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Arquivo para a categoria ‘Empreendedorismo’

A evolução do marketing de imóveis

No excelente blog Marketing Imob encontramos esses interessantes anúncios de vendas de imóveis da década de 90.

A diferença dos folhetos de hoje é gritante. Na época, sem internet e melhores formas de divulgação, a empresa colocava o maior número possível de informações no panfleto: entrava planta, texto institucional, preço, condições de pagamento, logotipos, perspectivas, textos descritivos, e tudo que coubesse.

Outro detalhe notável é que a falta de programas gráficos era surpida por…  ilustrações! Isso mesmo, ons bons e velhos desenhos à mão.

Veja as imagens (clique para ampliar):

Para efeito de comparação, eis um folder atual de vendas de lotes de um condomínio:

Hoje em dia a equipe de marketing das construtoras e imobiliárias está muito preocupada em oferecer, além de uma casa de bom tamanho e localização, qualidade de vida aos futuros moradores.

Interessante, não?

Fonte: Propagandas imobiliárias dos anos 90 – Uma mudança perceptível – Marketing Imob

Atrasos em Obras

Com o reaquecimento da economia pós-crise, os lançamentos imobiliários não param de aumentar. O problema é que, com tanta demanda, há também muitos atrasos na entrega dos imóveis. Segundo o Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa das Relações de Consumo (Ibidec), o número de queixas por descumprimento de contrato cresceu 74% em 2010, se comparado a 2009.

Os atrasos na conclusão de obras, cada vez mais frequentes no segmento residencial, po­­dem desencadear uma série de prejuízos para empresas da construção civil. Se não há como se proteger de todas as consequências, algumas medidas corretivas podem ajudar a reduzir os estragos.

Na obra

De acordo com Roberto de Souza, diretor presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), as perdas se agravam a cada mês de extensão no cronograma. Quando os desajustes no prazo começam a dar os primeiros sinais, Souza recomenda a formação de uma força tarefa com profissionais qualificados para diagnosticar a origem do problema. “É preciso colocar uma lupa em cada obra. Medidas generalistas não resolvem”, informa o diretor. Identificadas as causas, a equipe deve montar um plano de ação emergencial que entre no detalhe da programação da obra, semana a semana. “Pode ser que não se recupere o atraso, mas se você não fizer nada, um atraso de três meses pode chegar a seis meses ou um ano”, diz.

Segundo Luiz Fernando Castilho, gerente de orçamentos da Sinco Engenharia, o replanejamento dos serviços deve ser feito a partir de novos parâmetros de produtividade, levando em conta a capacidade de fornecimento do mercado. Castilho levanta a possibilidade de se abrirem novas frentes de trabalho para executar simultaneamente serviços que não dependam um do outro. “Às vezes temos contratado mais de um empreiteiro para o mesmo serviço. Se o fornecedor de gesso, por exemplo, não consegue aumentar a equipe, eu coloco dois empreiteiros, um em cada frente de trabalho”, relata. No entanto, a medida implica aumento de custos e exige mais mão de obra em um mercado onde esse recurso já é escasso. “É um exemplo a ser estudado. A solução não é simples e às vezes você pode até perder dinheiro”, adverte.

Outra medida de contenção é antecipar as contratações com fornecedores e manter um controle mais rígido sobre todas as etapas construtivas, evitando assim que os atrasos se proliferem. Mas mesmo com todo o empenho para elevar a produtividade, o diretor técnico da Tecnisa Fábio Villas Boas afirma que é difícil conter as perdas financeiras. “O que se pode fazer é atuar ao longo do processo para diminuir o atraso, mas depois que o atraso ocorreu, há pouca margem para resolver”, afirma.  “Quando se está atrasado, acaba pagando hora extra, assumindo custos maiores para conseguir um insumo mais rápido, acaba tendo mais ônus para reduzir o atraso.”

