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Posts Etiquetados ‘construção anti-terremoto’

Edifício Transportável

22/09/2011 2 comentários

Na onda do Tudo Se Transporta, foi construído em Torku, na Finlândia, o primeiro edifício transportável do mundo!

Ele tem 220 toneladas e foi construído pela companhia finlandesa Neapo Oy. Iniciado em dezembro do ano passado, o projeto, com três andares, tem 12 metros de altura, 33 metros de comprimento e 12 metros de largura.

Depois de construído dentro do estaleiro STX de Turku, o edifício foi transportado em uma embarcação a um terreno alugado próximo ao litoral. A estrutura é toda feita de células de aço, particularmente rígidas, leves e resistentes. Sua instalação foi feita com ajuda de um guindaste.

O prédio, que conta com um área útil de 864 metros quadrados, demorou apenas oito meses para ficar pronto. A companhia responsável pela obra patenteou os painéis de aço utilizados para a construção. De acordo com a empresa, o material se destaca por ser resistente, rígido e leve, além de relativamente barato.

“Uma construção similar feita de concreto pesaria pelo menos cinco vezes mais, por isso não seria possível transportá-la da mesma maneira”, disse à rede de televisão estatal YLE o executivo-chefe da Neapo, Olli Vuola.

Especializada em construção residencial em módulos, a companhia finlandesa pretende exportar esta tecnologia inovadora a outros países, especialmente a regiões da Ásia onde terremotos são comuns.

Acompanhe as etapas da construção:



Via: ZAP, F5

Imagens: O GLOBO

Para descontrair a semana – Construções Inusitadas e Curiosas Parte 1

05/05/2011 2 comentários

Divertidas, curiosas, geniais. Esta é a seleção do PET Civil de 10 construções dignas de nota:

1- Biblioteca Pública da Cidade de Kansas (Missouri, USA)

As lombadas dos livros que decoram a fachada do parque de estacionamento medem aproximadamente 7,5m de altura por 2, 70 de largura e formam uma estante de livros, deveras original. A estante gigante mostra 22 títulos de livros das mais variadas áreas e que reflectem os interesses de leitura dos habitantes da cidade.

Esta biblioteca foi fundada em 1873, possui uma vasta coleção de livros da história, incluindo materiais originais, postais, fotografias e mapas.

Via: CyberTeca

2- Conjunto Habitacional HABITAT – 67 em Montreal, Canadá

 O Habitat 67, localizado próximo à extremidade norte do Mackay Pier, é o símbolo da EXPO 67. Ao contrário da maioria dos edifícios temporários de exibição, foi construído com o propósito de servir como residência permanente, refletindo a imagem de uma sociedade moderna.

Clique para ampliar

Blocos em concreto pré-moldado, empilhados uns sobre os outros até uma altura de 12 andares são o principal elemento estrutural do edifício. Cada caixa é um paralelepípedo de dimensões de 5,3 x 11 x 3 m e pesando de 70 a 90 toneladas, o que exige um guindaste especial para colocar cada bloco no seu lugar. Das 354 caixas utilizadas, resultam 158 apartamentos dispostos em zigue-zague.

O conjunto de unidades pré-fabricadas de concreto armado do Habitat 67 de Moshe Safdie definiu a escala urbana das células habitacionais articuladas espacialmente numa dimensão próxima da ficção científica;

Via Vitruvius, Cronologia do Pensamento Urbanistico

3- Casa na Pedra em Fafe, Portugal

A família proprietária tinha o sonho de transformar os quatro grandes rochedos (penedos) numa residência de férias, sonho que começou a realizar em 1972. A construção levou dois anos. O interior é bem rústico, com escadas de madeira não-trabalhada (que lembram galhos e troncos) e luz de velas, numa atmosfera que recria o mundo dos Flinstones.

O espaço entre as pedras foi preenchido com tijolos e, depois, coberto com uma massa branca, para dar o acabamento.

Tudo construído a mão e sem que nenhuma das quatro rochas tenha sido quebrada. A casa é que se adaptou a elas.

O tempo mudou a vizinhança. A casa, que não tem luz elétrica, agora está dentro de um parque de energia eólica.

