Para cruzamentos da água, a construção de túneis geralmente fica mais cara em relação a uma ponte. Entretanto, as considerações navegacionais em algumas posições podem limitar o uso de pontes elevadas ou drawbridge. Nesses casos, uma combinação de pontes e túneis pode ser mais viável que um único túnel muito longo.
Localizada entre as cidades de Copenhagen (Dinamarca) e Malmo (Suécia) através do Estreito de Oresund, a Ponte de Oresund custou da cerca de 1,5 bilhão de dólares e cada país foi responsável por metade do investimento.
A “Oresund” é dividida em 3 trechos: um trecho sobre o mar, um trecho submerso e um trecho construído em cima de uma grande ilha artificial, totalizando 16 Km. E ainda conta com uma estrada e uma ferrovia, que fazem dela a maior ponte rodoferroviária do mundo!
Foi desenvolvida uma inovadora técnica na construção, desenhada para minimizar as adversas condições climáticas escandinavas (temperaturas inferiores a 20 graus abaixo de zero, alta salinidade, possíveis colisões de pedras de gelo) e garantir uma durabilidade de pelo menos 100 anos.
O túnel não foi propriamente perfurado no fundo do oceano. Ele foi construído em Cádiz (Espanha) e transportado por mar até o local, dividido em 20 partes separadas, já rebocadas desde o pátio de fabricação, cada uma com 176 metros de comprimento por 38,65 metros de largura e 8,55 metros de altura.
Uma vez posicionado o seguimento com precisa exatidão (tecnologia GPS), procedia-se a imersão dos segmentos colocando-os sobre uma base granular previamente preparada e nivelada no fundo do mar. Após soldagem feita por mergulhadores, foi drenada a água do interior.
A ponte inaugurada em 2000, teve uso abaixo do esperado inicialmente. No entanto, em 2005 e 2006, houve um rápido aumento do volume de tráfego sobre a ponte. Este fenômeno pode ser devido aos dinamarqueses, que passaram a comprar casas em Malmö (Suécia), onde o preço da habitação é mais baixo, e se deslocar para o trabalho na Dinamarca através da ponte. A tarifa cobrada é de 260 coroas dinamarquesas, 325 coroas suecas ou 36 euros (com descontos de até 75% estão disponíveis para os utilizadores regulares).
Pequenos erros, grandes catástrofes. Erros matemáticos são comuns mesmo entre professores ou pessoas que trabalham no dia a dia em função de cálculos. Contudo, em algumas áreas, eles podem ser fatais. É justamente por isso que é preciso realizar tantos testes e estudos antes de se colocar um produto no mercado.
Aviões mal projetados, construções que não respeitam as leis da física e até mesmo dobradiças instaladas de maneira incorreta podem resultar na morte de centenas de pessoas. O site Cracked selecionou algumas grandes catástrofes ocorridas em função de erros de cálculo ou falhas humanas.
Naufrágio do Titanic
Existem muitas teorias sobre o naufrágio do Titanic. Falhas na segurança, despreparo da tripulação e dos profissionais envolvidos aliados à fatalidade de encontrar um iceberg pelo caminho são apenas as razões mais conhecidas do público e que ganharam vida na tela do cinema.
Entretanto, um erro de cálculo na construção do navio pode ter sido o maior dos responsáveis pela falha. A embarcação era composta por três hélices a vapor, sendo as duas externas impulsionadas por motores de pistão e a central acionada por uma turbina a vapor. Embora as hélices movidas a vapor sejam mais dinâmica, elas funcionam apenas em mão única.
Ao avistar o iceberg, o primeiro oficial do Titanic ordenou toda força das hélices na direção oposta, mas uma delas continuou girando na mesma direção, ainda que em menor velocidade. O cálculo de velocidade somado ao erro de projeto da embarcação ocasionou a batida e o consequente naufrágio, vitimando mais de 1,5 mil pessoas.
A queda da ponte Tacoma Narrows
Pode uma ponte cair apenas por ser sólida demais? Foi justamente isso o que aconteceu na década de 40 com a ponte Tacoma Narrows, nos Estados Unidos. Felizmente, nenhuma pessoa morreu no incidente, que foi causado devido a fortes ventos e a um erro de construção.
Quando você olha para uma ponte comum, elas parecem frágeis, a ponto de desabar a qualquer momento. Isso acontece porque embaixo delas há um espaço destinado à passagem de ar. Quando isso não ocorre, toda a ponte está sujeita a sacudidas em caso de rajadas mais fortes de vento.
Logo depois de construída, todos os que passaram no local perceberam o erro. Outro engenheiro foi contratado para estudar o caso e sugeriu que fossem feitos alguns furos nas vigas, mas não houve tempo hábil e a ponte desabou. Anos depois do incidente, outra ponte foi construída no local e permanece firme até hoje.