Se a empresa não prevê nos contratos o pagamento de multa aos compradores em caso de atraso, geralmente se ofereçe alguma compensação aos clientes. Segundo Lúcio Delfino, “sai muito mais barato do que pagar uma indenização” e, em geral, ajuda a prevenir brigas judiciais. José Geraldo Tardin conta o caso de uma construtora que, após a notificação, ofereceu a troca do piso de cerâmica por porcelanato, além de melhorias nos banheiros. “O cliente ficou supersatisfeito e recebeu um imóvel com acabamento melhor pelo mesmo preço”, afirma ele. Outra empresa ofereceu ao cliente o registro, a escritura e o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) gratuitos – o custo era de R$ 6 mil, segundo Tardin. “Tudo isso, para a construtora, é mais barato e não causa desgaste à imagem”, conclui.

Prazo de carência

Uma questão que divide opiniões é a adoção do prazo de carência nos contratos de compra e venda: um período de tolerância que pode se estender a até 180 dias a partir da data de entrega. Construtores defendem que a carência é indispensável devido à complexidade do desenvolvimento de uma obra. O advogado Edwin Britto, membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), justifica: “Pode haver algum problema de fundações, algum ajuste econômico, atrasos no financiamento. Há uma série de fatores imprevisíveis inerentes ao próprio empreendimento”.
Por essa lógica, os atrasos começariam a ser contados apenas após o vencimento da carência. No entanto, as associações de mutuários entendem que essa prática é abusiva, pois quebra o equilíbrio contratual assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor. O fato é que, em um processo judicial, caso a decisão seja favorável ao consumidor, o construtor pode ter o prazo de carência anulado e, nesse caso, responderá pelos danos causados desde a data original de entrega.

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o projeto do deputado Eli Correa Filho (DEM-SP) para tornar nulas as cláusulas contratuais que instituírem tolerância para atraso na entrega da obra.

De acordo com o Projeto de Lei 178/2011, quando houver atraso, a construtora terá de pagar o correspondente a 2% do valor do contrato ao comprador e a multa deverá ser atualizada monetariamente e acrescida de juros de 1% ao mês, até a data efetiva da entrega.

O fornecedor só ficará isento da multa se comprovar judicialmente que o atraso decorreu de dolo ou culpa exclusiva do consumidor. O deputado alega que os problemas que possam ocorrer nas obras já estão considerados no prazo estipulado antes da entrega da obra e, por isso, não deveria haver prazo de tolerância.

Via Revista Construção Mercado, Pini Web

Abrigos Diferentes

Um ano de blog!

Tenda vira concreto quando molhada

Dois engenheiros britânicos inventaram uma tenda que, ao ser regada com água, se transforma em um abrigo de concreto. A invenção de Peter Brewin e Will Crawford ganhou diversos prêmios.

BBC

A tenda produzida pelos engenheiros é inflável. Do lado de dentro, há um revestimento de plástico, e por fora ela é feita com o tecido especial, que contém concreto. Uma vez inflada, a tenda é presa ao chão com pregos de metal. Em seguida, ela é regada com água, que não precisa necessariamente ser potável ou doce. Em 24 horas, o tecido de concreto endurece e a tenda está pronta para ser usada.

Como em prédios normais, a tenda pode ser perfurada e receber fiação, tomadas e luzes no teto. Eles dizem que as tendas são alternativas viáveis para campos de refugiados, já que os abrigos podem durar décadas, são a prova de fogo, podem ser fechados com portas e não atingem grandes temperaturas sob o sol.

Veja com seus próprios olhos:

Custo
Atualmente o maior problema da invenção é o seu alto custo. Cada tenda custa US$ 16 mil (mais de R$ 25 mil).

Brewin admite que o preço é alto, sobretudo para entidades que trabalham em países pobres e possuem recursos limitados. O engenheiro diz que o problema do custo pode ser resolvido se houver maior demanda no futuro.

Via G1

Tenda inflável protege obras da chuva

Afetada por enchentes, Barreiros (PE), ganhou galpões infláveis para permitir a construção de novas casas até em dias de chuva Leia Mais

Afetada por duas enchentes em menos de um ano, Barreiros (a 107 km de Recife) ganhou um reforço para manter o ritmo de construção das novas casas para as cerca de 12 mil famílias desabrigadas da cidade: galpões infláveis e impermeáveis que permitem aos operários trabalhar até em dias de chuva.

