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Arquivo para a categoria ‘Inovações’

Bambu: a madeira do milênio

A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção civil para torná-la mais sustentável, atrai a exploração de novas alternativas e o bambu é visto como a promessa para este século. Uma construção de bambu utiliza de uma tecnologia muito simples, que não prejudica o meio ambiente tem uma estética atraente, além de ser econômica. O bambu pode ser empregado em inúmeras atividades do homem. O material é completamente ecológico, pois não polui o meio ambiente e sua extração não representa desmatamento, uma vez que se renova em pouco tempo. “Na verdade, o bambu, por ser uma gramínea, precisa de corte para se renovar”, diz o artista plástico Paulo Saloni, um dos pioneiros no estudo e utilização dessa madeira no Brasil. Ele integra a ONG Ebiobambu, que trabalha para a disseminação do uso e da exploração do bambu no Brasil.

Saloni salienta que é preciso desmitificar as pessoas sobre certos preconceitos quanto essa madeira: “Pensa-se que o bambu é um material fraco, mas no Japão ele já é usado como viga de concreto para prédios de até 4 andares”, diz Paulo.

O fibrocimento:

placa de fibrocimento produzida pelos pesquisadores

Uma alternativa para a utilização do bambu foi proposta por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) que desenvolveram uma nova técnica para utilizá-lo como matéria-prima para a produção de materiais de fibrocimento. A intenção é substituir o amianto, que vem sendo banido mundialmente por ser cancerígeno.

Para a fabricação do fibrocimento é realizado um processo denominado organossolve, por meio do qual se retira a polpa do bambu. No processo, são utilizados solventes orgânicos, basicamente etanol e água. A polpa obtida é adicionada diretamente à matriz de cimento, dando uma maior resistência às placas de fibrocimento, inibindo a propagação de fissuras e proporcionando uma maior absorção de impactos em relação à matriz sem fibras.

No estudo realizado a polpa do bambu foi adicionada em diferentes proporções, e avaliou-se a qualidade das placas de fibrocimento obtidas. O melhor resultado foi apresentado com a adição de 8% de teores em massa seca, em relação à matriz cimentícia. Os testes comprovaram outra vantagem do material ,em relação à absorção de água de apenas 26%, muito inferior ao limite de 37% permitido.

Mas além do seu emprego no fibrocimento, o bambu também pode ser empregado na construção civil com outras finalidades como pontes (inclusive para passagem de carros), telhas, contenção de encostas de rios, mobiliários, sustentação para lajes, barracas, stands comerciais,divisórias de casas ou escritórios… O importante é expandir o seu uso, o maior produtor é a China que fatura 3 bilhões e meio de dólares por ano com as atividades referentes ao bambu, mas nas outras regiões seu emprego está muito abaixo do potencial, “América do Sul possuir um terço do bambu de todo o mundo”, enfatiza Paulo Saloni. Ainda segundo Saloni, o bambu já sofre uma industrialização pesada em todo o planeta. Trinta por cento do papel do planeta já é feito de bambu. Basta, agora, direcionar a produção para todas as outras áreas em que essa madeira se encaixa.

 Fontes: Inovação tecnológica, Nosso Impacto, Arquitetando Sustentabilidade

Construção Inteligente

Em 2009, pesquisadores da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, desenvolveram o conceito de construção adaptativa. Agora, com a colaboração de engenheiros da empresa Bosch, eles demonstraram na prática que seu conceito é viável, construindo uma estrutura que parece desafiar as leis da física. A estrutura foi concebida a partir de elementos híbridos inteligentes que integram sensores, atuadores e dispositivos de controle que permitem que ela se modifique de acordo com as necessidades. A intenção é criar elementos estruturais que se adaptem às condições ambientais. Em caso de ventos fortes, chuvas ou neve, por exemplo, elas se adaptam autonomamente para dissipar a nova carga e evitar sua ruptura.

Outra vantagem é o consumo mínimo de material. Convencionalmente o dimensionamento é feito para que a estrutura suporte tensões máximas, que nem sempre são atingidas. Nas construções adaptativas não são definidas as cargas de pico, consome-se apenas o mínimo de material necessário, já que as cargas extras são compensadas por meio de uma manipulação ativa.

