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Posts Etiquetados ‘estruturas alternativas’

Férias na montanha

Com o desafio de construir uma casa sem modificar a bela paisagem das montanhas, os arquitetos Bjarne Mastenbroek e Christian Müller desenharam a residência abaixo, localizada na cidade de Vals (Suíça).


Enterrada na montanha, o acesso à casa se dá através de um túnel subterrâneo que parte de um barracão de madeira.

Apesar do aconchegante design de exterior marcado pela presença de concreto e pedras, a maior beleza da obra sem dúvida é a preservação da vista repleta de vales e vegetação exuberante, ainda mais bonitos com a neve do inverno.


Fonte: Casa Vogue

Sistema de construção Top-Down

08/12/2011 1 comentário

Você deve pensar que a melhor forma de se construir um prédio é de baixo para cima, andar por andar, certo? Bom, isso não é o que muitas empresas de construção estão fazendo no momento.

Top-Down aplicado a Prédios

O método de construção Top-Down consiste no trabalho de equipes em duas frentes simultâneas: nas fundações e na estrutura superior, que é escorada por fundações provisórias. Esse sistema possibilita a redução do tempo de obra, e torna desnecessária a construção de canteiro de obras, contribuindo para uma melhor utilização do espaço.

“É praticamente como se fossem dois projetos”, compara o projetista estrutural José Augusto Ávila, sócio-diretor da Ávila Engenharia. “À medida que a estrutura avança, é preciso verificar se o incremento das cargas da execução está de acordo com a capacidade da fundação provisória.”

Do catálogo de soluções em contenção da empresa Arcelor-Mittal, retiramos um exemplo de utilização do método top-down: o shopping center subterrâneo de Kolkata, na Índia. O departamento técnico da ArcelorMittal apresentou um projeto preliminar de parede de estaca-prancha para o proprietário. As estacas-pranchas  atuam unicamente como uma parede de contenção. As cargas verticais da estrutura superior de concreto são suportadas por um sistema de fundação separado. Como a estrutura foi construída com o método top-down, as lajes de concreto atuam como suporte transmitindo reações horizontais da parede de contenção. A vantagem principal do sistema top-down, a liberação rápida da área de construção do subsolo foi importante na medida em que a praça acima da construção devia ser reaberta o mais rápido possível para o público.

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Outro exemplo é o Edifício Virtus, no Rio de Janeiro. Em uma localização movimentada, a avenida Presidente Vargas, a construção do Edifício Virtus precisou superar uma série de desafios logísticos e executivos. Com fundações provisórias, uma vez que o uso de tirantes foi descartado, a obra evoluiu simultaneamente para cima e para baixo.

A escavação, dessa forma, é feita em uma área confinada, embaixo de cada laje, e com equipamentos menores. Dessa forma, tanto a escavação como a remoção da terra tornam-se difíceis.

Top-Down aplicado a Estruturas Subterrâneas

Neste método, as paredes subterrâneas de retenção são instaladas primeiro. Na maioria dos casos, essas muros de retenção são paredes-diafragma de concreto. A instalação das paredes é seguida pela escavação até um pouco abaixo do nível da laje superior da estrutura subterrânea, com as paredes de retenção e suportes de apoio do solo nas laterais. A laje superior é então construída, proporcionando um apoio maciço em toda a escavação. Aberturas de acesso à laje superior são feitas para que o trabalho, posteriormente, possa prosseguir para baixo até o nível da laje base da estrutura subterrânea. Após a conclusão da laje de base,as paredes laterais são construídas e os suportes intermediários são progressivamente eliminados. As aberturas de acesso à laje do telhado são então seladas e o solo é posteriormente restaurado e reintegrado.

1 – Instalação das paredes-diafragma;

2- Escavação e instalação de estrutura de metal;

3 e 4- Construção da estrutura subterrânea;

5- Construção da estrutura subterrânea;

6- Restauração e reintegração do solo.

Esse método tem a vantagem de reduzir barulho, sujeira e outros inconvenientes durante a obra. Porém, devido ao alto custo envolvido, é utilizado somente em prédios de alto nível, como por exemplo, a Shanghai Tower.

Essa torre super alta está sendo erguida na província de Pudong. A obra começou em 2008,  está prevista para ir até 2014, e ainda não se levantou sobre o solo. Essas paredes ao redor são temporárias (paredes-diafragma ou slurry walls), e servem apenas para barrar o fluxo de água subterrânea do local.

Fontes: Revista Técne, Gensler On, Land Transport Authority, Acerlor Mittal – Catálogo de Soluções em contenção - Estacionamentos subterrâneos.

Sistemas de Drenagem Sustentável

10/11/2011 3 comentários

Verão chegando, e com ele a tradicional preocupação com as chuvas e as enchentes. A impermeabilização do solo é a principal causa dos problemas que enfrentamos. A falta de planejamento urbano no passado leva à necessidade de onerosas obras de prevenção de inundações atualmente. As medidas adotadas para a melhoria da drenagem urbana vêm, entretanto, passando por uma evolução notável quanto à sua abrangência, foco e principalmente quanto ao impacto ambiental que causam.

