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Posts Etiquetados ‘Engenharia Civil’

Adições Minerais ao Concreto de Cimento Portland

Os agregados minerais são compostos por uma mistura que pode reunir pó de quartzo, materiais metálicos, escória granulada de alto forno, sílica ativa, metacaulin, pigmentos e aditivos. O uso dessas adições tem proporcionado concretos cada vez mais resistentes e duráveis, com a simplicidade de apenas melhorar as propriedades já existentes no concreto tradicional.

Quando se substitui parte de cimento Portland por cinza volante, cinza de casca de arroz, escória de alto-forno, sílica ativa, cada uma destas adições minerais atua de modo distinto, de acordo com sua granulometria e atividade química ou física.

O desenvolvimento das reações pozolânicas proporciona a formação de compostos hidratados mais homogêneos e induz a uma diminuição nos teores de hidróxido de cálcio na solução dos poros do concreto, originando uma pasta mais densa e homogênea, substituindo poros grandes por menores, o que dificulta o ingresso e deslocamento de agentes agressivos no interior da pasta.  Por efeito físico, as partículas pequenas propiciam um maior empacotamento com o cimento e diminuem o efeito parede da zona de transição, promovendo o aumento da resistência do concreto. A proporção para substituição do cimento por adições varia conforme o tipo de adição.

O uso de adições minerais traz grande benefício à sociedade, por dar um destino a esses resíduos e, principalmente, por reduzir o consumo de energia e poluição do ar gerados pela produção do cimento, ao substituir grande parte desse produto na indústria da construção civil.

De acordo com o tipo de adição e dosagem, diversas características importantes podem ser obtidas:

  • Redução do calor de hidratação;
  • Incremento de resistência em idades avançadas;
  • Melhoraria da coesão;
  • Diminuição da exudação;
  • Melhoria da fluidez do concreto;
  • Melhoria da resistência na zona de transição entre a pasta e o agregado;
  • Redução da permeabilidade;
  • Influência na resistividade elétrica;
  • Aumento da resistência química.

Pozolanas:

“Material silicoso ou sílico-aluminoso que em si mesmo possui pouca ou nenhuma propriedade cimentante mas, numa forma finamente dividida e na presença de umidade, reage quimicamente com o hidróxido de cálcio a temperaturas ambientes para formar compostos com propriedades cimentantes.” (Mehta e Monteiro (1994, p.217)

As pozolanas podem ser naturais, materiais de origem vulcânica, geralmente ácidos, ou de origem sedimentar; podem também ser artificiais, materiais provenientes de tratamento térmico ou subprodutos industriais com atividade pozolânica (NBR 5736/91). Exemplos mais comuns:

Sílica ativa – mais utilizada em concreto de alto desempenho em todo mundo. Sua contribuição consiste na alta reatividade nas primeiras idades, induzindo a um aumento nas resistências mecânicas iniciais e finais; diminuição da taxa de absorção e no aumento da resistência capilar.

Cinza volante – melhora a trabalhabilidade e a coesão, diminuindo a exsudação e a segregação, facilitando a operação de transporte, lançamento e o acabamento, pois ocorre o retardamento do tempo de pega, baixo calor de hidratação; redução da permeabilidade e aumento da durabilidade.

Cinza de casca de arroz (Imagem) - comportamento similar ou até melhor que a sílica ativa. Por isso, alguns pesquisadores a consideram como uma ‘superpozolana’, quando obtida por meio de queima controlada.

Filler calcário – devido às suas propriedades físicas, tem um efeito benéfico sobre as propriedades do concreto convencional, tais como: trabalhabilidade, densidade, exsudação, permeabilidade, capilaridade. É quimicamente inerte – não possui atividade pozolânicas.

Cal hidratada (imagem) – tem por finalidade repor parcialmente ou totalmente, as reservas de hidróxido de cálcio para as reações pozolânicas e, ainda, restabelecer a reserva alcalina do concreto, a qual sofre decréscimo variável dependendo da reatividade e teor de cada adição. A adição de cal hidratada diminui a porosidade total, com a formação de uma estrutura mais densa e acelera a taxa de hidratação do cimento.

Embora em outros países seja corrente o emprego da escória de alto forno em canteiros de obras ou usina, onde ela é adicionada ao concreto preparado com cimento Portland tradicional, no Brasil esse prática é restrita por razões diversas, incluindo-se a falta de dados técnicos e desenvolvimento de métodos a respeito.

