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Posts Etiquetados ‘estruturas inovadoras’

Floresta Vertical

05/03/2012 1 comentário

O arquiteto Stefano Boeri está colocando em prática na Itália um projeto sonhado há muito tempo, a construção de uma “Floresta Vertical“. Os dois prédios chamados “Bosco Verticale” (literalmente “Floresta Vertical), de 110 e 70 metros, cujas sacadas abrigarão árvores e outras plantas menores, formarão a primeira floresta vertical do mundo, bem no centro de Milão. Os prédios serão residenciais e cada apartamento terá seu próprio “pedaço de floresta”. Ao todo serão 900 árvores além de cerca de 5.000 arbustos e 11.000 plantas rasteiras, vegetação que normalmente ocuparia uma área de 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol. A segurança em relação ao peso e vento foi minuciosamente calculada, a “manutenção’ da vegetação ficará sob responsabilidade de uma empresa especializada.

O “Bosco Verticale” é a primeira peça de um projeto maior de Boeri, o “BioMilano, que pretende construir um cinturão verde ao redor da cidade italiana e restaurar fazendas abandonadas na periferia de Milão. Boeri argumenta que esta é uma resposta necessária à expansão da cidade moderna, uma tentativa de solucionar o problema da falta de verde nas grandes metrópoles. Os prédios serão totalmente sustentáveis, irão melhorar a qualidade do ar da cidade, já que a vegetação irá produzir umidade e absorver gás carbônico, terão mecanismos de energia eólica e fotovoltaica para aumentar o grau de autossuficiência energética e ainda contarão com um sistema de reaproveitamento da água utilizada para irrigação das plantas. Além disso, os próprios moradores também serão beneficiados já que o prédio ficará protegido da poluição e da radiação. Os apartamentos também terão maiores isolamentos térmico e acústico. O projeto teve início em 2007 e as construções devem ser finalizadas até o final desse ano.

Veja o vídeo de apresentação do projeto:

Outra ideia semelhante, porém ainda em planejamento é o “Urban Forest, a ser construído na China. Seu design seria mais ousado e inovador inspirado nas curvas irregulares das montanhas naturais encontradas no país. Ele teria 70 andares e abrigaria escritórios e apartamentos, mas ainda não há previsão para o início das obras.

Fontes: Revista Época, Revista Casa e Jardim

Sistema de construção Top-Down

08/12/2011 1 comentário

Você deve pensar que a melhor forma de se construir um prédio é de baixo para cima, andar por andar, certo? Bom, isso não é o que muitas empresas de construção estão fazendo no momento.

Top-Down aplicado a Prédios

O método de construção Top-Down consiste no trabalho de equipes em duas frentes simultâneas: nas fundações e na estrutura superior, que é escorada por fundações provisórias. Esse sistema possibilita a redução do tempo de obra, e torna desnecessária a construção de canteiro de obras, contribuindo para uma melhor utilização do espaço.

“É praticamente como se fossem dois projetos”, compara o projetista estrutural José Augusto Ávila, sócio-diretor da Ávila Engenharia. “À medida que a estrutura avança, é preciso verificar se o incremento das cargas da execução está de acordo com a capacidade da fundação provisória.”

Do catálogo de soluções em contenção da empresa Arcelor-Mittal, retiramos um exemplo de utilização do método top-down: o shopping center subterrâneo de Kolkata, na Índia. O departamento técnico da ArcelorMittal apresentou um projeto preliminar de parede de estaca-prancha para o proprietário. As estacas-pranchas  atuam unicamente como uma parede de contenção. As cargas verticais da estrutura superior de concreto são suportadas por um sistema de fundação separado. Como a estrutura foi construída com o método top-down, as lajes de concreto atuam como suporte transmitindo reações horizontais da parede de contenção. A vantagem principal do sistema top-down, a liberação rápida da área de construção do subsolo foi importante na medida em que a praça acima da construção devia ser reaberta o mais rápido possível para o público.

Clique para ampliar

Outro exemplo é o Edifício Virtus, no Rio de Janeiro. Em uma localização movimentada, a avenida Presidente Vargas, a construção do Edifício Virtus precisou superar uma série de desafios logísticos e executivos. Com fundações provisórias, uma vez que o uso de tirantes foi descartado, a obra evoluiu simultaneamente para cima e para baixo.

