imagem no ambiente de trabalho, se você não estiver atento. Mesmo assim, mantenha a calma. Algumas situações a que somos expostos todos os dias podem parecer traiçoeiras, mas a mais fiel aliada da etiqueta corporativa ainda é o bom senso.

Professora do curso online de etiqueta empresarial, da Catho Online, Maria Elisabeth Farina Guirao defende que a forma de vestir-se no ambiente de trabalho é uma ferramenta do marketing pessoal que contribui decisivamente para a formação de uma imagem de profissionalismo e credibilidade. “O traje formal que mais transmite esses valores é o terno e gravata para os homens e terninhos e tailleurs para as mulheres. No entanto, dependendo da profissão, a pessoa pode vestir-se menos social e mais esporte, desde que seja de forma discreta, harmônica e que transmita seriedade.”

Observar o código de comunicação da empresa, ou seja, como as pessoas se vestem, também é a dica da professora Margareth Bianchini, diretora da MBianchini Assessoria Empresarial. Para ela, perceber se o ambiente é mais informal ou formal, e se a gravata e o paletó são utilizados de segunda à sexta-feira dá parâmetros para o colaborador saber como deve se vestir. Mas, mesmo assim, a professora alerta: “independente deste código, ambiente de trabalho, como o próprio nome diz, é para se utilizar roupas de trabalho e não de passeio.”

Tailleur

Mulheres:

Evite: saltos muito finos e altos; a sandália rasteirinha ou muito aberta; excesso de acessórios, muitas pulseiras, muitos anéis e brincos muito grandes; camiseta, quando estiver acima do peso, já que marca o sutiã e deixa a mostra as gordurinhas; decotes; transparências; microssaia; roupas muito justas; cintura baixa; calça de moletom e de ginástica; fendas, maquiagens muito pesadas; alças de sutiã a mostra; camiseta e vestido de um ombro só e tomara que caia.

Esmaltes diferentes demais são inadequados e chamam mais atenção do que suas ideias. Para ambos os sexos, evitar calças jeans surradas demais, customizadas demais, justas demais. O jeans que vai deixá-lo bem na fita em qualquer circunstância é o bom e chique jeans clássico.

Homens:

O homem deve mostrar, sempre, que está em dia com a higiene pessoal, e dar preferência a tecidos que caiam bem e não amassem com facilidade. O ideal é que a roupa tenha, no final do dia, o mesmo aspecto que tinha pela manhã. A camisa deve ser social, com a manga um pouco dobrada, para ficar um ar mais jovial, e não pode ser muito aberta. O cabelo deve estar sempre limpo, bem cortado e arrumado. As roupas devem estar sempre impecáveis: limpas, livres de manchas e bem passadas, com as bainhas firmes e todos os botões.

Evite: barba por fazer; bonés, chapéus, camiseta regata; tênis; gravatas chamativas; jeans rasgado, desfiado e desbotado; chinelos de dedos.

Vestuário Masculino

E, finalizando, um pequeno toque que pode fazer grande diferença. Ao escolher um traje, não deixe de refletir se sua opção é algo adequado à sua faixa etária. Nada mais esquisito e meio desajustado do que olhar para gente madura vestida como adolescente. Todas as idades têm seu charme e seu encanto — descubra o que de fato valoriza você e se enquadra mais à sua geração.

Fontes: Aprenda as regras básicas de etiqueta corporativa | Portal Carreira & Sucesso , Artigos Você S.A. – Célia LeãoCATHO EDUCAÇÃO EXECUTIVA, Jornal da Metodista

Atrasos em Obras

Com o reaquecimento da economia pós-crise, os lançamentos imobiliários não param de aumentar. O problema é que, com tanta demanda, há também muitos atrasos na entrega dos imóveis. Segundo o Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa das Relações de Consumo (Ibidec), o número de queixas por descumprimento de contrato cresceu 74% em 2010, se comparado a 2009.

Os atrasos na conclusão de obras, cada vez mais frequentes no segmento residencial, po­­dem desencadear uma série de prejuízos para empresas da construção civil. Se não há como se proteger de todas as consequências, algumas medidas corretivas podem ajudar a reduzir os estragos.