Sob dois grandes balões de lona plástica branca, com 3.000 m2 cada um, os trabalhadores erguem até 20 casas simultaneamente.  Segundo o engenheiro-chefe da obra, Gustavo Chagas, os galpões infláveis foram a solução encontrada pela Egesa, empresa responsável pela construção de 3.573 casas no município, para não interromper os trabalhos no período de chuva na região.

“Neste ano a chuva começou mais cedo, em abril, e tomamos essa decisão”, disse ele. Os galpões são alugados e custam R$ 87 mil por mês. Se a obra fosse paralisada, a empreiteira, que é responsável pelo custo extra, gastaria cerca de R$ 1,2 milhão somente com a folha de pagamento dos 750 empregados, disse o engenheiro.

Para implantar a infraestrutura de estrada asfaltada, água e esgoto das casas, os infláveis também serão usados –a Egesa já encomendou um com 200 metros de extensão. “Já usávamos essa técnica em gasodutos, mas agora foi aprovada com moradias.”

Em Barreiros (PE), serão construídas 3.573 casas para vítimas de enchentes; galpões impermeáveis facilitam o trabalho em época de chuva Leia Mais

Veja mais fotos aqui.

Via Folha Online.

CONFEA e CREA

10/05/2011 2 comentários

Você sabe quais conselhos regem sua futura profissão? De que forma isso interfere na sua vida profissional?

CONFEA

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) é uma autarquia pública federal instituída pelo Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, promulgado pelo então presidente da República, Getúlio Vargas.

Atualmente, o Confea é regido pela Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, tem sede em Brasília, e possui cerca de 770 mil profissionais registrados em seu Sistema de Informações (SIC).

Sua missão é atuar eficiente e eficazmente como a instância superior da verificação, da fiscalização e do aperfeiçoamento do exercício e das atividades profissionais de engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, técnicos e tecnólogos, sempre orientado para a defesa da cidadania e a promoção do desenvolvimento sustentável.

O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade, sempre com respeito ao cidadão e cuidado com o meio ambiente. O Conselho Federal tem, ainda, como valores a integridade, a ética, a excelência e a transparência.

Composição

O atual presidente do Conselho é o engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, que tem buscado, em sua gestão, alavancar a presença das profissões da área tecnológica no contexto nacional e mundial e promover o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Além do presidente, o Confea é organizado da seguinte forma: plenário – composto por 21 conselheiros; comissões permanentes; Comitê de Avaliação e Articulação; e Conselho Diretor. Suas finalidades e competências estão previstas na Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, Regimento do Conselho.

CREA

O CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) é uma autarquia federal que regulamenta e fiscaliza o exercício dos profissionais de engenharia, arquitetura, agronomia, geologia, geografia e meteorologia, tanto de nível superior, quanto técnico. Sua missão é garantir mercado de trabalho aos profissionais legalmente habilitados, impedindo a atuação de leigos. Para a sociedade, isso significa segurança e qualidade nos serviços prestados. O Conselho tem como instância máxima um plenário composto por representantes de entidades de classe e instituições de ensino. Cada profissional deve ter o seu registro no CREA do estado em que vai atuar, podendo ter registro em mais de um CREA.

CREA Júnior

Formado por estudantes, o CREA Júnior existe em 15 estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e Santa Catarina) e no Distrito Federal. Trata-se de um órgão diretamente vinculado ao CREA do estado em que atua. Sua função é promover discussões, debates, palestras, seminários, visitas técnicas e projetos sociais sobre temas relacionados com as diversas profissões tecnológicas. Mais do que um espaço para debater temas nacionais e, com isso, contribuir para o desenvolvimento do país, o CREA Júnior transformou-se em um eficiente canal de interlocução dos estudantes com o Conselho. A Comissão busca difundir conhecimentos tecnológicos, incentivando os futuros profissionais do Sistema a estudar soluções para as demandas sociais cujas soluções são possíveis a partir do meio estudantil, enfatizando a ética profissional. Também procura fornecer informações sobre exercício profissional, apoiando movimentos empreendedores estudantis, dando assessoria aos estudantes e recém-formados em suas relações com o mercado de trabalho. O CREA Júnior se tornou mais que um espaço para disseminar informações e conscientizar os estudantes sobre a importância de conhecer a legislação profissional e as regras de conduta às quais estarão submetidos no exercício da profissão. Ele contribui para formação de lideranças para o Sistema e para o país.