 Fontes: Cimento Itambé

Paulo Ricardo de Vargas Furquim – ESTUDO ESTATÍSTICO DE PRODUÇÃO DE CONCRETOS COM ADIÇÕES MINERAIS

Cura do Concreto de Cimento Portland

A cura é uma série de procedimentos adotados para controlar a hidratação do cimento, para que o concreto endureça corretamente e as estruturas apresentem, após o processo completo, o desempenho esperado. Uma das principais funções da cura é evitar que o concreto perca água para o ambiente e retraia abruptamente, o que acarreta o surgimento de fissuras.

O endurecimento do concreto ocorre por um processo químico de hidratação. Hidratação é a reação entre cimento e água que dá origem às características de pega e endurecimento. A velocidade de hidratação, por sua vez, depende da composição e finura do cimento, da presença ou não de aditivos e de condições externas, como temperatura e umidade relativa do ar.

Ao contrário do que se possa pensar, para uma boa cura não basta deixar o concreto simplesmente secar ao tempo. É um processo mediante o qual se mantêm um teor de umidade satisfatório, evitando a evaporação de água da mistura, garantindo ainda, uma temperatura favorável ao concreto durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes, de modo que se possam desenvolver as propriedades desejadas.

As características superficiais são as mais afetadas por uma cura inadequada como a permeabilidade, a carbonatação, a presença de fissuração, etc. Nos concretos convencionais, com emprego de valores de relação água cimento (a/c) maiores que os dos concretos de alto desempenho, há unanimidade em aceitar que a cura adequada é condição essencial para a obtenção de um concreto durável.

A cura do concreto deve ser iniciada imediatamente após o endurecimento superficial.

As especificações indicam que se deve manter o concreto numa temperatura acima de 10°C e em condições de saturação, pelo menos durante os sete primeiros dias depois de lançado, para concretos produzidos com cimento Portland. Quanto mais tempo durar a cura (até três semanas), melhor será para o concreto.

tabela1

A cura pode ser feita por um dos seguintes processos:

Cura úmida: deve-se manter a superfície do concreto úmida por meio de aplicação de água na sua superfície, manter o concreto coberto com água ou totalmente imerso em água para evitar que ocorra evaporação da mesma.

  • Aplicação de folhas de papel (como por exemplo, sacos de cimento vazios), de tecidos (aniagem, algodão) ou camadas de terra ou areia (com espessura de 3 a 5 cm) mantido úmidos durante o período de cura;
  • Aplicação de lonas ou lençóis plásticos impermeáveis, de preferência de cor clara (para evitar o aquecimento excessivo do concreto). A prática mais comum é molhar o concreto por aspersão de água, e/ou usar panos ou papel para reter a umidade junto ao concreto o máximo possível;

Cura química: consiste em aspergir um produto que forma uma película na superfície do concreto e que impede que haja evaporação da água do concreto (imagem abaixo);

Cura ao ar do concreto: não são tomados cuidados especiais para se evitar a evaporação prematura da água necessária para a hidratação do cimento.

Cura térmica: feita em câmaras, contribui para a otimização do traço ao mesmo tempo em que garante a umidade necessária ao concreto, acelerando a velocidade de ganho de resistência pelo aquecimento. É considerada a cura mais eficiente e é muito utilizada em empresas que trabalham com concreto pré-moldado.

Fontes: Revista Téchne, DIVISI Engenharia

Quarta Universitária – Humor: Fatos de Engenharia

Após um belo (e cansativo) dia de estudo de engenharia, aposto que o colega universitário quer mais é relaxar e se divertir, certo? Então veio ao lugar certo!

Hoje o Blog PET Civil apresenta a vocês uma coletânea das melhores montagens (ou não) de humor da blogosfera engenherística brasileira.

Antes de começar o momento descontração, atentem: o que será mostrado aqui é muitas vezes um exagero, feito apenas para provocar risadas. A engenharia é um curso difícil, sim, mas muito gratificante e interessante. Talvez no fuuundo, no fundo, só no fundo, exista uma pontinha de verdade nas imagens abaixo. =)

Então, sem mais delongas, vamos lá!

1 – Banana Flambada

2 – Biscoito Integral

Ok. tá bom de comida porque eu tô com fome.

