Bullying na Universidade

O bullying também existe na Universidade e trata-se de um desafio com características peculiares, uma vez que, ao contrário das escolas, o ambiente do ensino superior não tem “inspetores” nos corredores, “coordenadores de disciplina”, e a maioria dos professores não tem um contato tão próximo com a turma que permita um acompanhamento personalizado.

Bullying: situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, repetitivas, feitas por um indivíduo ou um grupo, com o objetivo de intimidar ou humilhar outro indivíduo ou outro grupo, numa relação desigual de poder.

Cyberbullying: forma virtual de praticar Bullying que utiliza das modernas ferramentas da Internet e de outras tecnologias de informação e comunicação, móveis ou fixas, que se alastram rapidamente , tornando o bullying ainda mais perverso.

O trote universitário pode ser visto como uma forma de Bullying, caso o universitário o tolere apenas para não ficar antipatizado pelo grupo.

Histórico No Brasil os primeiros trotes violentos aconteceram no século XIX.

1831 – estudante foi morto a golpes de bengala durante trote na Universidade de Recife

1850 – alunos da Faculdade de Direito do Largo São Franscisco reagiram ao trote e a intervenção da polícia foi necessária para controlar a situação.

Ao  longo dos anos as Universidades vem tentando alterar as práticas receptivas de novos alunos, porém os jornais e anais destas instituições, ainda retratam situações de grande violência envolvendo trotes. Estas atitudes tem gerado, ao longo dos anos, certa revolta por parte dos demais alunos - vítimas do Bullying – que acabam protagonizando sérias tragédias.

2007 – jovem sul-coreano de 23 anos, aluno do último ano do curso de Letras, invadiu a Universidade Virgínia Tech, nos EUA. No prédio da Faculdade de Engenharia, trancou as portas com correntes, atirou na cabeça de um professor, partindo depois para os alunos, matando 32 e ferindo 29 pessoas- entre alunos e professores- suicidando em seguida.

Casos envolvendo racismo também levam os universitários a praticarem Bullying.

2007 – supostos vândalos atearam fogo à porta do alojamento de quatro alunos africanos na Casa do Estudante Universitário (CEU), na Universidade de Brasília (UnB).

No âmbito universitário não são raros os casos de mestrandos e doutorandos,  no decorrer de sua pesquisa, serem vítimas de várias formas de pressão psicológica, normais, como os prazos de entrega dos trabalhos, falta de dinheiro para continuar a pesquisa, falta de apoio do orientador, familiares, colegas e amigos. E, anormais, como o assédio moral, bullying, etc. O bullying tem o poder levar o pesquisador ao travamento de sua produção intelectual, além de causar danos à sua existência cotidiana.

Aramis Lopes Neto, coordenador do programa de bullying da ABRAPIA (Associação Brasileira Pais, Infância e Adolescência,) observa que há casos de suicídio de pessoas que não suportaram tamanha pressão psicológica advindas do bullying. Talvez o pior efeito da pressão sofrida nos casos de bullying é a vítima se sentir condenada à ‘inexistência’, ou à ‘invisibilidade’, geralmente levado a cabo por grupo que combina entre si ignorar um colega, fazer de conta que ele não existe, desqualificá-lo na sua competência intelectual, ou rejeitar um pedido seu, etc. Há casos em que esse tipo de vítima  passa a sofrer tão baixa auto-estima que nem sequer tem forças para desabafar com alguém.

Por outro lado, existem casos em que a vítima aprende a conviver com a situação se tornando uma voluntária servil do dominador.

Bullying será crime

A prática de bullying pode ser tipificada como crime no novo Código Penal. No entendimento do grupo de juristas que discute a reforma do dispositivo, o ato de agredir física ou verbalmente algum menor de forma intencional e continuada pode ser classificado como intimidação vexatória. Se o autor for maior de idade, pode ficar preso por até quatro anos. Caso o agressor seja menor de 18 anos, o caso será analisado seguindo as determinações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê o cumprimento de medidas socioeducativas, que vão desde prestação de serviços até internação.

Sabe-se que, pelas sérias consequências que acarreta, o bullying precisa ser inibido imediatamente pelas instituições educativas. Que mecanismos, então, uma Universidade pode criar para impedir os casos de bullying? Dê sua opinião!

Fontes: Artigonal, Andre Amaral, Gazeta do Povo, Espaço Acadêmico

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