Para acessar o CREA do seu estado clique aqui.

Para mais informações sobre eventos, legislação, fóruns, órgãos e serviços do CONFEA, acesse: http://www.confea.org.br/.

Fonte: CONFEA, CREA-MG,

O que todo o Engenheiro deve saber a respeito de Liderança e Gestão

26/04/2011 2 comentários

Artigo do IEEE-USA Today’s Engineer, em tradução livre por Júlia Castro Mendes

Depois de se formar na faculdade, a primeira semana de Eric no emprego como engenheiro foi cheia de desafios de liderança e gestão – mas ele não percebeu isso no momento. Ele estava apenas fazendo o trabalho que lhe fora incumbido. Só trabalho ordinário de um engenheiro iniciante… ou assim ele pensava.

A primeira vista, a atribuição de Eric não parecia muito difícil. Ele foi convidado para auxiliar o engenheiro-chefe com os testes de um novo produto. No entanto, uma análise das tarefas da primeira semana de Eric revela aspectos da obra de engenharia que são praticamente liderança e gestão orientada. Sua missão incluía desafios, tais como:

  • Negociação com a fábrica para a entrega de unidades de teste
  • Planejamento do fluxo de unidades de teste pelo do laboratório de engenharia
  • Obtenção de recursos externos para atender suas necessidades rapidamente
  • Dirigir técnicos em relação aos procedimentos de teste
  • Estimar tempo para completar tarefas
  • Resolução de conflitos e problemas que estavam impedindo o progresso

Eric foi bem apoiado pelo engenheiro-chefe, outros membros sênior da equipe  e seu gerente. Os engenheiros sênior cuidaram de questões difíceis relacionadas com o trabalho de Eric, mas Eric era o encarregado pelas tarefas fundamentais descritas aqui.

Habilidades como negociação, planejamento e influência são exemplos de competências de liderança e gestão. As habilidades técnicas que o trabalho de um engenheiro requer são realmente uma pequena porcentagem das competências necessárias para ser bem sucedido. As competências interpessoais, capacidade empresarial, e sim – as habilidades de liderança e gestão – todos são exigidos em trabalhos de engenharia. E enquanto os engenheiros avançam na profissão, liderança e gestão de competências se tornam mais importantes, independentemente de estarem ou não na pista empresarial.

O que é gestão?

Duas das definições mais fundamentais de gestão são “uso criterioso de meios para realizar um fim”, e “a habilidade de fazer as coisas com a ajuda de pessoas e outros recursos.” Nenhuma destas definições básicas de gestão é exclusiva para pessoas que têm empregos como gerentes.

“Gestão” inclui as tarefas que todos nós fazemos no serviço para manter o nosso trabalho organizado, no caminho certo e eficiente. Muitas são as competências necessárias para a gestão bem sucedida do trabalho, e as pessoas que ocupam cargos de gestão precisam ser especialmente competentes. Um bom gestor de tarefas deve ser bom em:

  • Organização
  • Planejamento
  • Estimativa
  • Comunicação / Documentação
  • Noções de Prioridade
  • Autogestão / Disciplina
  • Avaliação e mitigação de riscos

Quando o gerenciamento de pessoas em qualquer grau está envolvido, as seguintes competências se tornam mais importantes:

  • Habilidades interpessoais
  • Resolução de conflitos
  • Tutoria
  • Treinamento

As qualidades descritas acima são apenas algumas das habilidades que se enquadram na categoria de competências de gestão aplicáveis a praticamente todos os engenheiros. Embora todos sejam importantes, nem todo mundo é bom em todos elas. Apenas permanecer afiado em uma perspectiva técnica é um desafio para a maioria dos engenheiros, porque a tecnologia é complexa e avança rapidamente. Faça o melhor trabalho possível para equilibrar habilidades técnicas com outras competências importantes, e seja grato que as pessoas mais adequadas para a gestão possuem a maior parte dessas responsabilidades.

