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Um Novo Material de Construção Civil

28/05/2011 2 comentários

Um ano de blog!

Visando a busca de materiais que diminuam o custo na construção civil, bem como o impacto causado ao meio ambiente, pesquisadores da USP de São Carlos descobriram que o fosfogesso (sulfato de cálcio proveniente da fabricação de fertizantes) pode ser a solução para se obter construções mais baratas, resistentes e sustentáveis.

Segundo pesquisas feitas, este material pode alcançar resistências de até 70 MPa, contra 20 MPa do concreto comum e 40 MPa do concreto de alta resistência. Ele também é um material reciclável, o que implica que no caso de uma demolição, o material não se torna entulho, como em uma construção de concreto. Além disso, a produção de cimento é muito danosa ao meio ambiente. Calcula-se que a produção de 1 tonelada de cimento gere 3 toneladas de gás carbônico, enquanto que o fosfogesso é produzido em larga escala durante a fabricação de fertilizantes, mas no entanto não é utilizado, sendo descartado em aterros.

O QUE É O FOSFOGESSO

Na produção de fertilizantes fosfatados, é necessária a utilização de ácido fosfórico. Este insumo é obtido através da reação da rocha fosfática com ácido sulfúrico em meio aquoso, o que gera ácido fosfórico e sulfato de cálcio, ou fosfogesso. Este material tem cor amarelada, aspecto sólido (pó), umidade de 0,94% e pH (solução a 50%) de 6,88.

REAÇÃO DETALHADA

Para tornar possível sua utilização na construção é necessário que ocorra a desidratação do mesmo, através de um processo desenvolvido na USP, batizado de UCOS (Umedecimento, Compactação e Secagem).

Segundo Wellington Massayuki Kanno, aluno de doutorado do programa de Pós-graduação Inter-Unidades em Ciências e Engenharia de Materiais da USP de São Carlos. “Para uma quantidade de 100 gramas, por exemplo, adiciona-se 20 g de água”. Os moldes podem ter formatos diversos (placas, blocos com desenhos diversos). A compressão faz com que as partículas de fosfogesso se aglomerem e formem um corpo rígido e resistente. “O tempo em que o fosfogesso fica sob pressão é curto (alguns segundos) e, em seguida o material pode ser retirado dos moldes para secagem e uso, o que leva em torno de 30 minutos.”

“O método também pode ser aplicado em gesso comum”, garante. Segundo ele, com a tecnologia será possível, em dois anos, desenvolver uma planta piloto (pequena fábrica) capaz de oferecer ao mercado da construção civil produtos como placas e blocos estruturais de fosfogesso pré-acabados para construção.

VIA DE MÃO DUPLA

Apesar de ser um material inerte e não representar grandes riscos ao meio ambiente, é necessário dispor de grandes áreas para descartar esse material. Devido à grande quantidade de resíduo gerado (na média mundial, para cada tonelada de áci­do fosfórico criada são geradas 4,5 toneladas de fosfogesso), sua disposição final no ambiente é feita em pilhas a céu aberto, o que envolve custos para as empresas que precisam arcar com o preparo do terreno de acordo com as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) além dos gastos com transporte e manejo do material.

No Brasil, as principais fábricas de produção de ácido fosfórico estão locali­zadas nas Regiões Sudeste (Uberaba – MG – 675.000 t/ano, Cubatão – SP – 128.000 t/ano, Cajati – SP – 180.000 t/ano) e Centro-Oeste (Catalão).

Estas fábricas foram implantadas há cerca de 20 anos quando a questão de ocu­pação de espaço com os depósitos de gesso não era um problema.

Atualmente no Brasil há um estoque de fosfogesso de cerca de 150 milhões de toneladas. A produção anual é de cerca de 5 milhões de toneladas por ano. E a tendência é de aumento, já que a indústria de fertilizantes tende a crescer.

Portanto, o método de aplicação do fosfogesso como matéria prima na construção civil desenvolvida na USP além de trazer benefícios para a área construtiva, oferece uma solução para o descarte do fosfogesso no meio ambiente.