A escavação, dessa forma, é feita em uma área confinada, embaixo de cada laje, e com equipamentos menores. Dessa forma, tanto a escavação como a remoção da terra tornam-se difíceis.

Top-Down aplicado a Estruturas Subterrâneas

Neste método, as paredes subterrâneas de retenção são instaladas primeiro. Na maioria dos casos, essas muros de retenção são paredes-diafragma de concreto. A instalação das paredes é seguida pela escavação até um pouco abaixo do nível da laje superior da estrutura subterrânea, com as paredes de retenção e suportes de apoio do solo nas laterais. A laje superior é então construída, proporcionando um apoio maciço em toda a escavação. Aberturas de acesso à laje superior são feitas para que o trabalho, posteriormente, possa prosseguir para baixo até o nível da laje base da estrutura subterrânea. Após a conclusão da laje de base,as paredes laterais são construídas e os suportes intermediários são progressivamente eliminados. As aberturas de acesso à laje do telhado são então seladas e o solo é posteriormente restaurado e reintegrado.

1 – Instalação das paredes-diafragma;

2- Escavação e instalação de estrutura de metal;

3 e 4- Construção da estrutura subterrânea;

5- Construção da estrutura subterrânea;

6- Restauração e reintegração do solo.

Esse método tem a vantagem de reduzir barulho, sujeira e outros inconvenientes durante a obra. Porém, devido ao alto custo envolvido, é utilizado somente em prédios de alto nível, como por exemplo, a Shanghai Tower.

Essa torre super alta está sendo erguida na província de Pudong. A obra começou em 2008,  está prevista para ir até 2014, e ainda não se levantou sobre o solo. Essas paredes ao redor são temporárias (paredes-diafragma ou slurry walls), e servem apenas para barrar o fluxo de água subterrânea do local.

Fontes: Revista Técne, Gensler On, Land Transport Authority, Acerlor Mittal – Catálogo de Soluções em contenção - Estacionamentos subterrâneos.

Impressionante projeto de prédio subterrâneo

Os arquitetos do grupo mexicano BNKR Arquitectura desenvolveram um projeto impressionante. Eles pretendem criar um edifício de pouco mais de 304 metros de profundidade bem no centro da Cidade do México. Se for construído, esse ousado projeto arquitetônico não vai atrapalhar a vista de ninguém, além de economizar espaço na populosa capital mexicana. Chamado de Earthscraper (algo como “arranha-terra”, contrastando com skyscraper, tradução de arranha-céu), o projeto consiste em uma pirâmide de 65 andares de comprimento.

Dentro dela funcionaria um museu dedicado à cultura asteca, um shopping e vários apartamentos e escritórios. Para movimentar-se pela construção, a população usaria pontes espalhadas pelo centro oco do edifício, funcionando como transporte e ponto turístico, já que por elas seria possível ver o fundo do Earthscraper.

A proposta foi finalista em uma competição de arranha-céus, promovida pela revista eVolo no ano passado. A ideia dos autores era apresentar uma alternativa para o atual problema da falta de espaço para construir novos edifícios na capital mexicana.

Segundo o ArchDaily, o vidro seria o material dominante, fazendo com que os pedestres possam ver o que acontece lá dentro, além de permitir o acesso de luz solar ao local.

A construção seria em uma área central da Cidade do México, capital povoada por edifícios gigantes. O projeto ainda está em fase de inicial, portanto, não há previsão de início das obras – ou se elas vão acontecer algum dia.

Fontes:  Tecmundo, Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Exame

Imagens: Google Imagens

Edifício Transportável

22/09/2011 2 comentários

Na onda do Tudo Se Transporta, foi construído em Torku, na Finlândia, o primeiro edifício transportável do mundo!

Ele tem 220 toneladas e foi construído pela companhia finlandesa Neapo Oy. Iniciado em dezembro do ano passado, o projeto, com três andares, tem 12 metros de altura, 33 metros de comprimento e 12 metros de largura.