Na obra

De acordo com Roberto de Souza, diretor presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), as perdas se agravam a cada mês de extensão no cronograma. Quando os desajustes no prazo começam a dar os primeiros sinais, Souza recomenda a formação de uma força tarefa com profissionais qualificados para diagnosticar a origem do problema. “É preciso colocar uma lupa em cada obra. Medidas generalistas não resolvem”, informa o diretor. Identificadas as causas, a equipe deve montar um plano de ação emergencial que entre no detalhe da programação da obra, semana a semana. “Pode ser que não se recupere o atraso, mas se você não fizer nada, um atraso de três meses pode chegar a seis meses ou um ano”, diz.

Segundo Luiz Fernando Castilho, gerente de orçamentos da Sinco Engenharia, o replanejamento dos serviços deve ser feito a partir de novos parâmetros de produtividade, levando em conta a capacidade de fornecimento do mercado. Castilho levanta a possibilidade de se abrirem novas frentes de trabalho para executar simultaneamente serviços que não dependam um do outro. “Às vezes temos contratado mais de um empreiteiro para o mesmo serviço. Se o fornecedor de gesso, por exemplo, não consegue aumentar a equipe, eu coloco dois empreiteiros, um em cada frente de trabalho”, relata. No entanto, a medida implica aumento de custos e exige mais mão de obra em um mercado onde esse recurso já é escasso. “É um exemplo a ser estudado. A solução não é simples e às vezes você pode até perder dinheiro”, adverte.

Outra medida de contenção é antecipar as contratações com fornecedores e manter um controle mais rígido sobre todas as etapas construtivas, evitando assim que os atrasos se proliferem. Mas mesmo com todo o empenho para elevar a produtividade, o diretor técnico da Tecnisa Fábio Villas Boas afirma que é difícil conter as perdas financeiras. “O que se pode fazer é atuar ao longo do processo para diminuir o atraso, mas depois que o atraso ocorreu, há pouca margem para resolver”, afirma.  “Quando se está atrasado, acaba pagando hora extra, assumindo custos maiores para conseguir um insumo mais rápido, acaba tendo mais ônus para reduzir o atraso.”

Se a empresa não prevê nos contratos o pagamento de multa aos compradores em caso de atraso, geralmente se ofereçe alguma compensação aos clientes. Segundo Lúcio Delfino, “sai muito mais barato do que pagar uma indenização” e, em geral, ajuda a prevenir brigas judiciais. José Geraldo Tardin conta o caso de uma construtora que, após a notificação, ofereceu a troca do piso de cerâmica por porcelanato, além de melhorias nos banheiros. “O cliente ficou supersatisfeito e recebeu um imóvel com acabamento melhor pelo mesmo preço”, afirma ele. Outra empresa ofereceu ao cliente o registro, a escritura e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) gratuitos – o custo era de R$ 6 mil, segundo Tardin. “Tudo isso, para a construtora, é mais barato e não causa desgaste à imagem”, conclui.

Prazo de carência

Uma questão que divide opiniões é a adoção do prazo de carência nos contratos de compra e venda: um período de tolerância que pode se estender a até 180 dias a partir da data de entrega. Construtores defendem que a carência é indispensável devido à complexidade do desenvolvimento de uma obra. O advogado Edwin Britto, membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), justifica: “Pode haver algum problema de fundações, algum ajuste econômico, atrasos no financiamento. Há uma série de fatores imprevisíveis inerentes ao próprio empreendimento”.
Por essa lógica, os atrasos começariam a ser contados apenas após o vencimento da carência. No entanto, as associações de mutuários entendem que essa prática é abusiva, pois quebra o equilíbrio contratual assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor. O fato é que, em um processo judicial, caso a decisão seja favorável ao consumidor, o construtor pode ter o prazo de carência anulado e, nesse caso, responderá pelos danos causados desde a data original de entrega.

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o projeto do deputado Eli Correa Filho (DEM-SP) para tornar nulas as cláusulas contratuais que instituírem tolerância para atraso na entrega da obra.

