Com o desafio de construir uma casa sem modificar a bela paisagem das montanhas, os arquitetos Bjarne Mastenbroek e Christian Müller desenharam a residência abaixo, localizada na cidade de Vals (Suíça).
Enterrada na montanha, o acesso à casa se dá através de um túnel subterrâneo que parte de um barracão de madeira.
Apesar do aconchegante design de exterior marcado pela presença de concreto e pedras, a maior beleza da obra sem dúvida é a preservação da vista repleta de vales e vegetação exuberante, ainda mais bonitos com a neve do inverno.
O desabamento de 3 prédios ocorrido nesta quarta-feira (25), no centro do Rio de Janeiro despertou nas pessoas uma atenção especial quanto às condições de segurança de seus lares. A causa da própria tragédia no Rio ainda não foi confirmada, mas o especialista em gerenciamento de riscos, Moacyr Duarte explica que a forma como tudo ocorreu, a estrutura formada por vigas e colunas começou a quebrar de cima para baixo e as lajes foram se sobrepondo, sugere algumas hipóteses. “É uma queda atrás da outra, é uma quebra de coluna atrás da outra, eu acho que o castelo de cartas é a melhor ideia para entender o colapso progressivo”, disse Duarte. Essas características apontam para uma falha estrutural. Especula-se também que a obra que ocorria no prédio mais alto possa ter abalado sua estrutura.
A Defesa Civil já registrou aumento nos pedidos de ajuda em relação a casos de possíveis desabamentos. De repente, qualquer trinca, qualquer infiltração sinaliza uma tragédia, mas nem sempre o risco é real. Quais sinais são realmente indicadores de risco? Como evitar ser surpreendido por um problema semelhante?
Os problemas estruturais em edifícios geralmente possuem algumas características peculiares:
Infiltrações :suas causas podem ser variadas, como o vazamento da rede hidráulica ou deficiência de impermeabilização na laje do teto. Contudo em qualquer um dos casos o problema afeta a armadura de ferro sob o concreto provocando sua corrosão. As infiltrações são facilmente reconhecidas uma vez que provocam danos à pintura deixando a ferragem exposta e acelerando o processo de corrosão. A ação a ser tomada neste caso é emergencial, deve-se reparar a parte afetada e estancar a infiltração.
Trincas ou Rachaduras:para algumas pessoas estes são sinais de um sério comprometimento na estrutura da construção, mas nem sempre o problema é tão grave. Cada tipo de fissura tem uma causa, que deve ser identificada antes de definir qual o tratamento mais indicado. Algumas vezes elas são apenas danos superficiais, provenientes de retrações e dilatações da argamassa. Contudo, se as fissuras forem maiores que 0,5 mm ou afetarem elementos estruturais como vigas e pilares, o problema pode ser mais sério. É preciso estar atento, sobretudo, à rachaduras em diagonais e de rápido desenvolvimento, nestes casos é preciso que haja a orientação de um engenheiro sobre os procedimentos a serem tomados.
Além disso durante o processo de construção alguma medidas preventivas podem ser tomadas: é preciso avaliar se o solo do local pode suportar construções do nível a ser realizado, caso contrário este pode ceder prejudicando a fundação da estrutura; deve-se fiscalizar qualidade do material empregado (um dos erros recorrentes é o uso de areia com salitre na fabricação do concreto); as instalações hidráulicas e de gás encanado devem receber atenção especial bem como a localização dos botijões de gás que devem ser colocados em locais protegidos e arejados.
Alguns problemas podem ser facilmente evitados se houver o devido cuidado na fase de construção, evitando que sejam gerados grandes transtornos e eventualmente tragédias.
Incluída na lista das Melhores Empresas para Você Trabalhar, do Guia VOCÊ S/A EXAME, publicado pela Editora Abril, a MRS Logística está de portas abertas para jovens que buscam aplicar conhecimento, desenvolver o seu talento e construir uma carreira sólida no mercado.
O programa de trainee é destinado a graduados nos cursos de Administração, Economia, Psicologia, Ciências Contábeis e Engenharias (Mecânica, Civil, Elétrica, Mecatrônica, de Telecom, de Controle e Automação, de Produção e de Segurança do Trabalho). Os candidatos devem ter concluído o ensino superior entre dezembro de 2008 e dezembro de 2011. As inscrições devem ser feitas até o dia 17 de fevereiro.
Os interessados na oportunidade precisam ter disponibilidade para viagens e de residir fora dos grandes centros. Além disso, é necessário possuir nível de inglês avançado. O processo de seleção é composto pelas seguintes etapas: inscrição; testes online; laboratórios de competências, painel técnico e entrevistas.