A visão antiga da drenagem urbana tinha como princípios: remover as águas pluviais para jusante executar projetos e obras, como medida estrutural para resolver os problemas e a base de análise era somente econômica. Já a visão moderna busca a compreensão integrada do meio ambiente: social, legal, institucional e tecnológica.

Os fundamentos da drenagem urbana moderna estão basicamente em não transferir os impactos à jusante, evitando a ampliação das cheias naturais, recuperar os corpos hídricos, buscando o reequilibro dos ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos) e considerar a bacia hidrográfica como unidade espacial de ação.

Nesse contexto, surgem os Sistemas de Drenagem Sustentáveis (SiDS), soluções de drenagem que fornecem uma alternativa para a canalização direta de águas superficiais. Imitando regimes de drenagem natural, SiDS visam reduzir as inundações, melhorar a qualidade da água e aumentar a comodidade e a biodiversidade do meio ambiente. SiDS alcançam isso diminuindo as taxas de fluxo, aumentando a capacidade de armazenamento de água e reduzindo o transporte de poluição ao meio ambiente aquático.

5 Principais Medidas de Drenagem Sustentável

Captação de água da chuva: Sistemas de aproveitamento de água de chuva são uma tecnologia sustentável para captação e aproveitamento da água da chuva a partir da cobertura de qualquer tipo de edificação, como casas, prédios residenciais e comerciais,galpões industriais etc. O sistema consiste em recolher, filtrar, armazenar e disponibilizar esta água para uso em área externa ou interna, de acordo com as recomendações da Norma 15527 da ABTN – Associação Brasileira de Normas Técnicas.A água de chuva só deve ser usada em ambientes urbanos para fins não-potáveis (isto é, não deve ser usada para beber, banho, lavagem e cozimento de alimentos). Entre seus principais usos estão: descarga de vasos sanitários; regas de hortas e jardins; lavagem de pisos, quintais e automóveis. Na área rural também destina-se a irrigação de plantações, lavagem de criatórios de animais e bebedouro, entre outros. Além de diminuir a quantidade de água que recai nos sistemas de drenagens urbanos, a captação contribui para economizar na conta da água, além de servir como reserva em épocas de racionamento.

Bacias de detenção e retenção: A bacia de detenção é um tanque com espelho d´água permanente, construído com os objetivos de reduzir o volume das enxurradas, sedimentar cerca de 80% dos sólidos em suspensão e o controle biológico dos nutrientes. Servem a uma única propriedade ou podem ser incorporados ao plano regional de controle das enchentes urbanas. Existe também a bacia de retenção, projetada para armazenar temporariamente o volume das enxurradas e liberá-lo lentamente, a fim de reduzir a descarga de pico à jusante. Como a outra bacia (permanente), dispõe de estruturas hidráulicas de esgotamento.

Pisos permeáveis: seu principal objetivo é aumentar a área permeável nos centros urbanos e assim reduzir o impacto das enchentes. São os pisos em terra (areia grossa lavada), cascalho, grama, perfil com materiais drenantes (com geotêxteis, inclusive, para evitar a colmatação), com blocos permeáveis de cerâmica ou concreto e concreto permeável.Pode ser aplicado em substituição a pavimentação em locais de tráfego lento como: arruamento de condomínios, acostamento de estradas, trilhas, acesso de pedestres, bacias de infiltração, além de estacionamentos de empresas, shoppings e supermercados.Muitos são os benefícios ambientais deste sistema. Atua na prevenção das enchentes ao deixar a água das chuvas infiltrar em sua estrutura, diferente do que ocorre nos asfaltos comuns. Também ajuda na redução das ilhas de calor, recarga dos aquíferos subterrâneos, remediação da poluição do pluvial e manutenção das vazões dos cursos d’água nas épocas de seca.

Áreas Verdes: São várias as vantagens da arborização urbana: dá sombra, reduz a temperatura do pavimento e das águas das enxurradas, atenua o ruído, filtra o ar, dá frutos (às vezes comestíveis) e embeleza a rua onde está localizada. Mas o principal benefício é, sem dúvida, a retenção de parte das águas da chuva, diminuindo o escorrimento superficial e alimentandoo lençol freático. Além disso, a revitalização dos rios, com o reflorestamento das margens, diminui a erosão e impede o assoreamento do rio, enxurradas e enchentes subsequentes.

Bacias de infiltração: também conhecidas como RainGardens(Jardins de Chuva), são uma depressão no terreno com as finalidades de: reduzir o volume das enxurradas, remover alguns poluentes e promover a recarga da água subterrânea. As plantas, cobertura morta e solo em um jardim da chuva combinam processos naturais físicos, químicos e biológicos para remover poluentes do escoamento, além de valorizar esteticamente a área. É geralmente construído às margens de rodovias, estradas e demais áreas fortemente impermeabilizadas. Os problemas ligados à impermeabilização do solo devido à ocupação humana não param de aumentar e não podem ser resolvidos simplesmente através da construção de grandes obras de drenagem.