De acordo com o Projeto de Lei 178/2011, quando houver atraso, a construtora terá de pagar o correspondente a 2% do valor do contrato ao comprador e a multa deverá ser atualizada monetariamente e acrescida de juros de 1% ao mês, até a data efetiva da entrega.

O fornecedor só ficará isento da multa se comprovar judicialmente que o atraso decorreu de dolo ou culpa exclusiva do consumidor. O deputado alega que os problemas que possam ocorrer nas obras já estão considerados no prazo estipulado antes da entrega da obra e, por isso, não deveria haver prazo de tolerância.

Via Revista Construção Mercado, Pini Web

O que todo o Engenheiro deve saber a respeito de Liderança e Gestão

26/04/2011 2 comentários

Artigo do IEEE-USA Today’s Engineer, em tradução livre por Júlia Castro Mendes

Depois de se formar na faculdade, a primeira semana de Eric no emprego como engenheiro foi cheia de desafios de liderança e gestão – mas ele não percebeu isso no momento. Ele estava apenas fazendo o trabalho que lhe fora incumbido. Só trabalho ordinário de um engenheiro iniciante… ou assim ele pensava.

A primeira vista, a atribuição de Eric não parecia muito difícil. Ele foi convidado para auxiliar o engenheiro-chefe com os testes de um novo produto. No entanto, uma análise das tarefas da primeira semana de Eric revela aspectos da obra de engenharia que são praticamente liderança e gestão orientada. Sua missão incluía desafios, tais como:

  • Negociação com a fábrica para a entrega de unidades de teste
  • Planejamento do fluxo de unidades de teste pelo do laboratório de engenharia
  • Obtenção de recursos externos para atender suas necessidades rapidamente
  • Dirigir técnicos em relação aos procedimentos de teste
  • Estimar tempo para completar tarefas
  • Resolução de conflitos e problemas que estavam impedindo o progresso

Eric foi bem apoiado pelo engenheiro-chefe, outros membros sênior da equipe  e seu gerente. Os engenheiros sênior cuidaram de questões difíceis relacionadas com o trabalho de Eric, mas Eric era o encarregado pelas tarefas fundamentais descritas aqui.

Habilidades como negociação, planejamento e influência são exemplos de competências de liderança e gestão. As habilidades técnicas que o trabalho de um engenheiro requer são realmente uma pequena porcentagem das competências necessárias para ser bem sucedido. As competências interpessoais, capacidade empresarial, e sim – as habilidades de liderança e gestão – todos são exigidos em trabalhos de engenharia. E enquanto os engenheiros avançam na profissão, liderança e gestão de competências se tornam mais importantes, independentemente de estarem ou não na pista empresarial.

O que é gestão?

Duas das definições mais fundamentais de gestão são “uso criterioso de meios para realizar um fim”, e “a habilidade de fazer as coisas com a ajuda de pessoas e outros recursos.” Nenhuma destas definições básicas de gestão é exclusiva para pessoas que têm empregos como gerentes.

“Gestão” inclui as tarefas que todos nós fazemos no serviço para manter o nosso trabalho organizado, no caminho certo e eficiente. Muitas são as competências necessárias para a gestão bem sucedida do trabalho, e as pessoas que ocupam cargos de gestão precisam ser especialmente competentes. Um bom gestor de tarefas deve ser bom em:

  • Organização
  • Planejamento
  • Estimativa
  • Comunicação / Documentação
  • Noções de Prioridade
  • Autogestão / Disciplina
  • Avaliação e mitigação de riscos

Quando o gerenciamento de pessoas em qualquer grau está envolvido, as seguintes competências se tornam mais importantes:

  • Habilidades interpessoais
  • Resolução de conflitos
  • Tutoria
  • Treinamento

As qualidades descritas acima são apenas algumas das habilidades que se enquadram na categoria de competências de gestão aplicáveis a praticamente todos os engenheiros. Embora todos sejam importantes, nem todo mundo é bom em todos elas. Apenas permanecer afiado em uma perspectiva técnica é um desafio para a maioria dos engenheiros, porque a tecnologia é complexa e avança rapidamente. Faça o melhor trabalho possível para equilibrar habilidades técnicas com outras competências importantes, e seja grato que as pessoas mais adequadas para a gestão possuem a maior parte dessas responsabilidades.

