Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

Os Centros de Lançamentos são fundamentais no lançamento de veículos de pesquisa, na colocação de satélites em órbita e, ainda tem capacidade de rastreamento dos engenhos espaciais. É função deles:

  • Coordenar as atividades de preparação e de lançamento, estabelecendo os procedimentos operacionais e de segurança específicos para cada tipo de operação
  • Realizar cálculos da trajetória do veículo e dos pontos de impacto dos estágios a serem descartados após a decolagem
  • Acompanhar a trajetória do veículo até atingir o ponto de injeção em órbita ou solo, com coleta e processamento dos dados relativos à trajetória e aos parâmetros de desempenho da carga-útil.
  • Avaliar as condições críticas e de segurança de voo para teledestruição do veículo, caso haja necessidade

Por que um Centro de Lançamento em Alcântara , no Maranhão?

  • A posição estratégica e privilegiada, a 2°18’ ao sul da linha do Equador, permite máximo aproveitamento da rotação da Terra para impulsionar lançamentos em todos os tipos de órbita, desde as equatoriais (em faixas horizontais) às polares (em faixas verticais). Isso significa menor gasto energético, uma economia de até 30% em combustível, se comparado a outros sítios.
  • A baixa densidade demográfica nas redondezas e a proximidade com o Oceano Atlântico (área de dispersão) permitem maior segurança nas operações e lançamentos de foguetes de grande potência.
  • As condições climáticas favoráveis, com regime de chuvas bem definido e intensidade dos ventos tolerável, associada a estabilidade geológica da região, tornam possível o lançamento de foguetes em praticamente todos os meses do ano, sem riscos de ordem natural.
  • A proximidade com outros importantes centros de operações especiais (CLBI- Natal – BR/Kourou – Guiana Francesa – CSG) possibilita a realização de operações conjuntas.

 As Atividades do CLA

Ainda neste ano, o CLA deverá lançar a família de foguetes VS-30. O veículo tem capacidade para carregar a bordo experimentos científicos (260Kg) previamente selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Por atingir altitudes superiores a 170Km (apogeu), o veículo é importante ferramenta para observação de determinados fenômenos em ambiente de microgravidade.

Há ainda a Operação Salina, que trata da retomada nas atividades do Veículo Lançador de Satélites (VLS), com previsão de lançamento para o início de 2013. Será utilizada na ocasião a nova Torre Móvel de Integração (TMI), totalmente automatizada e com torre de fuga e evasão, garantindo maior segurança para quem trabalha no local.

Princípio de Funcionamento de um Foguete

O princípio básico para a propulsão de foguetes é a terceira lei de Newton – para cada ação há uma reação igual e oposta . No foguete, quando os gases queimados escapam em um jato forte através de um bocal comprimido na parte traseira, o engenho é impulsionado na direção oposta. A magnitude do empuxo depende da massa e da velocidade dos gases expelidos. O foguete se difere de um motor a jato por transportar seu próprio oxidante, o que lhe permite operar na ausência de um suprimento de ar.

Os motores de foguetes podem utilizar combustível sólido ou líquido. Os combustíveis sólidos contém um oxidante intimamente misturado. O motor consiste em um invólucro e no combustível, com um sistema de ignição para dar início à combustão e uma cavidade central para assegurar uma queima completa e por igual. Os motores de combustível líquido são mais complexos, já que o combustível e o oxidante são armazenados separadamente e depois misturados na câmara de combustão, mas são mais controláveis (consequentemente mais seguros) do que os motores de combustível sólido. O oxigênio e o hidrogênio liqüefeitos são os combustíveis líquidos mais comuns.

A maior parte da estrutura dos veículos espaciais é destinada ao transporte de combustível e oxidante. O foguete de vários estágios é subdividido em dois, três e até quatro elementos e possui um sistema que permite abandonar essas partes da estrutura assim que o combustível por ele armazenado chega ao fim.

  Fontes: Revista Espaço Brasileiro, Agência Espacial Brasileira, Portal São Francisco, Tome Ciência

 

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