Tecnologia Nuclear em submarinos brasileiros

Os submarinos são parte da estratégia de defesa brasileira à Amazônia Azul, território submerso na costa brasileira que ocupa cerca de 4,5 milhões de Km². Além da fauna e flora a serem preservadas, a região representa a principal forma de acesso ao comércio exterior e possui grande parte das reservas de petróleo brasileiras, o que salienta a necessidade de maior monitoramento e segurança do território situado na costa leste brasileira.

A capacidade dos submarinos de ocultar e surpreender torna estes veículos um recurso viável e de grande vantagem na guerra naval. Rápido, silencioso e devastador em ataques, o tempo de submersão de um veículo desses é sua maior proteção.

Serão entregues à Marinha Brasleira 5 submarinos, sendo 4 convencionais e 1 nuclear. O estaleiro de submarinos está sendo construído em Itaguaí, município do Rio de Janeiro, por meio de consórcio entre a DCNS e a empresa privada brasileira Odebrecht.

É ambiciosa a meta estabelecida pela Marinha do Brasil. O submarino nuclear é uma exclusividade que atualmente apenas 5 países no mundo possuem: Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra e China. O tenente Angelo, da Marinha Brasileira ressalta que, como a tecnologia não é difundida entre os países, cada nação deve desenvolver seu próprio projeto individualmente. O Brasil vem trabalhando há décadas com pesquisas relacionadas ao enriquecimento de urânio e sistema operacional do reator nuclear. Em São Paulo, está localizada a usina de hexafluoreto de urânio, onde são desenvolvidas as pastilhas de urânio, usadas como combustível do submarino nuclear.

“Ruídos são a morte de um submarino. Super silencioso, as chances de sua presença (submarino nuclear) ser detectada são mínimas. Além disso, cada submarino possui uma assinatura acústica única que é segredo de Estado. O aparato pode ser confundido com um animal, por exemplo, não sendo detectado”, diz o tenente.

Princípio de funcionamento do submarino nuclear - o reator (utiliza pastilhas de urânio enriqucido) gera luminosidade e calor que aquecem água transformando-a em vapor. Esse vapor movimenta as turbinas fornecendo a energia necessária tanto ao abastecimento elétrico do submarino assim como a movimentação das hélices de avanço no sistema de propulsão. Veja a seguir as principais diferenças entre os submarinos convencional e nuclear.

Sobre o Submarino nuclear brasileiro

  • Velocidade máxima de 28 nós, aproximadamente 52 Km/h;
  • Abrigará 80 tripulantes com mantimentos suficientes para 6 meses;
  • Sistema de oxigenação será alimentado por meio de reação de hidrólise da água;
  • Poderia ficar submerso por até 10 anos, caso fosse desconsiderada a tripulação. O nível de enriquecimento das pastilhas de urânio desenvolvidas no Brasil garante fornecimento de energia necessária para manter o submarino, sem reabastecimento,  por até uma década!

 

O PET-Civil agradece ao 1º Ten. (EN) Angelo da Marinha Brasileira, pela disposição ao receber o grupo durante a EXPOTEC e por sua colaboração com esta reportagem.

Imagens: Terra, Naval, Democracia política

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One thought on “Tecnologia Nuclear em submarinos brasileiros

  1. O simples fato de se poder utilisar o conhecimento na area pelos nossos tecnicos,mantem viva a esperanca de sermos um dos poucos paises a dominar essa tecnologia,sem haver a necessidade de usa-la de forma agressiva e atravez disso incentivarmos novos cientistas nao so p q nao se perca essa tecnologia mas tambem se desenvolvam outras.

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