Como Liderança e Gestão se Diferenciam

Assim como todos os engenheiros precisam de competências de gestão para ter o trabalho feito, um conjunto completamente diferente de competências são igualmente importantes - as habilidades de liderança.

Liderança é totalmente interpessoal, mas a um nível diferente do que as competências interpessoais descritas acima como ”de gestão.” Liderança é relativa a influenciar e dirigir os outros para um resultado positivo. Dezenas de características individuais relacionadas à liderança são importantes. Nós vamos responder a uma lista relativamente curta aqui. A tabela abaixo mostra as expectativas gerais para competências de liderança em funções de gestão técnica e de engenharia.

Característica de Liderança Engenheiro Líder Projetista Gerente Técnico Líder Executivo
Influência
Integridade
Habilidades Interpessoais
Desenvolve confiança e respeito
Prioridades Tarefas Tarefas Objetivos Objetivos
Trabalho em Equipe
Constrói em Consenso
Melhora continuamente
Capacita os outros
Atrai seguidores
Inteligência Emocional
Cria Equipes
Bom senso de tempo
Assume riscos calculados
Auxilia o avanço dos outros
Desenvolve outros líderes
Faz Sacrifícios
Visionário/Estrategista
Age com intuição
Constrói relações fortes
Deixa um legado

Estas são as expectativas generalizadas, e não devem ser vistas como sendo absolutas. Por exemplo, os engenheiros podem demonstrar algumas das características que não são verificadas, enquanto nem todos os líderes executivos são capazes de deixar um legado.

Quem pode, eventualmente, ser bom em tudo isto?

Quase ninguém. Infelizmente, em muitas empresas de tecnologia, há uma expectativa de que as pessoas sejam sobre-humanas. Engenheiros muitas vezes são esperados para conduzir projetos complexos enquanto fazem o trabalho técnico. Gestores técnicos são esperados para gerenciarem e liderarem, enquanto se mantêm tecnicamente competentes. É somente razoável esperar proficiência em uma ampla gama de competências até um determinado ponto. A solução para se cobrir todos os aspectos de liderança necessários e funções de gestão não deve ser contratar funcionários sobre-humanos – a solução sensata é distribuir a carga de trabalho.

Quando isso não ocorre naturalmente sob a orientação da alta gerência, gerentes de nível médio e contribuintes individuais precisam se encarregar de garantir que as pessoas não sejam cobradas muito acima de suas capacidades, e que todas as responsabilidades do projeto estejam cobertos por alguém.

Como distribuir as responsabilidades

Os gestores devem compreender plenamente as competências de liderança e de gestão que são necessários para executar projetos e objetivos, e delegar responsabilidades que não são melhor indicados para suas próprias habilidades e interesses. Os membros da equipe deve ser abertos e honestos sobre o seu nível de interesse a respeito das oportunidades para as responsabilidades de liderança e gestão. Os engenheiros precisam ter em mente que a liderança e a gestão são parte de seu trabalho, portanto, não possuir estas responsabilidades não é realmente uma opção.
Quando os gerentes delegarem responsabilidades, os membros da equipe devem comunicar questões e preocupações sobre suas atribuições. Os gestores devem ser sensíveis a eventuais problemas e fazer os ajustes apropriados. Às vezes a negociação é necessária – uma outra competência de liderança.

Como o exemplo do Eric acima, e o de tantos outros colegas, conclui-se que desenvolver continuamente habilidades de liderança e de gestão deve ser uma prioridade para todos os engenheiros.

Autor: Gary C. Hinkle é do setor de Oregon do IEEE e presidente da companhia Auxilium. comentários podem ser enviados para todaysengineer@ieee.org. As opiniões expressadas são apenas do autor.

Tecnologia de Informação e a Engenharia Civil

07/04/2011 1 comentário

Parece familiar?