Via Viajandun, R7

4- Teatro Nacional da China, em Pequim, China

O projeto está implantado numa área de 13 hectares no coração de Pequim, China. Por um lado, contorna a avenida Chang´An, artéria principal da cidade que limita a Cidade Proibida e a praça Tien An Men; e pelo outro lado leva à Assembléia Nacional.

O arquiteto francês Paul Andreu, o pai da criança, bem que tentou descrever a obra como uma lágrima de prata. Mas a estrutura em vidro e titânio acabou ganhando o apelido mesmo de Ovo. O Ovo tem três salões, um para ópera, com 2.416 lugares, um para concertos, para 2.017 espectadores, e um teatro, com 1.040 lugares.

A estrutura é formada por 148 vigas de aço do tipo Virendeel, embutidas na parte inferior num anel de concreto, e fixadas na parte superior a um anel de aço de 1.460mm de diâmetro. A estrutura da concha está revestida por um lado por painéis envidraçados e por outro por painéis opacos de titânio associados a um revestimento de madeira na face interior. A estrutura sob a cúpula é composta por pratos metálicos de 60mm e sob a zona opaca por estruturas em forma de H.

A região de Pequim é a uma zona com atividade sísmica moderada. A concha, na sua estrutura, está totalmente independente dos outros volumes do edifício por intermédio de apoios elásticos e sua geometria, com duplo eixo de simetria, permite a limitação dos esforços sísmicos.

Via: China In Blog, Constructalia (Clique para maiores informações sobre a estrutura)

5- Casa de cabeça para baixo, Szymbark, Polônia

A obra se encontra na cidade de Szymbark, na Polônia e foi idealizada por Daniel Czapiewski. A “Casa de cabeça para baixo”, como foi batizada, virou um sucesso; formam-se filas de visitantes.

No interior, foi organizada uma exposição que realça as diferenças entre a Polônia de hoje e a da fase comunista.

Um teto em vez de assoalho e o chão acima de sua cabeça, é isso que os visitantes encontram ao entrar na casa construída de cabeça para baixo. A casa levou 114 dias para ficar pronta. Segundo Daniel, a casa foi construída de cabeça para baixo como um manifesto contra a condição atual do mundo, que segundo suas palavras,  “está tudo virado de cabeça para baixo”.

Via: Bocaberta

Mais sobre construções legais na próxima quinta! Fique ligado ;)

Estruturas Inteligentes – Parte 2

31/03/2011 1 comentário

Em meio à destruição causada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa leste do Japão dia 11 de março de 2011, o maior da história do país, prédios continuam em pé apesar do forte tremor.  O que explica isso são as altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais. “Eles concebem o prédio como um elemento dinâmico, já que ele estará sempre sujeito a movimentos em qualquer direção”, explicou André Dantas, engenheiro civil especialista em logística de desastres e professor associado da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia).

Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil.

No último post, Estruturas Inteligentes – Parte 1, você ficou por dentro das mais novas tecnologias de resistência a terremotos. E as tecnologias que já existem? Confira abaixo os detalhes das construções que ficam em pé, não importa a sacudida. E ainda, para um maior embasamento teórico sobre o assunto, cheque a matéria Resistência a Terremotos.


Ao construir um novo prédio, a preocupação começa na fundação, parte do edifício que fica em contato com o solo. Os prédios ganham alicerces com suspensão para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos prédios como os do governo japonês, são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. “Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários”, explica Dantas. Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.

Pêndulo

Uma das partes mais importantes dos prédios com tecnologias mais modernas contra terremotos é o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações do solo atenua o movimento e permite que o prédio se mantenha 40% mais estável durante um terremoto.

Os vidros das janelas, uma das partes mais sensíveis da construção, são envolvidos por borracha, para que não fiquem em contato direto com a esquadria de aço. Com isso, enquanto o prédio sacode, o vidro também se movimenta, porém de maneira controlada.

Este conjunto de tecnologias permite que os prédios mais modernos do mundo passem por terremotos sem comprometer a estrutura física da construção.

Leis para construção

Além do japão, outros países foram recentemente abalados por terremotos violentos.