Os selecionados irão trabalhar nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Eles receberão salário (valor não divulgado), assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale alimentação ou refeição, Plano de Participação nos Resultados e Previdência Privada.
Pequenos erros, grandes catástrofes. Erros matemáticos são comuns mesmo entre professores ou pessoas que trabalham no dia a dia em função de cálculos. Contudo, em algumas áreas, eles podem ser fatais. É justamente por isso que é preciso realizar tantos testes e estudos antes de se colocar um produto no mercado.
Aviões mal projetados, construções que não respeitam as leis da física e até mesmo dobradiças instaladas de maneira incorreta podem resultar na morte de centenas de pessoas. O site Cracked selecionou algumas grandes catástrofes ocorridas em função de erros de cálculo ou falhas humanas.
Naufrágio do Titanic
Existem muitas teorias sobre o naufrágio do Titanic. Falhas na segurança, despreparo da tripulação e dos profissionais envolvidos aliados à fatalidade de encontrar um iceberg pelo caminho são apenas as razões mais conhecidas do público e que ganharam vida na tela do cinema.
Entretanto, um erro de cálculo na construção do navio pode ter sido o maior dos responsáveis pela falha. A embarcação era composta por três hélices a vapor, sendo as duas externas impulsionadas por motores de pistão e a central acionada por uma turbina a vapor. Embora as hélices movidas a vapor sejam mais dinâmica, elas funcionam apenas em mão única.
Ao avistar o iceberg, o primeiro oficial do Titanic ordenou toda força das hélices na direção oposta, mas uma delas continuou girando na mesma direção, ainda que em menor velocidade. O cálculo de velocidade somado ao erro de projeto da embarcação ocasionou a batida e o consequente naufrágio, vitimando mais de 1,5 mil pessoas.
A queda da ponte Tacoma Narrows
Pode uma ponte cair apenas por ser sólida demais? Foi justamente isso o que aconteceu na década de 40 com a ponte Tacoma Narrows, nos Estados Unidos. Felizmente, nenhuma pessoa morreu no incidente, que foi causado devido a fortes ventos e a um erro de construção.
Quando você olha para uma ponte comum, elas parecem frágeis, a ponto de desabar a qualquer momento. Isso acontece porque embaixo delas há um espaço destinado à passagem de ar. Quando isso não ocorre, toda a ponte está sujeita a sacudidas em caso de rajadas mais fortes de vento.
Logo depois de construída, todos os que passaram no local perceberam o erro. Outro engenheiro foi contratado para estudar o caso e sugeriu que fossem feitos alguns furos nas vigas, mas não houve tempo hábil e a ponte desabou. Anos depois do incidente, outra ponte foi construída no local e permanece firme até hoje.
As dobradiças da morte do Cocoanut Groove
Uma simples dobradiça é capaz de matar quase 500 pessoas. Isso soou estranho para você? Pois saiba que foi exatamente isso que aconteceu em Boston, em 28 de novembro de 1942. O incidente ocorreu no clube Cocoanut Groove, um dos mais badalados da época.
O problema começou por causa de um grande incêndio, provocado incidentalmente por um jovem de 16 anos. Ele teria retirado uma das lâmpadas de uma das salas de forma a ter mais privacidade para beijar uma menina. Porém, sem querer, teria encostado uma bebida flamejante próximo às instalações elétricas.
O lugar pegou fogo e as saídas de emergência estavam destravadas. Entretanto, 492 pessoas não conseguiram sair do local. Tudo aconteceu porque as portas, em vez de abrirem para fora, abriam para dentro, por conta de dobradiças mal-instaladas.
O avião assassino com janelas quadradas
Na década de 50, o grupo Havilland Comet estava iniciando os seus trabalhos na aviação. A empresa construiu um jato moderno, com características nunca vistas antes, e uma cabine pressurizada que permitia à aeronave voar mais alto e mais rápido do que qualquer outra.
Contudo, em 1954, dois aviões da companhia simplesmente se desintegraram no ar, matando aproximadamente 56 pessoas. O motivo do desastre: o avião tinha janelas quadradas. Sim, exatamente isso que você leu. Janelas quadradas.
A explicação é simples. Uma janela não pode ser um quadrado perfeito, é preciso que nos seus cantos existam bordas arredondadas. Quando essa regra não é observada, todos os cantos passam a ser pontos de concentração de tensão, podendo provocar rachaduras. Você pode reparar isso em uma janela da sua casa.
