Revestimento anticorrosivo à base de grafeno

O grafeno, material descoberto em 2004 por pesquisadores do centro de nanotecnologia da Universidade de Manchester, vem mostrando-se revolucionário nas mais diversas áreas. O material é conhecido por ser o mais fino (da espessura de um átomo) e o mais forte já encontrado (cerca de 200 vezes mais forte que o aço industrial). Citamos na semana passada a aplicação do grafeno na fabricação de nanotubos de carbono.

A nova aplicação do grafeno é no revestimento anticorrosivo de estruturas metálicas. São suas propriedades hidrofóbicas e de condutividade, que permitem ao novo revestimento, ter uma durabilidade igual ou superior aos revestimentos tradicionais.

Atualmente a maioria dos revestimentos é feita pro cromeação, utilizando o cromo hexavalente. Mas esta substância, apesar de eficiente representa um grande risco ao meio ambiente e à saúde. As propriedades físico-químicas do grafeno poderão torná-lo uma alternativa não tóxica aos revestimentos tradicionais de estruturas de aço.

Engenheiros americanos expuseram placas de aço revestidas com o “verniz negro”, cujo componente principal é o grafeno, à salmoura, um dos agentes mais agressivos que se conhece. Mesmo neste ambiente que rapidamente corroeria as placas de aço, o revestimento foi capaz de protegê-las por cerca de um mês. Estes resultados mostram que esta poderá ser uma alternativa a ser aplicada mesmo no revestimento de embarcações marinhas, já que o aço estaria protegido por vários anos.

A substituição dos revestimentos tradicionais não apresentaria grandes complicações, pois o compósito pode ser fabricado usando os mesmos equipamentos já empregados na galvanoplastia, ou eletrodeposição, que é o processo usado para a conhecida cromeação. Além disso, haveria uma economia substancial de material em grandes obras como pontes metálicas e grandes edifícios, umas vez que ele pode ser aplicado com uma menor espessura, devido à sua espessura monoatomica.

“Isto poderá ajudar as fábricas a se reinventarem de uma forma mais saudável em um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso quando se trata da poluição com cromo,” disse Sarbajit Banerjee um dos pesquisadores da Universidade de Buffalo onde está sendo testado o produto. A “Tata Steel”, uma das maiores fabricantes mundiais de estruturas metálicas anunciou que introduzirá o material no processo de produção ainda este ano.

Fontes: EngenhariaCivil, Inovação Tecnológica

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