Se as construções chilenas tivessem sido erguidas obedecendo às atuais normas vigentes no país, nenhum prédio teria desmoronado com o terremoto que atingiu o país em fevereiro do ano passado, deixando mais de 700 mortos. Essa é a opinião do chileno Rodrigo Vidal, arquiteto doutor em urbanismo e professor da Universidade de Santiago do Chile.

“Com um terremoto de magnitude 8,8 [na escala Richter, os edifícios] não deveriam cair. Se o Chile já registrou um terremoto em 1960 de grau 9,5, temos de supor imediatamente que nenhuma construção pode colapsar com tremores menores que 9,5”, afirma Vidal. O especialista chileno cita a queda de dois edifícios localizados em Concepción, a cidade mais afetada pelo tremor. Um deles, de 14 andares e 80 apartamentos, tinha sido construído há apenas um ano. A presidente do Chile calculou que cerca de 500 mil casas foram destruídas em todo o país.

Segundo explica o especialista, a partir das lições aprendidas, o Chile aprovou leis que obrigam que se estude a estrutura da construção e o terreno levando em conta a possibilidade de ocorrências de terremotos.

Os padrões de construção podem fazer uma grande diferença no dano sofrido durante um terremoto. Parte do motivo pelo qual o terremoto que atingiu o Haiti em janeiro de 2010 ceifou mais de 200 mil vidas é que os edifícios do país caribenho não foram construídos com as mesmas regras rígidas que o Chile agora exige.

Muitos dos prédios que formam o perfil de Santiago foram construídos usando sistemas estruturais que usam concreto reforçado – ou seja, concreto com barras de ferro ou malhas de aço embutidas. O concreto reforçado permite que as estruturas suportem as movimentações geradas pelos terremotos. O concreto propicia a proteção contra compressão, enquanto a malha de aço permite resistir à tração. A combinação é projetada para permitir que os edifícios modernos suportem os tremores violentos causados pelos terremotos. Prédios construídos com estruturas modernas geralmente não desabam durante um terremoto, porque pilares e vigas no núcleo do prédio apoiam cada andar.

Levando em consideração as catástrofes mundiais, apesar de o Brasil ser um país que não costuma registrar terremotos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou uma norma em 2006 que fixa requisitos para a construção de edifícios no país levando em conta a ação de sismos.

Fontes: Último Segundo – IG; G1, Notícias UOL, Sinduscon-DF

Veja o Pêndulo do Edifício Taipei em “funcionamento” durante um terremoto na China:  A Esfera de Taipei e o Pêndulo de Foucault

Resistência a Terremotos

01/07/2010 1 comentário

“Os sismólogos costumam dizer que terremotos não matam. O que mata, segundo eles, são os prédios ruins.” (Revista Época)

A conclusão é que as construções de má qualidade desmoronam mesmo quando atingidas por sismos mais leves. Para um prédio resistir a terremotos, há duas estratégias complementares: usar uma estrutura ao mesmo tempo sólida e flexível, capaz de suportar as sacudidas da terra, ou isolar a construção do solo. Neste Link, os problemas e as soluções antiterremoto.

O DESENHO DAS CONSTRUÇÕES

A qualidade estrutural de um imóvel é determinante para sua resistência aos terremotos. Muitas vezes terremotos moderados provocam perdas severas se ocorrerem numa região cujas construções, por diversos motivos, não puderam ser feitas com o devido reforço.

Geralmente as construções de alvenaria reforçadas com vigas de aço são mais resistentes que construções em madeira, embora estas sejam mais flexíveis.

Incêndios também não podem ser descartados, sempre que se rompam canos de gás e se derrubem postes de eletricidade. Deslizamentos nos morros também são frequentemente causados pelos terremotos, assim como os tsunamis. A resposta dinâmica das construções aos movimentos do solo provocados pelas ondas superficiais geralmente é a maior causa da destruição que um terremoto provoca.

Quando o movimento abaixo de um edifício é forte o suficiente, ele rege o movimento do edifício começando pela fundação e se propagando ao longo de todo o edifício de modo complexo. O movimento do edifício por sua vez induz outras forças que podem provocar danos à estrutura das edificações. faça a simulação de um tremor clicando aqui.