Desta forma, podemos adotar saídas ecologicamente responsáveis para os problemas que nós mesmos causamos, através da urbanização desenfreada e da ocupação indevida das margens e várzeas dos rios.

 As medidas sustentáveis vistas neste artigo são apenas algumas das diversas estratégias necessárias para solucionar essa grande questão. No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observam são ações isoladas por parte de algumas cidades. É necessária a mobilização de cidadãos e governo para que se possa reduzir os danos materiais e vítimas gerados pela urbanização sem planejamento.

Fonte: Impermeabilização dos Solos Urbanos – Problemas e Soluções. Freitas, Ítrio T.W.; Mendes, Júlia C.; Miranda, Gabriel S.B.; Mazzucchelli, Paola M.; Garcia, Pedro H. Universidade Federal de Juiz de Fora. Novembro 2011.

Mais sobre o assunto: Ecopavimento e Concreto Permeável

Criatividade Incomparável

Hoje, veja 3 projetos de cair o queixo. Sejam eles criativos, inovadores ou inusitados, os arquitetos vêm dando trabalho para os engenheiros há muito tempo. Os resultados, por sua vez, são estruturas inéditas, lindíssimas. Confira: (Clique nas imagens para ampliar)

Inovador – A Casa Caracol

O que você imagina quando enrola uma folha de papel em formato de caracol? O engenheiro e arquiteto Christopher Daniel pensou em uma casa pré-fabricada constituída de um único material na sua superfície externa, do começo ao fim.

“Estava brincando com um plástico e o enrolei em forma de turbante. Foi quando tive a ideia da casa Califórnia roll”, conta o sul coreano de 29 anos, que levou quase quatro anos até concluir o projeto em 2011.

A superfície externa é envolvida por um material de alta eficiência energética adaptado a climas hostis, como o deserto, onde a variação de temperatura é drástica. A incidência de luz que entra pelo vidro pode ser controlada eletronicamente.

Para Christopher, a tecnologia aplicada na arquitetura é capaz de proporcionar novas experiências e, até mesmo, de transformar o estilo de vida convencional. “A arquitetura e o design ainda são conservadores diante das inovações tecnológicas disponíveis. Essa combinação seria interessante para demarcar uma evolução arquitetônica”, acredita.

Uma outra influência de Daniel são os filmes. “Os cineastas são mais bem treinados para direcionar o olhar do público”, considera. Daniel coloca o filme de ficção científica “Tron”, filmado em 1982. “A vista noturna do California Roll é uma evidente influência dele.”

Criativo – A Casa-Folha

Eleita como um dos 100 melhores projetos arquitetônicos de 2007 pela Architectural Digest Magazine, a Casa Folha recebeu este nome pelo desenho orgânico de suas coberturas.

Criada por Mareines + Patalano Arquitetura é uma casa de praia com 800 m², localizada no Rio. Ela é de frente para o mar, com deck para barco, som dentro da piscina e muita madeira. Os vãos e pé direito alto permitem que o vento do mar passe pela casa inteira.

Inusitado – Hotel de Asas

Após uma longa viagem aérea, você chega a seu destino e finalmente vai descansar em terra firme… dentro de um outro avião. Pelo menos se  você for para Quepos, na Costa Rica. Isso porque o Costa Verde Resort transformou um Boeing 727de 1965 em duas suítes. A aeronave foi transportada peça a peça do aeroporto de San José até o local em que fica o hotel. Lá, foi montada e colocada sobre um pedestal com mais de 150 metros de altura.

Divulgação

Fontes: Revista Casa e Jardim, Folha Online, Hypeness

Impressionante projeto de prédio subterrâneo

Os arquitetos do grupo mexicano BNKR Arquitectura desenvolveram um projeto impressionante. Eles pretendem criar um edifício de pouco mais de 304 metros de profundidade bem no centro da Cidade do México. Se for construído, esse ousado projeto arquitetônico não vai atrapalhar a vista de ninguém, além de economizar espaço na populosa capital mexicana. Chamado de Earthscraper (algo como “arranha-terra”, contrastando com skyscraper, tradução de arranha-céu), o projeto consiste em uma pirâmide de 65 andares de comprimento.

Dentro dela funcionaria um museu dedicado à cultura asteca, um shopping e vários apartamentos e escritórios. Para movimentar-se pela construção, a população usaria pontes espalhadas pelo centro oco do edifício, funcionando como transporte e ponto turístico, já que por elas seria possível ver o fundo do Earthscraper.

A proposta foi finalista em uma competição de arranha-céus, promovida pela revista eVolo no ano passado. A ideia dos autores era apresentar uma alternativa para o atual problema da falta de espaço para construir novos edifícios na capital mexicana.

Segundo o ArchDaily, o vidro seria o material dominante, fazendo com que os pedestres possam ver o que acontece lá dentro, além de permitir o acesso de luz solar ao local.

A construção seria em uma área central da Cidade do México, capital povoada por edifícios gigantes. O projeto ainda está em fase de inicial, portanto, não há previsão de início das obras – ou se elas vão acontecer algum dia.

Fontes:  Tecmundo, Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Exame

Imagens: Google Imagens

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