“Profissionais de TI: sobram vagas e faltam candidatos”; “Mais de 200 vagas abertas para profissionais de TI essa semana”, “TI em finanças: profissionais em falta”, “Empresas procuram engenheiros e profissionais de TI”.

Mas, afinal, o que é TI? E o que é um profissional de TI?

E o mais importante: o que a TI influencia em seu trabalho?

O que é TI

Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como um conjunto de todas as atividades e soluções providas porrecursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são tantas – estão ligadas às mais diversas áreas – que existem várias definições e nenhuma consegue determiná-la por completo.

A TI é uma grande força em áreas como finanças, planejamento de transportes, design, produção de bens, assim como na imprensa, nas atividades editoriais, no rádio e na televisão. O desenvolvimento cada vez mais rápido de novas tecnologias de informação modificou as bibliotecas e os centros de documentação (principais locais de armazenamento de informação), introduzindo novas formas de organização e acesso aos dados e obras armazenadas.

Além disso, tal desenvolvimento facilitou e intensificou a comunicação pessoal e institucional, através de programas de processamento de texto, de formação de bancos de dados, de editoração eletrônica, bem como de tecnologias que permitem a transmissão de documentos, envio de mensagens earquivos, assim como consultas a computadores remotos (via rede mundiais de computadores, como a internet). (Wikipedia)

Por outro lado, TI também é definida por alguns como o conjunto dos conhecimentos que  se aplicam na utilização da informática envolvendo-a na estratégia da empresa para obter vantagem competitiva.

O profissional de TI

As tarefas de desenvolver, implementar e atualizar soluções computacionais cabem aos profissionais de TI. Por causa de sua amplitude, a área é dividida em várias especializações, tal como acontece com a medicina, por exemplo. Sendo assim, há profissional de TI para cada um dos seguintes segmentos: banco de dados, desenvolvimento, infraestrutura, redes, segurança, gestão de recursos, entre outros.

Para cada uma dessas áreas, há subdivisões, por exemplo, em desenvolvimento, há profissionais que atuam apenas com softwares comerciais (como ERP), outros que trabalham apenas com a criação de ferramentas para dispositivos móveis, outros que concentram suas atividades na internet e assim por diante.

Via de regra, interessados em seguir carreira na área de TI fazem cursos como ciência da computação, engenharia da computação e sistemas de informação, mas há outros, inclusive com foco mais técnico, como tecnologia em redes de computadores e tecnologia em banco de dados, além de cerificações e cursos de pós-graduação para profissionais já formados.

TI e o Engenheiro Civil

Existe um cargo específico para engenheiros civil especializados em TI: o Gerente de TI. De formação multidisciplinar, esse profissional tem a possibilidade de atuar como pivô nas estratégias da empresa e influenciar os processos de concepção e execução de obras

O gerente de TI deve atentar para dois pontos: a gama de processos que viabilizam a atividade da construção, desde os projetos até a execução; e a aliança com a estratégia. O desafio desse profissional é aumentar a produtividade da empresa como um todo. Pode se beneficiar da TI quem a tem como parte da estratégia ou quem produz informação, resume referindo-se às empresas de projeto. A possibilidade de expansão da tecnologia da informação dentro da construção pode, certamente, garantir expressivos retornos financeiros tanto para empresas quanto para profissionais.

TI e a Engenharia Civil

A divisão clássica do projeto em etapas seqüenciais com níveis de detalhamento crescente tem mudado nos últimos anos com o uso ferramentas da Tecnologia da Informação. Neste texto foram analisadas as contribuições que a TI deram no processo de projeto na Construção Civil.