A complexidade dos movimentos do solo de deve a três fatores: (1) As ondas sísmicas geradas no foco são de natureza diferentes. (2) Ao se propagaram sob a superfície, as ondas são modificadas pelos meios em que passam. (3) Uma vez que as ondas chegam à uma edificação, os movimentos estarão sujeitos as características do terreno abaixo da edificação. Efeitos da fonte, efeitos do caminho e efeitos no local.

FREQUÊNCIAS NATURAIS DE VIBRAÇÃO

As características mais importantes para a construção de edificações são a duração, amplitude (de deslocamento, velocidade e aceleração) e a frequência de vibração do terreno. A frequência é definida como sendo o número de ciclos completos de vibração feito pela onda em um segundo. Uma vibração completa equivale a um comprimento de onda, a distância entre uma crista da onda e a mais próxima.

A resposta da construção é tão complexa quanto a do terreno, ainda que bastante diferentes. A construção passa a ser um sistema vibratório com conteúdo de frequência que tende a uma frequência central chamada frequência natural da edificação. Numa casa ou num prédio mais baixo essa frequência é maior que em um edifício mais alto onde a baixa frequência promove movimentos amplos e mais lentos.
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Outro modo de entender seria pelo ‘período natural’ das construções, que é o tempo gasto num ciclo completo, ou o inverso da frequência.

FREQUÊNCIAS RESSONANTES

Quando a frequência das ondas no terreno é próxima a frequência natural do edifício dizemos que estão em ressonância. Isso tende a amplificar o movimento do edifício aumentando a possibilidade de prejuízos.

Na Cidade do México, em 19 de setembro de 1985, um tremor destruiu majoritariamente edifícios de 20 andares, ou seja, eles possuiam um período natural de aproximadamente 2 segundos. Edifícios de dimensões diferentes, mesmo próximos aos de 20 andares danificados não sofreram tantos danos.

AS CONSTRUÇÕES E A ACELERAÇÃO

acelerograma

Não é por que puxam o tapete que se cai. Mas sim porque o puxam (aceleram) rápido demais. Se puxassem lentamente poderíamos nos equilibrar sobre ele. Nesse sentido os danos que um edifício sofre num terremoto não dependem nem do deslocamento nem da velocidade mas da aceleração a que o chão é submetido. A aceleração é a medida da rapidez com que muda a velocidade do chão. Alguns edifícios sao equipados com acelerômetros para se conhecer melhor a sua resposta aos terremotos. Alem de fornecer informações importantes sobre os terremotos os acelerogramas já registrados servem de base para os futuros cálculos estruturais.

A importância da aceleração pode ser explicada pelas leis de Newton, onde a forca exercida no edifício seria igual a sua massa vezes a uma certa aceleração, e quanto maior a força maior os danos. Outros fatores que influenciam a resistência das construções são a rigidez, capacidade de resistência ao rompimento de um material, a ductibilidade, a capacidade de reformar-se sem romper, e a capacidade de amortecimento.

Fonte:

http://moho.iag.usp.br/sismologia/cuidados.php

Link:

Faça seu próprio terremoto (escolha o tipo de solo, o grau de prevenção da sua contrução é o nível do terremoto. Veja, então, seu edifício ruir – ou não).  Muito interessante. Em inglês: MAKE A QUAKE

Depoimento: Terremotos no Japão

“Como vocês sabem, o Japão é um país de terremotos, que fica praticamente em cima de um encontro de placas tectônicas. Isso influencia alguns aspectos da vida por lá.
Por exemplo, os prédios. As leis são muito sérias, e prédios têm que satisfazer um padrão de resistência a terremotos bastante alto. Os anúncios de imobiliária tocam nessa tecla com frequência, e assim como um anunciante de televisão ressalta orgulhosamente uma nova função de seu aparelho, comerciais de imóveis vão mostrar a nova tecnologia anti-terremoto que utilizaram. Muitos prédios têm uma espécie de amortecedor em suas bases de sustentação que, prometem eles, absorve boa parte do impacto. Algo óbvio para um japonês é que quanto mais alto o andar que se estiver, maior será a sensação de abalo. Se a gente pensar um pouco, faz sentido, não é?”

Leia o resto do artigo aqui.

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