A quantidade de fosfogesso produzida no Brasil hoje o suficiente para construir 50 milhões de casas populares. Os pesquisadores construíram, há dois anos, uma casa experimental utilizando a tecnologia. Enquanto a média do preço das habitações populares é de R$ 500 por metro quadrado, a casa da USP São Carlos custou R$ 400 pela mesma área.

A resistência do material já foi comprovada. Agora, os pesquisadores realizam testes para verificar o grau de deformação do material, ao longo do tempo, quando submetido a condições específicas.

O próximo passo da pesquisa é obter a certificação do material de construção junto ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o que poderá tornar o fosfogesso para a construção civil comercializável.

“Precisamos utilizar o concreto, que é um material nobre, apenas em obras nobres, como grandes edifícios. O concreto tem suas virtudes, mas não deve ser utilizado em qualquer situação, sobretudo quando há um substituto para ele”, argumenta Kanno.

OUTRAS APLICAÇÕES

Outras aplicações do fosfogesso têm sido estudadas por instituições e cientistas do Brasil e do mundo.

Entre elas estão a sua utilização em aterros sanitários a fim de aumentar a sua vida útil, a produção de gesso acartonado, aplicação na agricultura e pavimentação de ruas e rodovias. No site Battle of Concepts Brasil a empresa Promon Engenharia está promovendo um concurso com premiação para estudantes universitários que encontrarem melhores formas de se empregar o fosfogesso.

Via: Inovação e Tecnologia

Construtoras & Inovações

01/02/2011 1 comentário

Depois de assistir a essa reportagem que foi ao ar dia 27 de janeiro, no Jornal Nacional, é que começamos a pensar como o Boom no mercado de construção civil está se virando com o número limitado de mão de obra especializada…

Veja:

Economia de tempo e material

 

Interessadas em aproveitar ao máximo o bom momento econômico, as construtoras têm apostado em novos processos para reduzir custo, acelerando o ciclo produtivo para ganhar escala sem perder em qualidade. O desenvolvimento de novas tecnologias nessa área ganhou força no segundo semestre do ano passado com a maior demanda gerada pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida‘. Aliando praticidade e rapidez a uma gestão mais ativa em todas as etapas do projeto, algumas empresas já conseguiram reduzir seu ciclo de produção quase pela metade.

Para o sócio-diretor da BKO Engenharia e vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Maurício Bianchi, a evolução da indústria começa pela gestão. ‘Estamos mais produtivos, reduzindo desperdícios e adotando critérios de desempenho. O Brasil deve se orgulhar, pois, mesmo sem investir na pesquisa e desenvolvimento, não perde para ninguém em termos de construção.‘

Bianchi observa que, na BKO, por exemplo, o tempo de construção de um metro quadrado, que em média demorava 42 horas quinze anos atrás, hoje chega a menos de 36 horas. Essa redução, além de representar um retorno mais rápido do investimento para as construtoras, significa menor dependência da mão de obra e ganho de produtividade.

 

Paredes pré-moldadas

Entre os processos construtivos que ganharam uma ‘roupagem diferente‘ do padrão e contribuem para acelerar o ciclo da obra, o representante do SindusCon cita o uso de paredes pré-moldadas, paredes de concreto moldadas no local, telhados tradicionais montados sobre estruturas metálicas leves e paredes secas tipo drywall. Os especialistas também chamam a atenção para os aditivos desenvolvidos ao longo das últimas três décadas que, não apenas melhoraram a aplicação do concreto mas, trouxeram um conforto enorme para o usuário final, com melhores características térmicas e acústicas. Segundo Bianchi, no Brasil a ausência de investimentos em pesquisa e desenvolvimento é compensada, em parte, pela criatividade.

Outro avanço diz respeito ao uso das formas de alumínio, que podem ser reaproveitadas mais de 1.000 vezes. Seu uso, que tem sido viabilizado na última década, traz benefícios constantes para o ciclo construtivo. Além de ser mais leve e não enferrujar, esse produto exige menos manutenção e menos operários. No processo é utilizado um desmoldante à base de água, que facilita a retirada da forma após a secagem do concreto e permite aderência do acabamento posterior.