3 – Relacionamentos Difíceis

4 – A melhor questão de prova de cálculo do mundo

5 – Como é ser engenheiro

aaaah tá, né.

6 – Motivando o Calouro

7 – Integrando na mão de Deus

8 – A verdade sobre os professores

Tenho certeza que isso acontece!

9 – E terminando, a mensagem:

Pessoal, engenharia é bom demais. Ter o poder de transformação de um engenheiro é um privilégio para poucos. E exige muita dedicação. Então, estudem com afinco, porque daqui a alguns anos estaremos suando a camisa fazendo aquilo que gostamos!

Imaginem quantos projetos, viagens e construções não estarão no nosso caminho?

Mas só por precaução…

Rsrsrsrsrs…

Fontes: Facebook – Engenharia Facts e Engenharia Depressã0

Quarta Universitária – Os minicursos deste semestre já estão marcados!

Como é de praxe todo o semestre, o PET Civil oferecerá minicursos de softwares indispensáveis para uma graduação diferenciada.

O domínio destas ferramentas garante o desempenho dos alunos em uma boa formação em Engenharia Civil.

Excel 2007

Microsoft Office Excel  é um programa de planilha eletrônica escrito e produzido pela Microsoft. Seus recursos incluem uma interface intuitiva e capacitadas ferramentas de cálculo e de construção de gráficos que, juntamente com marketing agressivo, tornaram o Excel um dos mais populares aplicativos de computador até hoje.

No minicurso, são abordadas as ferramentas e fórmulas básicas, confecção de gráficos e manipulação de dados, capacitando o aluno para a resolução de inúmeros problemas que surgirão ao decorrer do curso, inclusive facilitando a execução de relatórios de ensaios.

Data: 10/04/2012

Hora: 14 às 18h

Calculadora HP50g

A calculadora gráfica mais avançada da HP oferece maior flexibilidade e potência para profissionais dedicados à matemática, ciência, engenharia e para estudantes universitários. A calculadora gráfica 50g tem um sistema computadorizado de álgebra, exibição passo a passo de solução de problemas, modos de múltipla entrada (RPN, algébrico e texto), e mais de 2300 funções embutidas contribuem para sua flexibilidade e facilidade de uso.

Se você já se sentiu meio perdido ao ler a descrição, espere até colocar suas mãos nessa calculadora que, reza a lenda, consegue rodar jogos de Game Boy.

O minicurso apresenta as funções mais utilizadas em Engenharia Civil, configurações da calculadora e dicas para o uso mais proveitoso e mais rápido dessa potente ferramenta.

Dia: 17/04/2012

Hora: 14 às 18h

Calculadora Casio (e similares)

Calculadora científica destinada a operações de engenharia, o modelo Standard da fabricante Casio é projetada e desenvolvida pensando na facilidade de operação. Possui visor de 2 linhas, função de repetição, exibição de retrocesso de etapas, edição de dados, chamada fácil e rápida de fórmulas previamente executadas para edição e reexecução.

No entanto, ao usuário desinformado, as funções tão úteis dessa calculadora passam despercebidas, tornando os cálculos demasiadamente trabalhosos.

No minicurso, o aluno terá noções de configuração e uso apropriado da calculadora, voltado para finalidades de engenharia, como Topografia e Laboratório de Física.

Dia: 19/04/2012

Hora: 14 às 16h

AutoCad

AutoCAD é um software do tipo CAD — computer aided design ou desenho auxiliado por computador - criado e comercializado pela Autodesk desde 1982. É utilizado principalmente para a elaboração de peças de desenho técnico em duas dimensões (2D) e para criação de modelos tridimensionais (3D). É amplamente utilizado em arquitetura, design de interiores, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia geográfica, engenharia elétrica e em vários outros ramos da indústria.

Sua importância para o curso de Engenharia Civil é óbvia e fundamental. Serão abordados, no minicurso, os comandos básicos necessários para a confecção de uma planta baixa e as principais funções do programa.

Dias: 04/05/2012 das 16 às 18h e 07/05/2012 13 às 15h

Edição Digital de Imagens usando Photoshop

Adobe Photoshop é um software caracterizado como editor de imagens bidimensionais do tipo raster desenvolvido pela Adobe Systems. É considerado o líder no mercado dos editores de imagem profissionais, assim como o programa de facto para edição profissional de imagens digitais e trabalhos de pré-impressão.