Suspensão ativa hidráulica empregada no projeto

O projeto desenvolvido é uma concha de madeira extremamente fina, apenas 4 centímetros de espessura, e com mais de 100 metros quadrados. Na concha, sensores registram continuamente o estado de carga em vários pontos, a manipulação é feita por meio de elementos hidráulicos instalados nos pontos de apoio da cobertura que geram movimentos que compensam de maneira muito precisa as deformações e tensões dos materiais. Na construção civil, esta tecnologia poderá ser empregada na coberturas de estádios, em edifícios de grande altura, em fachadas muito largas ou em pontes. Além disso poderá também ser aplicada em outras áreas, já estuda-se por exemplo sua utilização em capôs de carro que incorporem elementos híbridos e se adaptem à colisão minimizando os ferimentos causados á vítima.

Fonte: Inovação Tecnológica

CategoriasEstruturas, Inovações

“Casa Catavento”

30/04/2012 1 comentário

Apelidada de “Casa Catavento”, o projeto da arquiteta Ying chee Chui, surpreende pelo seu baixo custo, de apenas US$ 5.925 (cerca de R$ 10.000). A construção faz parte do projeto “1k house” desenvolvido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 2008, cujo objetivo é criar casas com custo de US$ 1.000 (R$ 1.800) O protótipo ficou mais caro do que o projeto original, orçado em US$ 4.000 por apresentar uma área interna de 74,3 metros quadrados, maior do que os 46,4 metros quadrados previstos. Contudo, segundo a arquiteta, por meio do aprimoramento da técnica e de construções em maior quantidade é possível reduzir os custos.

A obra é feita de maneira bem simples, a fundação é do tipo sapata e o fechamento, em alvenaria cerâmica reforçada com barras de aço. O telhado é sustentado por vigas de madeira (preferencialmente bambu, por ser leve e ecológico). Depois são colocadas as telhas e esquadrias.

Planta-baixa do projeto

A peculiaridade desta casa, que facilita o processo construtivo é seu caráter modular, ela é formada por espaços “retangulares” que são montados ao redor de um espaço aberto central, “A construção é muito fácil porque, se você sabe como construir um único módulo, então você sabe construir a casa inteira.”, explica Chui. É desta característica que provém seu nome Pinwheel House”, em português, “Casa Catavento”, devido ao seu formato visto de cima. Por ser construída em módulos a planta pode ser facilmente adaptada a vários tamanhos e usos, sendo necessário somente mover os painéis de posição. Além disso, é fácil unir várias habitações, permitindo uma construção mais ampla. A proposta de Chui é que, a partir da junção de várias casas, surjam comunidades formadas somente por esse tipo de construção, que partilhariam um espaço interno maior.

O projeto, além de fazer casas que sejam acessíveis a um grande número de pessoas, tem como princípios propor ambientes que ofereçam qualidade de vida para os moradores, incluindo segurança, conforto e saneamento, além de utilizar materiais reciclados e reaproveitados. O conceito deve ser aplicado a regiões pobres e áreas atingidas por catástrofes que necessitem ser reconstruídas rapidamente e com baixo custo.

Fontes: Superinteressante, Casa dos engenheiros, Inovação tecnológica

Sistema “Tilt-up”

O sistema construtivo de painéis estruturais pré-moldados já é bastante conhecido. O “Tilt-up”, uma vertente deste sistema, também vem ganhando cada vez mais visibilidade e adesão. Como diz o próprio nome, que literalmente significa “Inclinar para cima”, este método consiste na construção das paredes horizontalmente. Somente depois de prontas as paredes são erguidas e fixadas.