A economia do custo final de execução do metro quadrado com a tecnologia de forma de alumínio é ligeiramente inferior a do processo tradicional, mas a economia com a mão de obra é significativa. Em um projeto de casas populares tradicional, por exemplo, construído a partir do método de alvenaria estrutural, o prazo médio de execução para 500 unidades é de 14 meses. Com o processo de forma de alumínio e parede de concreto, o prazo de execução cai para 3 meses.

Fonte Jornal Cruzeiro do Sul (editado);

Via: Blog SH

Mais informações sobre formas de alumínio: Artigo Blog SH

 

Atraindo novas idéias

 

A criatividade ganhou incentivos maiores dentro das empresas imobiliárias. Para motivar funcionários, clientes e até mesmo internautas a sugerir formas de aprimorar os negócios, as empresas criaram sistemas de premiação de boas ideias. Embora o objetivo seja o mesmo, as iniciativas não são homogêneas. Cada empresa está inventando suas próprias ferramentas para estimular as novidades.

A Tecnisa saiu na frente ao ser uma das primeiras a reconhecer o potencial das mídias sociais. Para desenvolver o projeto de adequação dos seus empreendimentos a pessoas idosas, a construtora interagiu no Orkut com comunidades ligadas à terceira idade. Ao todo, a empresa recolheu 202 sugestões com os internautas, mas implementou duas delas nos seus empreendimentos: a adaptação da escada da piscina e o uso de um piso emborrachado no banheiro.

As experiências continuaram. A Tecnisa lançou um desafio em janeiro na comunidade Battle of Concepts, rede social exclusiva para universitários e jovens com até 30 anos, para recolher sugestões. A boa experiência nas chamadas plataformas de open innovation (sistemas em que as empresas abrem espaço para ideias para público externo) motivou a Tecnisa a lançar uma plataforma própria. O site Tecnisa Ideias entra no ar na próxima semana e vai propor desafios aos internautas, com oferta de prêmios para as melhores propostas.

Outras empresas do setor, como a BKO e a Even ampliamara recentemente o canal para receber sugestões. Mas diferentemente da Tecnisa, o foco dessas construtoras é estimular os funcionários e colaboradores a sugerirem inovações.

Com criatividade e planejamento de execução das novas idéias, construtoras vêem sua lucratividade aumentar; clientes são atraídos pelo meio inovador; funcionários têm seu reconhecimento, e o meio ambiente também leva sua cota dos benefícios implantados.

Via IG Economia

 

Batalha de Conceito

Que tal ter a oportunidade de resolver problemas reais de grandes empresas, ter seu currículo visualizado por elas e ainda ganhar uma grana?

Pois é isso que o site BattleofConcepts (Batalha de Conceitos) lhe permite fazer, lançando desafios empresariais para jovens universitários que queiram mostrar seu talento.

O site funciona da seguinte forma:As empresas associadas apresentam uma ‘batalha’ ou problema a ser resolvido e os estudantes cadastrados podem enviar seu ‘conceito’ ou solução durante o período estipulado. Após este período as propostas são analisadas pela empresa que escolhe as melhores. Os melhores conceitos são premiados com dinheiro. Além disso os estudantes também ganham uma pontuação de acordo com a colocação na batalha, o que gera um ranking de alunos e universidades que é mostrado no site.

Depois de cadastrado o estudante pode participar de quantas batalhas quiser e acumular pontos.

O site foi criado na Holanda há seis anos e já distribuiu mais de € 500 mil (R$ 1.250.000,00) em prêmios. Aqui no Brasil o site funciona há mais ou menos seis meses e já distribuiu R$59.000, contando com a participação de mais de três mil estudantes.

O número de empresas participantes também vem crescendo, dentre elas estão a operadora de terminais de tanques Vopak,a construtora Tecnisa,Alphaville Urbanismo,Whirlpool,Fundação Pró-Sangue e Philips. Atualmente o site firmou um acordo com o governo de Minas Gerais afim de lançar a batalha Inovatec e incentivar empresas mineiras à apresentarem suas batalhas.

Mais informações nos sites:

www.battleofconcepts.com.br

http://eusougenial.blogspot.com/

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22391&sid=46

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