O programa faz muito mais do que manipular e retocar fotos. Seu domínio leva a apresentações de slides melhores e mais sofisticadas, melhoria de imagens de trabalhos e criação de botões e cartazes. O minicurso constará de 2 partes: manipulação de imagens já existentes e criação de novas figuras.

Dias: 2/04/12 e 9/04/12

Hora: 18 às 19:30

LaTeX

\mathrm{L\!\!^{{}_{\scriptstyle A}} \!\!\!\!\!\;\; T\!_{\displaystyle E} \! X} (ou simplesmente LaTeX, em forma escrita) é um conjunto de macros para o processador de textos \mathrm{T\!_{\displaystyle E} \! X} (TeX), utilizado amplamente para a produção de textos matemáticos e científicos devido à sua alta qualidade tipográfica. Entretanto, também é utilizado para produção de cartas pessoais, artigos e livros sobre assuntos muito diversos. Possui abstrações para lidar com bibliografias, citações, formatos de páginas, referência cruzada e tudo mais que não seja relacionado ao conteúdo do documento em si.

LaTeX é um editor de texto programável, ideal para trabalhos longos, onde a forma é pré-definida e menos importante do que o conteúdo.

Ao finalizar o minicurso, o aluno terá as noções fundamentais dos principais comandos do processador de texto. Será capaz de entender e adaptar novos formatos e de desenvolver seus próprios documentos.

Dias: 30/04/2012 e 01/05/2012

Hora: 14 às 16h

R

R é uma linguagem e ambiente para computação estatística e gráficos. R fornece uma ampla variedade de estatísticas (modelagem linear e não linear,testes estatísticos clássicos, análise de séries temporais, classificação, clustering,…) e técnicas gráficas, e é altamente extensível.

É um software similar o MatLab, com a vantagem de ser gratuito. No minicurso serão ensinadas as principais funções e comandos para o perfeito uso do programa.

Data estimada: 22/04/2012

Hora ainda não especificada.

SketchUp

SketchUp é um software proprietário para a criação de modelos em 3D no computador. O SketchUp está disponível em duas versões: a versão profissional, PRO, e a versão gratuita, (para uso privado, não comercial). Pode ser usado por qualquer atividade profissional que necessite desenvolver rascunhos de produtos tridimensionais. O resultado é um modelo que pode ser usado para gerar animações ou de qualquer ângulo de perspectiva que se deseje.

Este programa permite que muitas ideias em estágio inicial sejam modeladas. Sua utilidade para Engenharia Civil e Arquitetura é notável, principalmente nas disciplinas de Projeto Arquitetônico. Ao concluir o minicurso, o participante deverá saber as principais ferramentas de desenho e cobertura, permitindo a ele o esboço de uma casa com escada.

Dia: 27/04/2012

Hora: 14 às 18h

Inscrições

  • Vagas limitadas e determinadas por ordem de inscrição. É possível fazer inscrição em quantos minicursos desejar. Preferencial para alunos da Engenharia Civil.
  • Todos os minicursos ocorrem na sala do PET Civil, no Galpão 1 (Engenharia Civil), ao final do corredor. O número de computadores é limitado. É possível levar computador pessoal, neste caso, o participante deve chegar com ao menos 20 minutos de antecedência para instalar o programa.
  • Serão tolerados atrasos de até 10 minutos após a hora determinada para início do minicurso. Após esse tempo, a porta da sala será fechada. Buscamos assim evitar interrupções e recomeços prejudiciais ao andamento da aula.
  • Clique na imagem para ser direcionado à página de inscrições. (Abertas a partir de sexta-feira, dia 30/03)

Visita técnica: Obra Green Park Life – Alvenaria Estrutural

No dia 16 de março de 2012, a Construtora Tenda recebeu petianos e colaboradores em seu canteiro de obras. No bairro São Pedro, em Juiz de Fora, o engenheiro Luiz Cesar Nascimento apresentou aos alunos o método construtivo do conjunto de 10 blocos de edifícios em alvenaria estrutural.

No local estava sendo finalizada a obra de 220 unidades de 2 e 3 quartos. Em cidades como Belo Horizonte, o engenheiro mencionou que a Tenda já construiu conjuntos de 6000 unidades. No total, o governo federal pretende financiar mais de 2 milhões de unidades.