As dobradiças da morte do Cocoanut Groove
Uma simples dobradiça é capaz de matar quase 500 pessoas. Isso soou estranho para você? Pois saiba que foi exatamente isso que aconteceu em Boston, em 28 de novembro de 1942. O incidente ocorreu no clube Cocoanut Groove, um dos mais badalados da época.
O problema começou por causa de um grande incêndio, provocado incidentalmente por um jovem de 16 anos. Ele teria retirado uma das lâmpadas de uma das salas de forma a ter mais privacidade para beijar uma menina. Porém, sem querer, teria encostado uma bebida flamejante próximo às instalações elétricas.
O lugar pegou fogo e as saídas de emergência estavam destravadas. Entretanto, 492 pessoas não conseguiram sair do local. Tudo aconteceu porque as portas, em vez de abrirem para fora, abriam para dentro, por conta de dobradiças mal-instaladas.
O avião assassino com janelas quadradas
Na década de 50, o grupo Havilland Comet estava iniciando os seus trabalhos na aviação. A empresa construiu um jato moderno, com características nunca vistas antes, e uma cabine pressurizada que permitia à aeronave voar mais alto e mais rápido do que qualquer outra.
Contudo, em 1954, dois aviões da companhia simplesmente se desintegraram no ar, matando aproximadamente 56 pessoas. O motivo do desastre: o avião tinha janelas quadradas. Sim, exatamente isso que você leu. Janelas quadradas.
A explicação é simples. Uma janela não pode ser um quadrado perfeito, é preciso que nos seus cantos existam bordas arredondadas. Quando essa regra não é observada, todos os cantos passam a ser pontos de concentração de tensão, podendo provocar rachaduras. Você pode reparar isso em uma janela da sua casa.
No caso do avião, com a força do ar recebido externamente e a pressurização interna da cabine, com o tempo as janelas não resistiram e bastou uma pequena rachadura em um dos cantos para que a cabine explodisse e o avião se desintegrasse no ar.
As colunas do Hyatt Regency
Na década de 80, em Kansas City, um hotel de 40 andares desabou, matando 114 pessoas e deixando outras 200 feridas. A causa foi um erro grotesco de projeto durante a reforma de um dos andares do edifício.
O erro absurdo aconteceu quando um engenheiro propôs a mudança de lugar de uma das colunas do salão. O que ele não sabia — e, acredite, como engenheiro ele tinha a obrigação de saber — é que aquela era uma das colunas mestras do prédio. Ao removê-la do lugar, outra coluna foi colocada, mas com um posicionamento diferente.
Quando houve tráfego no piso de cima a nova coluna ruiu, fazendo com que o prédio inteiro desabasse. Indenizações às vítimas e aos familiares foram pagas até 2008 e estima-se que, além dos danos materiais, mais de US$ 140 milhões tenham sido gastos em processos e ações judiciais.
Como reformar uma das pontes mais movimentadas do mundo sem interromper seu trânsito: São Francisco se prepara para substituir grande parte da Oakland Bay Bridge, deixando-a mais resistente à terremotos.
A San Francisco-Oakland Bay Bridge, mais conhecida como Bay Bridge (“Ponte da Baía”, em inglês), é uma ponte, no estado americano da Califórnia, que liga as cidades de São Francisco a Oakland, e tem dois andares para o tráfego terrestre. A ponte é dividida em duas partes, sendo que seu percurso é dividido pelo túnel que passa pela ilha de Yerba Buena, no meio da baía de São Francisco.
Mesmo não sendo tão famosa quanto a ponte Golden Gate, a Oakland Bay Bridge, que já possui 75 anos de idade, ainda está em uso hoje por mais de 280 mil pessoas por dia. Isso ocorre mesmo depois do terremoto de 1989, no qual uma seção da pista acabou caindo.
A área da baia de São Francisco é conhecida por sua grande atividade sísmica. Alguns pesquisadores afirmam ainda que um terremoto de 7,7 pontos de magnitude pode atingir a região nos próximos 30 anos, o que seria fatal para a estrutura da ponte e para todos que estivessem sobre ela.
“A ponte antiga não suportaria outra atividade sísmica de alta intensidade”, disse Agathoklis Giaralis, um dos responsáveis. “E tivemos ainda que evitar uma ponte suspensa da forma tradicional devido à baixa qualidade do solo, que seria incapaz de aguentar muitas plataformas. Desse modo, a nova ponte ancora em si mesma”.
Veja no vídeo como a ponte ficará depois de pronta.