Depois de construído dentro do estaleiro STX de Turku, o edifício foi transportado em uma embarcação a um terreno alugado próximo ao litoral. A estrutura é toda feita de células de aço, particularmente rígidas, leves e resistentes. Sua instalação foi feita com ajuda de um guindaste.

O prédio, que conta com um área útil de 864 metros quadrados, demorou apenas oito meses para ficar pronto. A companhia responsável pela obra patenteou os painéis de aço utilizados para a construção. De acordo com a empresa, o material se destaca por ser resistente, rígido e leve, além de relativamente barato.

“Uma construção similar feita de concreto pesaria pelo menos cinco vezes mais, por isso não seria possível transportá-la da mesma maneira”, disse à rede de televisão estatal YLE o executivo-chefe da Neapo, Olli Vuola.

Especializada em construção residencial em módulos, a companhia finlandesa pretende exportar esta tecnologia inovadora a outros países, especialmente a regiões da Ásia onde terremotos são comuns.

Acompanhe as etapas da construção:



Via: ZAP, F5

Imagens: O GLOBO

A nova Torre de Energia Solar

08/09/2011 1 comentário

Um novo conceito de energia, chamado Torre de Energia Solar, pode gerar eletricidade suficiente para 100.000 lares. Parecendo uma chaminé gigante, não lança nenhuma emanação nociva – apenas ar aquecido pelo sol.

Demonstrado há mais de 20 anos, o projeto básico utiliza coletores solares para aquecer o ar perto da superfície da Terra e depois canalizá-la até a torre central. Turbinas colocadas na parte inferior produzem eletricidade a partir da corrente ascendente.

Até 2013 deve começar a construção de uma torre solar de aproximadamente 790 m de altura, que deverá fornecer energia para cerca de 100 mil residências no Estado do Arizona, e manterá 830 mil toneladas de gases de efeito estufa fora da atmosfera por ano. O projeto é da empresa de energia renovável australiana EnviroMission, que contratou a construtora Hensel Phelps para as obras.

Divulgação: EnviroMission

A torre, com custo estimado em US$ 750 milhões, será conectada a uma estufa com 4,8 km de diâmetro no máximo. A estufa servirá para esquentar o ar através da radiação solar, sendo que a temperatura naquele espaço, segundo os engenheiros, poderá chegar a até 72 °C. O ar mais quente, e portanto mais leve,  sobe para a torre, por onde propulsiona 32 turbinas durante sua passagem, gerando até 200 MW de energia.

A torre será uma das estruturas mais altas do mundo, ficando atrás somente do Burj Khalifa, em Dubai, com 811 m, e do futuro Kingdom Tower, de 1600m. A torre precisa ser alta para que o ar no topo da estrutura seja frio o bastante para que a diferença de temperatura seja maior e o ar quente suba com maior velocidade. De acordo com a empresa, a cada 97 m, o ar diminui sua temperatura em aproximadamente 16 °C.

A configuração ideal é de 800 - a 1.000 metros de torre (duas vezes a altura do Empire State Building) cercada por uma cobertura de efeito estufa de 1,5 milhas (2,5 quilômetros) de raio no chão. É um marco considerável, mas com o aumento do custo de combustíveis fósseis, essa estrutura está se tornando mais comercial.

A Arup, que está desenvolvendo o projeto estrutural, afirma que a torre deverá ser construída com concreto reforçado, e a estufa, em steel frame. Para provocar o efeito estufa, a estrutura de aço será coberta por uma camada de vidro e uma camada translúcida de ETFE (etileno tetrafluoretileno).

Assista ao video:

Divulgação: EnviroMission

Um dos maiores problemas do projeto será a logística em pleno deserto do Arizona. Para a construção de uma estrutura deste porte, há a necessidade de uma grande infraestrutura para transporte e estoque de materiais e alojamento dos quase 1,5 mil trabalhadores.

Em 1989, um protótipo da torre foi construído em Manzanares, na Espanha, pela Schlaich Bergermann. Em escala menor, com apenas 194 m de altura, a torre metálica chegou a produzir 50 kW de energia, sendo que a estufa tinha 240 m de diâmetro.

Divulgação: EnviroMission

Via: Pini WEB, Live Science

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