A partir da década de 80 com a utilização da micro informática houve uma contribuição no processo de projeto com a automatização de tarefas especificas. Estas automatizações tornavam as atividades já existentes do processo de projeto mais rápidas e eficientes além de permitir um aumento do fluxo de informações a serem processadas. No começo essas ferramentas eram genéricas como planilhas eletrônicas, sistemas de banco de dados e editores de texto. Posteriormente foram utilizadas ferramentas especializadas para ajudar no desenvolvimento de desenhos (CAD), na elaboração de orçamentos e no gerenciamento de projetos. Foram criadas então as chamadas “ilhas de automação” onde diversas ferramentas eram utilizadas de forma independente em departamentos ou em empresas distintas. Na década de 90 as contribuições da TI no processo de projeto da Construção Civil permitiram que vários sistemas começassem a se integrar.  Os departamentos foram comunicáveis através de redes de computadores e sistemas cliente/servidor. Neste estágio os vários intervenientes do processo de projeto podiam trocar mais facilmente seus dados.

Atualmente com os avanços na área de comunicações e computação distribuída e a popularização da Internet, os vários sistemas operacionais, administrativos e de gerenciamento, são integráveis e colaborativos. Com isso pode-se aplicar a engenharia simultânea no processo de projeto onde os sistemas permitem a troca e o gerenciamento das informações dos diversos parceiros e diminuição no tempo de projeto com desenvolvimento de trabalhos em paralelo por vários agentes. Dessa forma é mais fácil integrar o projeto ao processo de produção pois podem ser discutidos antecipadamente todas as etapas e elementos do ciclo de vida da construção, desde o conceito inicial do projeto, tendo em vista qualidade, tempo e os requisitos dos clientes finais.

Coordenar projetos complexos, gerenciar fornecedores e adaptar-se às novas tecnologias são alguns dos desafios enfrentados pelos empresários e gestores que atuam nas áreas de Engenharia, Construção Civil e Arquitetura. Com a Tecnologia de Informação, o mercado é inundado de softwares de gerenciamento e planejamento, metodologias comprovadas e sistemas confiáveis, com implementação rápida, previsível e segura, que permitem um melhor gerenciamento e controle do empreendimento, seja de documentos, projetos e/ou materiais.

Via: Revista Techne, InfoWester, Wikipedia
Créditos: A CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO  AO PROCESSO DE PROJETO NA CONSTRUÇÃO CIVIL Luiz Antonio do NASCIMENTO Mestrando pela Escola Politécnica da USP. Eduardo Toledo SANTOS Doutor, Eng., Professor da Escola Politécnica da USP.

Evasão nas Universidades – Parte 2

A evasão universitária vem se impondo, ao longo do tempo, como uma realidade cada vez mais ostensiva no âmbito do ensino de graduação. Tal constatação, reafirmada por números alarmantes, vem aos poucos se mostrando com força o bastante para provocar, mais do que a simples curiosidade, o esforço efetivo no sentido de entender e explicar suas possíveis causas e conseqüências. E, portanto, acima de tudo, mobilizar a comunidade acadêmica na busca por soluções.

Os dados do Censo do Ensino Superior, divulgados pelo MEC, mostram que de 2008 para 2009, um total de 896.455 estudantes abandonaram a universidade, o que representa uma média de 20,9% do universo de alunos. Nas instituições públicas, 114.173 estudantes (10,5%) largaram os cursos. Nas particulares, um total de 782.282 alunos (24,5% dos estudantes) evadiram.

O cálculo leva em conta o número de estudantes que ingressaram quatro anos antes e o total de concluintes, isto é, os alunos que chegaram ao fim do curso em 2008. A média nacional ficou em 58,1%, sendo mais alta nas universidades públicas (63,8% nas estaduais e 62,4% nas municipais) do que nas privadas.

Causas

A evasão universitária é um fenômeno que se torna cada vez mais comum em universidades  públicas e privadas de  todo o mundo,  independentemente das peculiaridades sócio-econômicas e culturais de  cada país e das diferenças entre as diversas  instituições de ensino. A África do Sul, por exemplo,  apresenta  uma  taxa  de  40%  de  abandono  dos  estudantes  universitários  no  primeiro  ano  de  graduação. Sendo as principais causas deste, as dificuldades financeiras  enfrentadas pelos alunos além da baixa escolaridade e renda da família na qual estão inseridos.