E para não interromper o fluxo de veículos, a nova ponte está sendo construída paralelamente à antiga. Dessa forma, no ato do lançamento, tudo que precisará ser feito é mover a última parte da ponte que substituíra a pista atual, como uma espécie de desvio. Após esse processo, a antiga Bay Bridge será desmonstada.
A nova Bay Bridge foi desenhada para suportar os efeitos de terremotos, mas ela não deve estar pronta até 2013. Data que pode ser adiada, caso haja atividades sísmicas consideráveis no período. O reforço na sustentação da ponte deve-se ao novo modelo estrutural utilizado. Ela será erguida com apenas uma única torre e será segura por cabos que ligarão Oakland à São Francisco.
Peças da China
Todas as peças utilizadas na construção da ponte foram terceirizadas para uma empresa chinesa, a Shanghai Zhenhua Heavy Industries. Essa estatal foi responsável por fabricar grandes partes da ponte e então enviá-las individualmente aos Estados Unidos.
Tal decisão foi alvo de muita controvérsia, principalmente devido ao aumento no custo final da construção, que deverá ficar em torno de 7 bilhões de dólares.
Estão abertas inscrições para a seleção de 2 bolsistas do PET Civil! Não perca tempo! Vá até a Secretaria da Faculdade de Engenharia da UFJF e complete o formulário de inscrição, anexando seu histórico escolar, até 11 de novembro. Para participar da seleção, é necessário ser aluno do curso de Engenharia Civil da UFJF, ter um bom desempenho acadêmico e não possuir reprovações no histórico escolar.
A bolsa tem valor de R$360,00, de 20 horas semanais de dedicação – que valem muito à pena! =)
VII Olimpíada da Civil – Concurso de Pontes de Papel
É com enorme prazer que anunciamos o sucesso dessa nova edição da já tradicional Olimpíada da Civil. Foram 25 equipes que disputaram a vaga de melhores projetistas da UFJF, com direito a prêmio de R$500,00 para a equipe vencedora.
O objetivo do concurso é estimular a criatividade, o trabalho em equipe e a aplicação dos conceitos vistos em sala de aula na construção de um modelo reduzido de uma ponte em treliça. São avaliados 3 quesitos: estética, por meio de uma votação da qual participam professores e funcionários da UFJF, eficiência estrutural, que mede a razão carga suportada/peso da ponte, e exatidão de projeto, dando maior pontuação à equipe que mais se aproximar dos 8 kgf definidos em projeto. Desta forma, ganha a ponte que aguentar mais carga, acima do especificado, com o menor gasto de material possível, assim como uma ponte real.
Veja os ganhadores deste ano:
Participaram não apenas alunos da Engenharia Civil, mas também da Engenharia Ambiental, Engenharia Elétrica, Ciências Exatas… é uma oportunidade e tanto, que nós preparamos com todo o profissionalismo e dedicação.
PET Civil UFJF se destaca na avaliação dos relatórios de atividades
Finalizando as boas notícias, orgulhosamente divulgamos a nota 1199 (em 1218 pontos possíveis) obtida pelo grupo PET – Engenharia Civil da UFJF na última avaliação dos relatórios de atividades emitida pelo MEC (2009). Na média das duas avaliações, o grupo obteve 97,78% de aprovação pelos revisores do Ministério da Educação, que ressaltaram o bom nível das atividades de ensino, pesquisa e extensão e caráter coletivo desenvolvidas.
Essa nota coloca esses petianos que vos escrevem entre os melhores do Brasil.
Gostaríamos de agradecer aos colaboradores do grupo, professores e alunos, à tutora Michèle Farage e ao ex-tutor Flávio Barbosa pela liderança e inspiração nas atividades que empreendemos.
Estão abertas as inscrições para a Olimpíada da Civil – Concurso de pontes de papel 2011!
A VII Olimpíada de Engenharia Civil da UFJF – Pontes de Papel – é uma promoção do PET Civil e conta com o apoio da Faculdade de Engenharia. Esta é a 7ª edição do concurso que vem sendo realizado anualmente na UFJF e tem entre seus objetivos: fazer com que o estudante de engenharia e arquitetura identifique na prática os conceitos aprendidos em sala de aula; incentivar o trabalho em equipe; promover uma integração entre os cursos e estimular a criatividade e o aprimoramento dos participantes.
Alunos de qualquer curso da UFJF podem participar.
O Blog é atualizado às segundas, quartas e sextas.
O Blog do PET-Civil foi criado em junho de 2010 como uma iniciativa dos alunos do Programa de Educação Tutorial da Engenharia Civil da UFJF para divulgar conhecimento, curiosidades, oportunidades e dicas para estudantes e profissionais da área.
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