Embora os cálculos estruturais sejam mais complexos do que nas construções convencionais, uma vez que se deve considerar o processo de içamento dos painéis e seu ajuste sobre as fundações, a execução é bastante simples:

Dicas de execução:

  1. O piso de concreto deve ter entre 12 cm e 15 cm;
  2. O pavimento deve ser nivelado a laser e resistir à flexão, compressão e abrasão, bem como apresentar planicidade e acabamento final liso;
  3. Quando não for possível escorar por dentro, deve-se prever fundação provisória ou bloco de concreto para o apoio das escoras;
  4. As escoras devem formar um ângulo entre 45º e 60º com o piso e ter medir cerca de 60% da altura da placa;
  5. Correções de prumo podem ser feitas na rosca sem-fim da escora;
  6. Um calço provisório na fundação garante o ajuste de nivelamento da placa;
  7. Para o dimensionamento das placas, devem-se levar em conta as cargas verticais (o próprio peso no momento do içamento e as cargas de lajes e coberturas), cargas horizontais (ação do vento durante a montagem e depois de pronta) e a flexão no plano do painel, devido à interferência do contraventamento;
  8. Na ausência de espaço para o processo de moldagem de todos os painéis, os painéis prontos podem ser empilhados até que sejam posicionados no local definitivo.

 Um destaque entre as diversas vantagens oferecidas pelo uso do “Tilt-up” é a segurança, pois como a grande parte do trabalho é feita no chão quase não há a necessidade de trabalhar-se em grandes alturas, reduzindo o risco de acidentes. Outros benefícios evidentes são também a redução nos custos e no tempo de obra. O tempo de obra é bem menor devido à possibilidade de realizar-se concomitantemente a fabricação dos diversos painéis que constituirão a obra, já a redução de gastos deve-se à possibilidade de melhor gerenciamento e otimização do processo, contribui também o fato de que quase não há custos relativos ao transporte como nos pré-moldados tradicionais.

Hotel construído pelo sistema "Tilt-up"

A facilidade de modificação das construções “Tilt-up” também é um grande atrativo. É muito simples deslocar painéis e abrir novos vãos para portas e janelas por meio do corte do painel, sem demolições ou remendos. Outra característica atrativa deste processo é o fato de não haver praticamente nenhuma restrição arquitetônica possibilitando sua aplicação em qualquer tipo de construção, exceto apenas prédios muito altos.

Inicialmente o sistema era voltado quase que exclusivamente para a construção de galpões industriais, cuja construção precisava ser concluída no prazo estipulado e com o menor desperdício possível. Contudo, hoje o “Tilt-up” vem adquirindo uma aplicação bem mais ampla. Nos Estados Unidos, a taxa de crescimento da indústria “Tilt-up” é de 20% ao ano, já tendo ultrapassado a média anual de 60 milhões de m², em 12.000 edifícios. No Brasil já são mais de 2 milhões de m² construídos por esta técnica, mas ainda assim o numero de empresas especializadas na área é muito pequeno. Ainda assim, este método construtivo extremamente dinâmico e facilmente aplicável em diversas áreas do setor promete conquistar o mercado brasileiro.

Fontes: Revista TéchneCatep;

FEICON Batimat

Acontece de 27 a 31 de Março a 20ª Feicon Batimat, a maior feira em negócios da cadeia de construção civil de toda a América Latina e uma das maiores do mundo. Neste ano, todos os 85 mil metros quadrados do Pavilhão de Exposições do Anhembi estarão ocupados por 800 marcas expositoras, originárias de 20 países. Mais de dois mil lançamentos devem ser feitos no mercado brasileiro por meio da feira, incluindo produtos da fundação ao acabamento das obras. São esperados 130 mil compradores nos cinco dias de atividade, entre construtores, incorporadores, arquitetos, engenheiros e demais interessados da construção.

Outros produtos e sistemas de destaque:

Robot XT5_ o faxineiro de piscinas

Logo que entra na água, confere todo o espaço nos 30 primeiros movimentos. Depois, vai fundo na obrigação: varre com sua escova de PVC flexível, esfrega, aspira e filtra 16 m cúbicos de água por hora em piscinas de até 12 m de comprimento— toda a sujeira vai para uma bolsa lavável que fica em seu interior. Pesando apenas 8Kg, ele desliza de um canto ao outro (fundo e paredes da piscina até a borda), ligado a um cabo que se estende até a sua fonte conectada na tomada mais próxima. O limpador automático opera em 24 volts sem causar perigo algum. Também não exige instalações e nem conexões. É a solução para quem não quer ter trabalho com a limpeza da piscina!