Interessante  que  uma  das  maiores  taxas  de  abandono  entre  os  países  desenvolvidos  está  nos  Estados  Unidos,  onde  apenas  cerca de 50%  dos  jovens  dão  continuidade  ao  ensino  superior, mesmo considerando que  as  faculdades  naquele  país  permitem  uma  ampla  flexibilidade  na  formação – o  que  deveria minimizar  o  abandono  pelo  efeito  da opção  errada  pelo  curso.

No  Brasil,  em  alguns  casos,  o  baixo  desempenho  no ensino médio  reflete  no  desempenho  das  primeiras  disciplinas  do  curso  superior,  resultando  em  abandono do curso pelas  reprovações nos primeiros semestres. Outro  fator seria o  fato de o aluno  buscar o curso de baixa demanda com o objetivo de, após  ter  ingressado, procurar o curso de sua verdadeira  opção,  através  da  transferência  interna.  Como  isto  às  vezes  não  é  viabilizado pelo regulamento da Instituição, o aluno busca um novo concurso  vestibular, ou simplesmente desiste da graduação.

Um estudo inédito realizado na USP mapeou as causas da evasão no ensino superior. A pesquisa constatou que quase metade dos estudantes que desistem da graduação tiveram problemas no momento da escolha. Por pressões dos pais, por falta de informação sobre a faculdade ou sobre o mercado, 44,5% dos alunos acabam abandonando o que era seu sonho de realização profissional e se tornou a opção errada.

Outros 30,7% desistem por não gostarem da estrutura do curso que ingressaram. Depois, seguem os insatisfeitos com o mercado de trabalho e com a profissão, que somam 13,4%. Os que desanimam por razões pessoais –como problemas familiares, financeiros, afetivos– são 10,5%. Menos de 1% é motivado a largar a faculdade por não se adaptar à cidade em que ela se localiza.

Vários outros motivos levam o estudante a abandonar o ensino superior. Além de os jovens terem dificuldade para pagar a faculdade e se manterem durante o curso, há outro grande problema: a falta de acompanhamento acadêmico e pedagógico. Há países, como Japão, Finlândia e Suécia, que têm baixas taxas de evasão, principalmente por darem suporte ao estudante do começo ao fim do curso.Esse acompanhamento consiste na recuperação do aluno que vai mal, ajuda àqueles que têm problemas financeiros, atuação de professores tutores, entre outros.

Para a professora Yvette Piha Lehman, autora da pesquisa que defendeu como tese de livre docência, uma alternativa para as universidades evitarem o abandono é oferecer atendimento e orientação profissional.

Consequencias

As perdas financeiras com a evasão no ensino superior em 2009 chegam a cerca de R$ 9 bilhões, segundo cálculo do pesquisador do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia, Oscar Hipólito, com base nos números do Censo do Ensino Superior. Cada estudante custa por volta de R$ 15 mil ao ano na universidade pública e em média R$ 9 mil ao ano na instituição privada, de acordo com o pesquisador.

Para receber o aluno, as universidades têm de manter toda uma infraestrutura pronta, com prédios equipados, material de ensino, bibliotecas, além de pagar professores e funcionários. Na universidade pública, o valor é gasto mesmo se o estudante não está lá. Já no caso da instituição particular, as mensalidades de quem abandonou o curso deixam de ser pagas. “O fato de não ter aluno é custo. A instituição está pronta para ele. Esse é um dos problemas mais graves da educação brasileira em todos os níveis”, afirmou Hipólito. O pesquisador explica que o cálculo é uma média e tende a ser maior, já que há outros custos envolvidos na educação, como alimentação e transporte.

O Brasil tinha meta de chegar a 30% da população no ensino superior em 2010, mas não passou dos 13%. Para Hipólito, faltou e continua faltando uma política de longo prazo para mudar a situação. Um exemplo ao país, segundo o pesquisador, é a Coreia do Sul, que há cerca de 20 anos decidiu que investiria em educação. “Tem que focar. Eles focaram em ciências exatas e tecnologia. Hoje, compramos carros e TVs desenhados na Coreia. Enquanto isso, o Brasil não desenvolve nada, porque não tem tecnologia.”
Fontes: Gazeta do Povo, Folha, Contee, FotoSearch (Imagem)

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.