Sobre a empresa: A Construtora Tenda é uma das principais construtoras e incorporadoras do país com foco em empreendimentos econômicos. Após a compra pela Gafisa, se tornou a empresa em 1º lugar no ranking de construção civil no Brasil. A construtora está presente em mais de 100 cidades de 11 estados do país.

O ex-petiano Newton Neto, que nos acompanhou durante a visita, é atualmente estagiário da Tenda. Na foto, estão ainda Priscila e Tiago, alunos da UFJF, também estagiários.

Newton, Priscila, Prof. Polisseni, Eng. Luiz Cesar, Tiago

Atualmente, um dos principais problemas que a empresa enfrenta é a falta de mão de obra especializada, em todos os níveis de contratação.

Método construtivo:

A alvenaria estrutural é um sistema construtivo racionalizado, no qual os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria, ou seja, os próprios blocos de concreto são elementos portantes.

O cálculo estrutural foi feito por Márcio Faria, um dos maiores calculistas do Brasil, formado na UFJF. Devido à relativa pouca altura dos prédios (5 andares), os blocos possuem aproximadamente o mesmo tamanho em todas as etapas. A diferença é a resistência: 6 MPa nos primeiros 2 andares e 4,5 MPa nos seguintes.

Segundo o Professor Antônio Eduardo Polisseni, que organizou e acompanhou essa visita, em edifícios de até 12 pavimentos, a alvenaria estrutural é um método imbatível: é cerca de 30% mais rápida do que obras de concreto armado, e mais econômica também. Acima desse número de andares, a espessura dos blocos se torna uma desvantagem.

Ainda, na alvenaria estrutural, os blocos já vem no tamanho e corte exatos: o desperdício de material é mínimo. Não é permitido cortar as alvenarias, o que prejudicaria sua resistência. Dessa forma, o projeto é feito parede a parede, com todos os vãos de tubulações de luz e água já definidos e recortados em blocos específicos que entrarão em locais pré-fixados.

Até a argamassa é assentada com todo o cuidado para que não haja perda de prumo ou desperdício. Muitas vezes são colocadas sobre os tijolos com equipamentos que lembram confeitadores de bolo.

A partir das características citadas acima, nota-se que alvenaria estrutural é um método limitado arquitetonicamente. Após erguido o prédio, não pode haver qualquer modificação na posição e integridade das paredes, pois são elas que sustentam as cargas. Pinturas, troca de pisos entre outros acabamentos são permitidos.

Outra observação pertinente é a necessidade de controle rígido das etapas de construção. O Mestre de Obras Paulo Márcio, com mais de 30 anos de experiência, nos mostra algumas das precauções tomadas no levantamento das paredes.


Detalhes da obra:

Parte das fundações seriam tubulão. Por razões de logística e segurança, foram substituídas, completando a totalidade de estacas escavadas. Nas condições corretas, cada estaca suporta cerca de 30 toneladas. Nesse caso específico, foram utilizadas 3 – uma como fator de segurança. As estacas possuem 12m de profundidade e são constituídas por concreto de Fck 20.

Além das estacas, as outras estruturas armadas são a cinta, os acabamentos e as lajes. Essas últimas são construídas com peças pré-moldadas.

Outros exemplos materiais utilizados na obra são o poliuretano (foto), plástico parecido com isopor, que serve para impermeabilizar e vedar espaços pequenos (como entre as janelas e os blocos) e juntas de dilatação.

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E o material geotextil, chamado tecido-não-tecido, impermeabilizante e drenante, utilizado para revestimento de muros e paredes externas que não devem ter contato com água.

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A obra está marcada para ser entregue em novembro, e estava 100% vendida quando fizemos a visita. Uma curiosidade é que a própria empresa responsável pelas vendas faz a conscientização da importância de se preservar as alvenarias intactas. Ainda, via de regra, os edifícios de alvenaria estrutural possuem uma placa em sua entrada alertando os moradores sobre segurança.

Por último, questionamos o engenheiro Luiz Cesar sobre a presença de medidas sustentáveis no projeto. Segundo ele, o Green Park Life possuirá um sistema de captação de água da chuva a partir de pavimentos intertravados (permeáveis) que fazem a ligação entre os blocos. A água será usada para fins coletivos não-potáveis, como rega de jardins e lavagem das áreas comuns.

Agradecimentos: Construtora Tenda, Professor Antônio Eduardo Polisseni.

Mais informações: Alvenaria Estrutural

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