Biotherm: Uma tinta especial que reflete até 80% do calor transmitido e reduz a temperatura em até 40%, promovendo a redução do consumo de energia elétrica da casa em quase 25%. Ideal para casas populares, que geralmente são baixas e com pouca ventilação

Ventilador Verde:

A novidade conta com a mais avançada tecnologia em ventilação a favor do meio ambiente. Energizado por um painel solar de apenas 10 watts, o Solar Star foi projetado para durar estação após estação. Mais infomações

Porta Resistente à umidade multidoor_ A Porta RU: desenvolvido para atender à demanda do mercado de construção civil por produtos específicos para áreas molháveis de uso interno (banheiros, cozinhas e áreas de serviço) e para as portas de entrada como as áreas comuns ou de serviço dos prédios residenciais.

Piso de Pneu Reciclado: A Aubicon apresenta linha completa de pisos residenciais e mantas feitos com pneu reciclado. Antiderrapantes, com amortecedor de impacto e propriedades acústicas. O material está disponível em várias espessuras e cores vivas, assim podem ser usados em diversos ambientes. A manta acústica é ideal para reduzir o barulho entre andares, evitando stress entre vizinhos de apartamentos. Em virtude dessa crescente preocupação, as construtoras começaram a usar as mantas e se destacam no mercado imobiliário. Cada 1 m² utilizado recicla um pneu.

Parede sem cimento, areia, água e sujeira: A FCC apresenta uma argamassa polimérica que introduz uma nova forma de construir paredes: colando os tijolos. O produto alia agilidade com sustentabilidade. Com a argamassa convencional, um pedreiro e dois ajudantes assentam aproximadamente 850 tijolos comuns em 8 horas de trabalho. Já com a argamassa polimérica, o mesmo trabalho pode ser feito pelo mesmo pedreiro e somente um ajudante em apenas 3 horas. Além da economia de tempo o produto traz também uma enorme economia de material, pois uma embalagem de 15 kg do produto é suficiente para assentar 10 m2 de parede, representando menos de 5% da quantidade de material utilizado com o método tradicional.

Casa Cerâmica (C 90): Uma casa pronta, completa, já montada na feira que mostra os processos da construção. Com um modelo de construção em alvenaria, a casa permite uma economia de até 30% no custo final da obra e sem o desperdício de materiais. A casa, que tem como público alvo as classes C e D, levará aos visitantes uma residência de 54m2, com 2 quartos, sala, cozinha e banheiro. Um dos diferenciais desse produto, é que a montagem é de alvenaria, além do telhado com cobertura ecológica em aço galvanizado. A casa montada no pavilhão, teve as paredes erguidas em apenas 6 horas e 30 minutos. Mais informações

Casa Modular: a estrutura da casa é feita com painéis de galvalume e poliuretano. Possuem um avançado método de montagem e fixação, sistema hidráulico e sistema elétrico integrados. A casa é financiada pela caixa, no programa Minha Casa Minha Vida II, tem 39,41 m² e fica pronta em apenas 4 dias. Vantagens da casa: montagem rápida e simples, conforto térmico e acústico, já vem pintada de fábrica, resistente à umidade, redução do canteiro de obras, sem resíduos (questão relacionada à sustentabilidade).

Revestimento  Anti pichação: A Tecnogrés, empresa do Grupo Incefra, assume sua parcela de contribuição em prol do meio ambiente e da sustentabilidade. Entre seus principais produtos, inclui uma solução em revestimento cerâmico viável para áreas expostas ao vandalismo. O produto está disponível em pequenos formatos: a Linha Antipichação 10 x 10, com acabamento super brilhante ou acetinado e com bordas planas.

detector de cano e máquinas leves: apresentadas pela BOSCH, são máquinas de fácil manuseio para cortar e perfurar diversos tipos de materiais. Ex: mini serra portátil. Algumas já são muito utilizadas em outros mercados, mas estão sendo implementados no modo de construir brasileiro há cerca de 3 anos. Como por exemplo, o detector de cano.

Fontes:  Jornow, Refrescante, Portal Comunique-se

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