No caso do avião, com a força do ar recebido externamente e a pressurização interna da cabine, com o tempo as janelas não resistiram e bastou uma pequena rachadura em um dos cantos para que a cabine explodisse e o avião se desintegrasse no ar.
As colunas do Hyatt Regency
Na década de 80, em Kansas City, um hotel de 40 andares desabou, matando 114 pessoas e deixando outras 200 feridas. A causa foi um erro grotesco de projeto durante a reforma de um dos andares do edifício.
O erro absurdo aconteceu quando um engenheiro propôs a mudança de lugar de uma das colunas do salão. O que ele não sabia — e, acredite, como engenheiro ele tinha a obrigação de saber — é que aquela era uma das colunas mestras do prédio. Ao removê-la do lugar, outra coluna foi colocada, mas com um posicionamento diferente.
Quando houve tráfego no piso de cima a nova coluna ruiu, fazendo com que o prédio inteiro desabasse. Indenizações às vítimas e aos familiares foram pagas até 2008 e estima-se que, além dos danos materiais, mais de US$ 140 milhões tenham sido gastos em processos e ações judiciais.
No último dia 12, desabaram cerca de 300 m² de laje da cobertura de um prédio em construção na zona norte de São Paulo. A queda de 27m levou à morte de um operário e deixou outros 11 feridos. A obra do governo do Estado, que fazia parte do projeto Fábrica de Culturas, foi paralisada após o acidente e só será retomada depois que as causas forem apuradas.
Erro de projeto ou de execução? Poderia ser evitado? Como engenheiros, é importante não descuidarmos das indicações de projeto e detalhes de execução de modo a garantir a segurança das lajes durante e após construção. Hoje, o blog apresenta um passo a passo da construção de Lajes Treliçadas.
As lajes a seguir foram construídas com vigotas pré-fabricadas, que já vem com armaduras positivas e negativas e blocos vazados de EPS (isopor), escolhidos por serem mais leves (agilidade no transporte, manuseio e montagem e redução do peso sobre a estrutura e a fundação), isolantes (auxilio no conforto térmico) e impermeáveis (tornam a cura mais adequada, mais lenta). Podem ser utilizados também blocos vazados de cerâmica e concreto. Os encaixes e cortes para a tubulação elétrica e hidráulica devem estar previstos em projeto, evitando-se quebras posteriores da laje para sua colocação.
1. É feito o escoramento de madeira apoiado em bases firmes, de preferência no contrapiso. Vãos com mais de 1,30m sem linha de escora são evitados, respeitando sempre no vão a contraflecha indicada no projeto.
2. São colocadas escoras horizontais no sentido inverso do apoio das vigotas, sem força-las para cima. Os pontaletes (escoras verticais) devem ser apoiados sobre base firme, fixados com calços e cunhas, evitando o afundamento na hora da concretagem.
3. As tábuas horizontais dos escoramentos são niveladas pelo respaldo para vãos de até 2m. Acima dessa medida pode haver indicação de contraflecha, de acordo com a especificação do projeto.
Obs. A retirada dos escoramentos deve ser feita num prazo mínimo de 18 dias após a execução da concretagem. Se a laje for de balanço, o prazo deve ser de 28 dias.
Observe as esperas de aço de cerca de 5cm, que servirão para ajudar a união entre as vigotas e o apoio, no momento em que a laje for concretada.
4. É feita a colocação das vigotas, lado a lado, com as vigotas voltadas para cima, apoiadas nas extremidades sobre cinta de amarração ou sobre a parede de alvenaria. São feitos furos nos pontos previstos para a passagem das instalações elétricas.
5. Fixa-se as armaduras positivas e negativas, distribuídas no sentido transversal e perpendicular às vigotas, sempre seguindo as orientações e medidas do projeto.
6. Coloca-se, então, os blocos de EPS a partir das extremidades. Eles ficam encaixados no espaço entre as vigotas, que serve de gabarito de montagem.
7. Após o encaixe, os blocos são cortados nos pontos de passagem de fios e cabos sobre a laje.
8. São colocadas as armaduras de distribuição por cima dos blocos de EPS, de acordo com as diretrizes do projeto. As taliscas que delimitarão a face superior da laje são posicionadas e suas cotas conferidas .
9. Antes de lançar o concreto, todas as lajotas e vigotas são muito bem molhadas para evitar que as peças absorvam a água existente no concreto.
10. Assim que é feito o bombeamento, o concreto é espalhado preenchendo todos os espaços vazios, principalmente nos encontros entre as vigas e blocos. É utilizado o vibrador para compactar bem o material e evitar vazios no concreto.
11. É executado o sarrafeamento e nivelamento do concreto seguindo a altura das taliscas.
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