Como Liderança e Gestão se Diferenciam

Assim como todos os engenheiros precisam de competências de gestão para ter o trabalho feito, um conjunto completamente diferente de competências são igualmente importantes - as habilidades de liderança.

Liderança é totalmente interpessoal, mas a um nível diferente do que as competências interpessoais descritas acima como ”de gestão.” Liderança é relativa a influenciar e dirigir os outros para um resultado positivo. Dezenas de características individuais relacionadas à liderança são importantes. Nós vamos responder a uma lista relativamente curta aqui. A tabela abaixo mostra as expectativas gerais para competências de liderança em funções de gestão técnica e de engenharia.

Característica de Liderança Engenheiro Líder Projetista Gerente Técnico Líder Executivo
Influência
Integridade
Habilidades Interpessoais
Desenvolve confiança e respeito
Prioridades Tarefas Tarefas Objetivos Objetivos
Trabalho em Equipe
Constrói em Consenso
Melhora continuamente
Capacita os outros
Atrai seguidores
Inteligência Emocional
Cria Equipes
Bom senso de tempo
Assume riscos calculados
Auxilia o avanço dos outros
Desenvolve outros líderes
Faz Sacrifícios
Visionário/Estrategista
Age com intuição
Constrói relações fortes
Deixa um legado

Estas são as expectativas generalizadas, e não devem ser vistas como sendo absolutas. Por exemplo, os engenheiros podem demonstrar algumas das características que não são verificadas, enquanto nem todos os líderes executivos são capazes de deixar um legado.

Quem pode, eventualmente, ser bom em tudo isto?

Quase ninguém. Infelizmente, em muitas empresas de tecnologia, há uma expectativa de que as pessoas sejam sobre-humanas. Engenheiros muitas vezes são esperados para conduzir projetos complexos enquanto fazem o trabalho técnico. Gestores técnicos são esperados para gerenciarem e liderarem, enquanto se mantêm tecnicamente competentes. É somente razoável esperar proficiência em uma ampla gama de competências até um determinado ponto. A solução para se cobrir todos os aspectos de liderança necessários e funções de gestão não deve ser contratar funcionários sobre-humanos – a solução sensata é distribuir a carga de trabalho.

Quando isso não ocorre naturalmente sob a orientação da alta gerência, gerentes de nível médio e contribuintes individuais precisam se encarregar de garantir que as pessoas não sejam cobradas muito acima de suas capacidades, e que todas as responsabilidades do projeto estejam cobertos por alguém.

Como distribuir as responsabilidades

Os gestores devem compreender plenamente as competências de liderança e de gestão que são necessários para executar projetos e objetivos, e delegar responsabilidades que não são melhor indicados para suas próprias habilidades e interesses. Os membros da equipe deve ser abertos e honestos sobre o seu nível de interesse a respeito das oportunidades para as responsabilidades de liderança e gestão. Os engenheiros precisam ter em mente que a liderança e a gestão são parte de seu trabalho, portanto, não possuir estas responsabilidades não é realmente uma opção.
Quando os gerentes delegarem responsabilidades, os membros da equipe devem comunicar questões e preocupações sobre suas atribuições. Os gestores devem ser sensíveis a eventuais problemas e fazer os ajustes apropriados. Às vezes a negociação é necessária – uma outra competência de liderança.

Como o exemplo do Eric acima, e o de tantos outros colegas, conclui-se que desenvolver continuamente habilidades de liderança e de gestão deve ser uma prioridade para todos os engenheiros.

Autor: Gary C. Hinkle é do setor de Oregon do IEEE e presidente da companhia Auxilium. comentários podem ser enviados para todaysengineer@ieee.org. As opiniões expressadas são apenas do autor.

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